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MJSP e Acnur divulgam relatórios sobre refúgio e deslocamento forçado no Brasil e no mundo

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Brasília, 12/06/2025 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), o Observatório das Migrações Internacionais (ObMigra) e o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) divulgam, nesta sexta-feira (13), o relatório nacional Refúgio em Números e o internacional Tendências Globais — Deslocamento Forçado em 2024. O evento será às 9h, no auditório Tancredo Neves, no Palácio da Justiça, em Brasília (DF).

Os documentos trazem dados atualizados sobre o perfil das populações refugiadas, solicitantes de refúgio, apátridas e migrantes no Brasil e no mundo. O lançamento dos relatórios ocorrerá durante o seminário Refugiados e Deslocamento em Debate: Dia Mundial do Refugiado e da Semana Nacional sobre Migrações, Refúgio e Apatridia. Com formato híbrido, a programação será transmitida pelos canais do Youtube do MJSP e do Acnur. Os interessados podem fazer a inscrição por meio de formulário virtual.

Também serão apresentados os primeiros resultados do Programa Brasileiro de Patrocínio Comunitário para Refugiados Afegãos. A iniciativa pioneira é coordenada pelo MJSP, com apoio do Ministério das Relações Exteriores (MRE), do Acnur e da Organização Internacional para as Migrações (OIM).

Por meio do programa, as organizações da sociedade civil credenciadas ficam responsáveis pelo deslocamento, pela recepção, pelo abrigamento e pela integração de pessoas afegãs interessadas em começar uma nova vida no Brasil. Até o momento, três delas já assinaram acordo de cooperação com o MJSP: Mais; Panahgah Associação de Apoio Humanitário Internacional; e Instituto Estou Refugiado (juntas, elas conseguirão acolher mais de 900 pessoas).

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A mesa da abertura do seminário contará com a participação de representantes das organizações credenciadas Estou Refugiado e Panahgah, além de um nacional afegão que compartilhará sua experiência de acolhimento e integração no País. O evento integra o calendário de atividades do MJSP e do Acnur em alusão ao Dia Mundial do Refugiado, celebrado em 20 de junho.

Refugiados

Refugiados são pessoas que foram obrigadas a deixar seus países de origem devido a situações como perseguições por motivos de raça, religião, nacionalidade, grupo social ou opinião política, além de guerras, conflitos armados, violações generalizadas de direitos humanos ou outras circunstâncias que colocam suas vidas e segurança em risco.

As pessoas nessa situação podem solicitar refúgio no Brasil. Para isso, é necessário fazer o cadastro no Sistema do Comitê Nacional para os Refugiados (Sisconare) e preencher o formulário. Isso pode ser feito antes de deixar o país de origem ou ao chegar ao Brasil. A solicitação será analisada pelo Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), colegiado vinculado ao MJSP, que decidirá sobre os pedidos de refúgio.

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Durante o trâmite, o solicitante tem direito à documentação provisória, acesso a serviços públicos e à regularização migratória no País. Ao serem reconhecidas como refugiadas, essas pessoas recebem proteção do Estado brasileiro. Elas poderão fixar residência, trabalhar e acessar serviços públicos, com os mesmos direitos e deveres garantidos a qualquer residente regular, de acordo com a Constituição Federal de 1988.

Obmigra

O Observatório das Migrações Internacionais (ObMigra) é resultado do esforço do Estado brasileiro em garantir a transparência e o acesso democrático dos dados oficiais sobre migração e refúgio no Brasil com o máximo rigor científico.

Ele é resultado do acordo de cooperação técnica vigente entre os principais gestores das bases de dados sobre migração e refúgio: MJSP, Ministério do Trabalho e Emprego, MRE, Polícia Federal, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e a Universidade de Brasília.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Mais de 90% dos municípios respondem ao MEC sobre Primeira Infância

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O Ministério da Educação (MEC), por meio da Subsecretaria da Política Nacional Integrada da Primeira Infância (SNPPI), em parceria com a Rede Nacional Primeira Infância, concluiu o Levantamento Nacional de Planos pela Primeira Infância com adesão de 90% dos municípios brasileiros. Realizada entre março e maio de 2026, a iniciativa mapeou a situação dos planos municipais, estaduais e distrital voltados às crianças de zero a seis anos em todo o país. 

Ao todo, 4.990 municípios finalizaram integralmente o preenchimento do levantamento, o equivalente a 89,59% das cidades brasileiras. Outros 234 municípios permaneceram com cadastro em andamento e apenas 346 não iniciaram o preenchimento. Além da participação municipal, 19 estados e o Distrito Federal também responderam ao levantamento. 

O levantamento teve como objetivo compreender o panorama atual das políticas públicas para a Primeira Infância no país, identificar desafios, subsidiar ações de apoio técnico, fortalecer a governança interfederativa e aprimorar as estratégias voltadas à garantia dos direitos das crianças brasileiras. 

A inciativa nacional ocorreu de forma articulada e intersetorial, com envio de ofícios institucionais, disparos de e-mails, articulação via WhatsApp, divulgação em seminários estaduais e distribuição de materiais informativos. O prazo oficial de coleta encerrou-se em 15 de maio, com prorrogação excepcional até 18 de maio para regularização de acessos ao sistema e complementação de informações. 

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Os dados também devem contribuir para compreender os avanços da agenda desde a consolidação do Marco Legal da Primeira Infância e orientar novas ações para ampliar a efetivação dos direitos das crianças brasileiras, especialmente no enfrentamento das desigualdades e na construção de políticas mais integradas, intersetoriais e efetivas. 

O levantamento foi coordenado pela SNPPI/MEC com apoio de parceiros estratégicos da agenda da Primeira Infância, entre eles a Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil, o Conselho Nacional do Ministério Público, a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação, o Instituto Articule e a Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, além de redes estaduais, organizações da sociedade civil e gestores públicos. 

Resultados – Entre os estados com 100% de preenchimento concluído estão Acre, Alagoas, Ceará e Roraima. Já os maiores índices de finalização foram registrados em São Paulo (98,76%), Mato Grosso do Sul (98,73%), Pará (96,53%), Santa Catarina (96,27%), Sergipe (96%), Rio Grande do Norte (95,81%), Pernambuco (95,14%) e Minas Gerais (93,20%). 

Em números absolutos, Minas Gerais liderou a participação, com 795 municípios finalizados, seguido por São Paulo (637), Rio Grande do Sul (425), Paraná (356) e Bahia (329). 

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Os formulários aplicados reuniram informações sobre existência e vigência dos Planos pela Primeira Infância, aprovação em instrumentos normativos, funcionamento de comitês intersetoriais, mecanismos de financiamento, participação social e necessidades de apoio técnico para implementação das políticas públicas. Também foram levantadas informações sobre governança, articulação entre áreas e estratégias de implementação territorial. 

Segundo a SNPPI/MEC, os resultados demonstram o fortalecimento da agenda da Primeira Infância no Brasil e o crescente comprometimento dos entes federados com a institucionalização de políticas públicas voltadas às crianças. A Subsecretaria pretende, agora, organizar um grupo de trabalho para aprofundar a análise quantitativa e qualitativa das informações coletadas. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria Executiva (SE) 

Fonte: Ministério da Educação

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