MATO GROSSO
Comarca de Aripuanã completa 21 anos unindo história, desafios e conquistas
MATO GROSSO
Há 21 anos, no dia 6 de agosto de 2004, a Comarca de Aripuanã foi oficialmente instalada, levando para uma das regiões mais distantes de Mato Grosso a presença estruturada do Poder Judiciário. Criada pela Lei Complementar nº 51, de 21 de dezembro de 1998, a comarca passou a atender o município de Aripuanã e localidades vizinhas como Conselvan, Tutilândia, Ar02, Morena, Rio Branco, entre outras áreas rurais, que juntas somam uma população estimada em mais de 23 mil habitantes, de acordo com dados do IBGE-2021.
Classificada como Entrância Inicial, a comarca funciona com Vara Única, e atualmente é dirigida pela juíza substituta Rafaella Karlla de Oliveira Barbosa, nem como pelo juiz, diretor em substituição legal, Guilherme Leite Roriz. São 3.341 processos em tramitação (dados de maio de 2025) e uma equipe formada por 11 servidores efetivos, além de credenciados, terceirizados e estagiários.
Apesar das dificuldades naturais impostas pela distância geográfica, pois Aripuanã fica a mais de 1.000 km da capital mato-grossense, a comarca mantém um trabalho firme na busca por eficiência, celeridade e humanização no atendimento aos jurisdicionados.
“Estou como juíza substituta da Comarca de Aripuanã desde novembro de 2023 e manifesto minha profunda gratidão e satisfação em atuar nesta unidade jurisdicional. Embora enfrentemos desafios significativos, sigo motivada pelo compromisso com uma prestação jurisdicional cada vez mais eficiente e próxima da população. A demanda é elevada, mas contamos com um Judiciário atuante e dedicado”, relata a magistrada.
Entre as ações recentes, a juíza destaca iniciativas que reforçam a aproximação da Justiça com a sociedade. “Realizamos um mutirão de audiências criminais que proporcionou mais celeridade aos julgamentos, além de eventos em alusão ao Dia da Mulher, para valorizar e conscientizar sobre os direitos femininos. Também conseguimos zerar os processos conclusos há mais de 100 dias, o que demonstra o empenho e o trabalho conjunto de toda equipe”, pontua.
Histórias que ajudam a construir a Justiça
Oficial de justiça desde a instalação da comarca, Zilda Peixoto Teles acumula 21 anos de trajetória e conhece de perto a evolução do Judiciário local. “Comecei em 2004 como contratada. Naquela época enfrentávamos desafios como falta de estrutura e a grande distância de tudo”, lembra. “Mas de lá pra cá, a transformação foi sem precedentes. Tudo que conquistei na vida foi fruto do meu trabalho aqui no Judiciário.”
Zilda destaca como momento marcante de sua carreira a transição de contratada para servidora efetiva, após aprovação em concurso público. “Foi um divisor de águas. Hoje trabalho com a satisfação de ter feito parte dessa história”, completa. Para ela, o trabalho de cada servidor é essencial. “Acredito que sou só uma peça dessa engrenagem complexa, onde todos são fundamentais para alcançar os resultados esperados pela sociedade.”
Mais nova na equipe, a servidora Edna Fenski trabalha há quatro anos como técnica judiciária, atualmente na função de gestora judiciária. Ela se impressionou logo nos primeiros dias com o volume de processos em trâmite. “Me surpreendi com a quantidade expressiva de demandas judiciais, que mostra o quanto o Judiciário é procurado para solucionar conflitos, mesmo aqueles que não são necessariamente de alta litigiosidade.”
Edna enxerga seu papel com grande senso de responsabilidade. “Espero sempre contribuir para que as decisões sejam céleres, pautadas na justiça e voltadas ao bem comum. É gratificante perceber o impacto positivo do nosso trabalho na vida das pessoas que buscam amparo na Justiça.”
Nestes 21 anos, a Comarca de Aripuanã consolidou-se como referência de Justiça para milhares de pessoas espalhadas em um território extenso, marcado por desafios de acesso e pela diversidade social e econômica. Apesar das dificuldades, a dedicação da equipe, o compromisso com a humanização e a busca constante por resultados concretos têm garantido que a população local seja atendida com dignidade, respeito e proximidade.
Autor: Roberta Penha
Fotografo:
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
MATO GROSSO
SES e Hospital Geral ofertam 100 consultas em mutirão de otorrinolaringologia
O Hospital Geral de Cuiabá, unidade contratada pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), realizou um mutirão de consultas e exames em otorrinolaringologia na manhã deste sábado (23.5), para acelerar os atendimentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Mato Grosso.
Foram realizadas 100 consultas na especialidade de otorrinolaringologia e 40 exames de videolaringoscopia. Os pacientes aguardavam pelos atendimentos especializados via Sistema Estadual de Regulação (Sisreg).
“A especialidade de otorrinolaringologia é um desafio para o SUS em Mato Grosso, porque temos poucos prestadores. Nós estamos trabalhando, mesmo por meio do programa Fila Zero, para ampliar essa oferta, para melhor atender o cidadão”, destacou o secretário de Estado de Saúde de Mato Grosso, Juliano Melo.
Segundo a diretora do Hospital Geral, Flávia Galindo, a unidade conta com uma equipe extremamente capacitada. “É um grande passo para a saúde pública realizarmos um mutirão nessa área, com uma equipe tão capacitada, médicos experientes e fortalecendo também o nosso programa de residência médica em otorrinolaringologia”, avaliou.
Para Débora da Silva, mãe do Heitor, de apenas oito anos, esse mutirão é a esperança de mais qualidade de vida para o filho. “Muito bom [esse mutirão], porque neste mês fez um ano em que ele estava na fila de espera. Ele fica internado todo mês, o antibiótico dele já é intravenoso; o oral já não faz mais efeito, porque o corpo já se acostumou”, disse.
O médico otorrinolaringologista que atendia no mutirão, dr. Mario Espósito, destacou a importância da ação para os pacientes. “O que se observa é que há pacientes com problemas simples aguardando há mais de um ano na fila. Nesses mutirões, o objetivo é justamente esse: diminuir a fila. Os pacientes que forem clínicos serão tratados clinicamente e os que forem cirúrgicos serão encaminhados para cirurgia. Com certeza, essa fila vai diminuir bastante”, explicou.
Em junho de 2025, a SES efetivou contrato direto com o Hospital Geral, ampliando em 75% o número de procedimentos ofertados pela unidade via Sistema Único de Saúde (SUS).
Com a assinatura do contrato, o Hospital Geral passou a ofertar 203 leitos de internação pelo SUS, sendo 44 leitos intensivos — de Terapia Intensiva (UTI) ou Cuidados Intermediários (UCI).
O contrato prevê a oferta de 11 especialidades: cirurgia geral, cirurgia vascular, cirurgia cardiovascular, cirurgia oncológica, neurocirurgia, otorrinolaringologia, cirurgia intervencionista, hemodinâmica, cirurgia bucomaxilofacial, gestação de risco e alto risco e histocompatibilidade para transplantes.
Fonte: Governo MT – MT
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