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Campo Futuro levanta custos de produção de cinco cadeias agropecuárias em quatro estados

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O projeto Campo Futuro, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), promoveu nesta semana uma série de painéis para identificar os custos de produção em cinco importantes cadeias do setor agropecuário: silvicultura, avicultura, suinocultura, grãos e aquicultura. As atividades ocorreram nos estados de Santa Catarina, Goiás, Mato Grosso e Rio Grande do Sul.

Silvicultura: resultados positivos e mudanças no ciclo de corte

Em Santa Cecília (SC), o painel realizado na terça-feira (20) mostrou que a área da propriedade modal de produção de pinus passou de 50 para 100 hectares. Apesar da leve redução nas margens de lucro em relação a 2023, os resultados confirmam a sustentabilidade e a atratividade da atividade, segundo a assessora técnica da CNA, Eduarda Lee.

Em Barro Alto (GO), na quinta-feira (22), foi realizado o primeiro levantamento da produção de borracha natural. A propriedade modal tem 50 hectares, com produtividade média anual de 2.915 kg/ha e ciclo produtivo de 42 anos.

Já na sexta-feira (23), em Cristalina (GO), foram levantados os custos da produção de eucalipto. A área modal continua com 50 hectares e IMA (Incremento Médio Anual) de 40 m³/ha/ano. Houve uma redução no ciclo de produção de 7 para 5 anos, devido à escassez de madeira, o que antecipou a colheita. A madeira é utilizada como biomassa energética, e os resultados foram mais favoráveis do que no último painel. Os custos administrativos foram apontados como os mais onerosos.

Suinocultura e Avicultura: ração continua como maior custo

Entre os dias 19 e 21 de maio, no estado do Mato Grosso, foram avaliados os custos da avicultura de postura e da suinocultura.

Em Sorriso, o custo operacional efetivo (COE) na suinocultura independente ficou em R$ 560,51 por suíno terminado, com a ração representando 77,1% dos custos.

Em Tapurah, na Unidade Produtora de Leitões (UPL), o COE foi de R$ 44,67 por leitão, enquanto na Unidade de Terminação (UT) o custo foi de R$ 32,34 por animal terminado. Os maiores gastos vieram de energia elétrica, manutenção e mão de obra.

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Na avicultura de postura, em Campo Verde, o COE foi estimado em R$ 138,71 por caixa com 30 dúzias de ovos, sendo a ração responsável por 47,9% dos custos.

Grãos: clima impacta produtividade e margens no Rio Grande do Sul

Os painéis realizados entre 19 e 23 de maio no Rio Grande do Sul evidenciaram os impactos do clima — especialmente a estiagem — sobre a produtividade das culturas de soja, milho, trigo e arroz.

Segunda-feira (19):

Em Carazinho, a produtividade da soja caiu de 67 para 42 sacas por hectare na safra atual.

O milho verão teve aumento de produtividade (de 75 para 180 sacas/ha), apesar do aumento nos custos com fertilizantes e sementes.

O trigo também teve crescimento de produtividade (de 35 para 52 sacas/ha), mas com perda de qualidade devido a doenças no final do ciclo.

Em Cruz Alta, a produtividade da soja sequeiro foi de 35 sacas/ha, impactada por estiagem e granizo. A soja irrigada rendeu 50 sacas/ha, o milho sequeiro teve 120 sacas/ha e o irrigado, 220 sacas/ha. O trigo apresentou média de 45 sacas/ha, com qualidade abaixo do esperado.

Terça-feira (20):

Em Tupanciretã, a soja teve média de 27 sacas/ha, com ampla variação (entre 10 e 50 sacas) entre microrregiões.

O trigo alcançou 50 sacas/ha, superando as 37,7 sacas da safra anterior, embora também tenha sofrido com problemas de qualidade.

Fertilizantes e sementes puxaram o aumento de custos, com elevação de 5,5% e 5,4%, respectivamente.

Quarta-feira (21):

Em Uruguaiana, o foco foi no arroz irrigado, que teve produtividade média de 190 sacas/ha, 6% maior que a safra anterior.

O custo operacional subiu cerca de 5%, com destaque para fertilizantes.

O preço médio do arroz caiu 28,3%, de R$ 100,30 para R$ 72,00 por saca, o que pressionou as margens da atividade.

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Quinta-feira (22):

Em Bagé, a soja irrigada rendeu 65 sacas/ha, mais que o dobro do ciclo anterior.

A soja sequeiro teve média de 42,5 sacas/ha, frente às 30 sacas da safra passada.

O COE da soja irrigada subiu 25,1%, com destaque para herbicidas, que aumentaram 18,7%.

O preço da soja caiu de R$ 131,40 para R$ 124,08 por saca (-5,6%).

Sexta-feira (23):

Em Camaquã, o arroz irrigado teve média de 180 sacas/ha, 10% acima da safra passada. O preço caiu de R$ 113,54 para R$ 76,00, uma queda de 33%.

A soja teve média de 40 sacas/ha, contra 27 sacas na safra 2023/24, com produtividades variando entre 20 e 80 sacas, conforme a microrregião.

Aquicultura: margens apertadas e perdas por mortalidade

Em Santa Catarina, também foram realizados painéis sobre a aquicultura, com foco em tilápia e carcinicultura.

Na quarta-feira (21), em Rio Fortuna, foi feito o levantamento dos custos de produção da tilápia, com despesca de 108 toneladas por ciclo. Os produtores tiveram margens apertadas, já que 94% da receita foi comprometida com os custos.

Na quinta-feira (22), em Laguna, os dados da carcinicultura revelaram uma produção em viveiros com 12 hectares de lâmina d’água. O ciclo produtivo é de 120 dias, com despesca de camarões com cerca de 12g.

A taxa de mortalidade chega a 50% entre os dois ciclos anuais, o que compromete significativamente os resultados econômicos da atividade.

O levantamento do projeto Campo Futuro mostra que os produtores brasileiros continuam enfrentando desafios relacionados a clima, preços de insumos e queda nas cotações dos produtos, o que tem pressionado as margens de diversas atividades agropecuárias, mesmo com ganhos pontuais de produtividade em algumas culturas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de carne bovina do Brasil disparam em 2026 e superam 1,3 milhão de toneladas até maio

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As exportações brasileiras de carne bovina seguem em forte expansão em 2026. Em maio, o Brasil embarcou 297 mil toneladas da proteína para o mercado internacional, volume 17,8% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. O desempenho reforça o protagonismo do país no comércio global de carne bovina e consolida a trajetória de crescimento observada ao longo do ano.

Os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), mostram que o faturamento das exportações atingiu US$ 1,83 bilhão em maio, avanço de 6,5% em relação ao mês anterior.

Além do aumento nos embarques, o setor também foi beneficiado pela valorização do produto no mercado internacional. O preço médio da carne bovina exportada alcançou US$ 6.163 por tonelada, registrando alta de 3,5% na comparação com abril.

China responde por mais da metade das exportações brasileiras

A China permaneceu como principal destino da carne bovina brasileira, ampliando sua participação nas compras externas e sustentando o crescimento das exportações nacionais.

Em maio, os chineses adquiriram 157,6 mil toneladas da proteína, movimentando US$ 1,06 bilhão. O volume representa crescimento de 39,6% em relação ao mesmo período do ano passado e corresponde a 53,1% de toda a carne bovina exportada pelo Brasil no mês.

O avanço das compras chinesas ocorre em um momento de antecipação dos embarques por parte dos importadores, diante da implementação de medidas de salvaguarda anunciadas pelo governo do país asiático para o setor de carne bovina.

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Estados Unidos mantêm posição estratégica entre os compradores

Os Estados Unidos seguiram como o segundo principal mercado para a carne bovina brasileira em maio. As exportações para o país somaram 28,8 mil toneladas, gerando receita de US$ 195,6 milhões.

Na comparação anual, os embarques para o mercado norte-americano cresceram 5,1%, demonstrando a manutenção da demanda mesmo em um cenário de maior concorrência internacional.

Entre os principais compradores também se destacaram a Rússia, com importações de 13,7 mil toneladas, o Chile, com 8,5 mil toneladas, e a União Europeia, que adquiriu 8,3 mil toneladas da proteína brasileira durante o mês.

Carne in natura domina receita das exportações

A carne bovina in natura continua sendo o principal produto exportado pelo setor. Em maio, essa categoria respondeu por 88,2% do volume total embarcado e por 93,1% de toda a receita obtida com as exportações brasileiras.

O faturamento da carne in natura atingiu aproximadamente US$ 1,7 bilhão no período, reforçando sua relevância para a balança comercial do agronegócio brasileiro.

Brasil acumula mais de 1,38 milhão de toneladas exportadas em 2026

No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, as exportações brasileiras de carne bovina alcançaram 1,388 milhão de toneladas, crescimento de 15,3% em relação ao mesmo período de 2025.

A receita gerada pelo setor chegou a US$ 7,88 bilhões entre janeiro e maio, refletindo tanto o aumento do volume exportado quanto a valorização dos preços internacionais.

O preço médio das exportações brasileiras atingiu US$ 5.677 por tonelada no período, significativamente acima dos US$ 4.824 por tonelada registrados nos cinco primeiros meses do ano passado.

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Diversificação de mercados fortalece competitividade brasileira

A China segue liderando o ranking anual de compradores, com 631,9 mil toneladas importadas e faturamento de US$ 3,78 bilhões. O país asiático respondeu por 45,5% do volume exportado pelo Brasil e por 48% de toda a receita gerada pelo setor no acumulado de 2026.

Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com 178,6 mil toneladas embarcadas e receita superior a US$ 1,16 bilhão. Na sequência estão Chile, Rússia e União Europeia, todos registrando crescimento nas importações da proteína brasileira.

Segundo a ABIEC, o desempenho positivo reflete a ampla presença da carne bovina brasileira no mercado internacional.

Atualmente, o produto nacional está presente em mais de 177 destinos ao redor do mundo, estratégia que contribui para ampliar a competitividade do setor, reduzir riscos comerciais e fortalecer a posição do Brasil como um dos maiores exportadores globais de proteína animal.

Perspectivas seguem positivas para o restante do ano

Com demanda internacional aquecida, preços sustentados e diversificação crescente dos mercados compradores, o setor de carne bovina mantém perspectivas favoráveis para os próximos meses.

A continuidade do forte ritmo de exportações reforça a importância da pecuária de corte para o agronegócio brasileiro e para a geração de divisas, consolidando o país como um dos principais fornecedores mundiais de carne bovina.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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