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Mercado internacional de açúcar encerra sessão com cotações mistas

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Cenário internacional: contratos futuros encerram sessão sem direção única

Os contratos futuros do açúcar encerraram a sessão de quinta-feira (24) com desempenhos mistos nas bolsas internacionais. De acordo com fontes consultadas pela Agência Reuters, operadores do mercado observaram uma contínua redução no número de contratos em aberto com vencimento em maio, embora ainda não haja clareza sobre o volume que será efetivamente entregue até o prazo final, em 30 de abril.

Exportações indianas devem ficar abaixo do limite estabelecido

Segundo informações de um representante da Associação Indiana de Fabricantes de Açúcar e Bioenergia (ISMA), divulgadas pela Agência Internacional de Notícias, a Índia — segunda maior produtora e exportadora mundial de açúcar, atrás apenas do Brasil — deve embarcar entre 600 mil e 700 mil toneladas do produto até setembro de 2025. O volume está aquém do teto estipulado pelo governo indiano, que permite exportações de até 1 milhão de toneladas.

Nova York: leve recuo nos principais contratos

Na bolsa ICE Futures dos Estados Unidos, em Nova York, o contrato de açúcar bruto com vencimento em maio de 2025 fechou o dia cotado a 17,92 centavos de dólar por libra-peso, com uma leve queda de 2 pontos em relação ao dia anterior. O contrato para julho/25 também recuou, com queda de 3 pontos, sendo negociado a 17,85 cts/lb. Os demais vencimentos apresentaram variações entre estabilidade, queda de até 6 pontos ou leve alta de 1 ponto nas posições mais longas.

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Londres: contrato de agosto avança, demais registram perdas

Na ICE Futures Europe, sediada em Londres, apenas o contrato de açúcar branco com vencimento em agosto de 2025 encerrou em alta, com valorização de US$ 1,20, sendo negociado a US$ 504,50 por tonelada. Os demais contratos registraram perdas, que variaram entre US$ 0,40 e US$ 2,30.

Mercado interno: açúcar cristal acumula segunda baixa consecutiva

No Brasil, o mercado físico de açúcar cristal também apresentou retração. Pelo segundo dia consecutivo, o Indicador Cepea/Esalq, da USP, apontou queda nas cotações. A saca de 50 quilos foi negociada ontem a R$ 143,62, ante os R$ 144,64 da quarta-feira, o que representa desvalorização de 0,71% no comparativo diário.

Etanol hidratado: biocombustível mantém tendência de queda

O etanol hidratado apresentou a terceira baixa consecutiva, conforme os dados do Indicador Diário Paulínia. Na quinta-feira, o biocombustível foi negociado a R$ 2.787,00 por metro cúbico, ante os R$ 2.789,00 do dia anterior. A queda representa uma leve desvalorização de 0,07% no período.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de carne bovina do Brasil disparam em 2026 e superam 1,3 milhão de toneladas até maio

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As exportações brasileiras de carne bovina seguem em forte expansão em 2026. Em maio, o Brasil embarcou 297 mil toneladas da proteína para o mercado internacional, volume 17,8% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. O desempenho reforça o protagonismo do país no comércio global de carne bovina e consolida a trajetória de crescimento observada ao longo do ano.

Os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), mostram que o faturamento das exportações atingiu US$ 1,83 bilhão em maio, avanço de 6,5% em relação ao mês anterior.

Além do aumento nos embarques, o setor também foi beneficiado pela valorização do produto no mercado internacional. O preço médio da carne bovina exportada alcançou US$ 6.163 por tonelada, registrando alta de 3,5% na comparação com abril.

China responde por mais da metade das exportações brasileiras

A China permaneceu como principal destino da carne bovina brasileira, ampliando sua participação nas compras externas e sustentando o crescimento das exportações nacionais.

Em maio, os chineses adquiriram 157,6 mil toneladas da proteína, movimentando US$ 1,06 bilhão. O volume representa crescimento de 39,6% em relação ao mesmo período do ano passado e corresponde a 53,1% de toda a carne bovina exportada pelo Brasil no mês.

O avanço das compras chinesas ocorre em um momento de antecipação dos embarques por parte dos importadores, diante da implementação de medidas de salvaguarda anunciadas pelo governo do país asiático para o setor de carne bovina.

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Estados Unidos mantêm posição estratégica entre os compradores

Os Estados Unidos seguiram como o segundo principal mercado para a carne bovina brasileira em maio. As exportações para o país somaram 28,8 mil toneladas, gerando receita de US$ 195,6 milhões.

Na comparação anual, os embarques para o mercado norte-americano cresceram 5,1%, demonstrando a manutenção da demanda mesmo em um cenário de maior concorrência internacional.

Entre os principais compradores também se destacaram a Rússia, com importações de 13,7 mil toneladas, o Chile, com 8,5 mil toneladas, e a União Europeia, que adquiriu 8,3 mil toneladas da proteína brasileira durante o mês.

Carne in natura domina receita das exportações

A carne bovina in natura continua sendo o principal produto exportado pelo setor. Em maio, essa categoria respondeu por 88,2% do volume total embarcado e por 93,1% de toda a receita obtida com as exportações brasileiras.

O faturamento da carne in natura atingiu aproximadamente US$ 1,7 bilhão no período, reforçando sua relevância para a balança comercial do agronegócio brasileiro.

Brasil acumula mais de 1,38 milhão de toneladas exportadas em 2026

No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, as exportações brasileiras de carne bovina alcançaram 1,388 milhão de toneladas, crescimento de 15,3% em relação ao mesmo período de 2025.

A receita gerada pelo setor chegou a US$ 7,88 bilhões entre janeiro e maio, refletindo tanto o aumento do volume exportado quanto a valorização dos preços internacionais.

O preço médio das exportações brasileiras atingiu US$ 5.677 por tonelada no período, significativamente acima dos US$ 4.824 por tonelada registrados nos cinco primeiros meses do ano passado.

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Diversificação de mercados fortalece competitividade brasileira

A China segue liderando o ranking anual de compradores, com 631,9 mil toneladas importadas e faturamento de US$ 3,78 bilhões. O país asiático respondeu por 45,5% do volume exportado pelo Brasil e por 48% de toda a receita gerada pelo setor no acumulado de 2026.

Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com 178,6 mil toneladas embarcadas e receita superior a US$ 1,16 bilhão. Na sequência estão Chile, Rússia e União Europeia, todos registrando crescimento nas importações da proteína brasileira.

Segundo a ABIEC, o desempenho positivo reflete a ampla presença da carne bovina brasileira no mercado internacional.

Atualmente, o produto nacional está presente em mais de 177 destinos ao redor do mundo, estratégia que contribui para ampliar a competitividade do setor, reduzir riscos comerciais e fortalecer a posição do Brasil como um dos maiores exportadores globais de proteína animal.

Perspectivas seguem positivas para o restante do ano

Com demanda internacional aquecida, preços sustentados e diversificação crescente dos mercados compradores, o setor de carne bovina mantém perspectivas favoráveis para os próximos meses.

A continuidade do forte ritmo de exportações reforça a importância da pecuária de corte para o agronegócio brasileiro e para a geração de divisas, consolidando o país como um dos principais fornecedores mundiais de carne bovina.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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