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IPPA/CEPEA: Com quedas para grãos, pecuária e HF e forte alta para café, IPPA se estabiliza no 1º tri de 2022

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Cepea, 29/04/2022 – No primeiro trimestre de 2022 o IPPA/Cepea (Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários) avançou ligeiro 0,3%, em termos reais, frente ao mesmo período do ano anterior. Segundo pesquisadores do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, esse cenário esteve atrelado ao equilíbrio gerado por quedas reais nos preços dos Índices de grãos, pecuária e hortifrúti e pela significativa valorização registrada para o café, que impulsionou o Índice formado por este produto e pela cana.

No caso do IPPA-Grãos/Cepea, a baixa real foi de 2% na comparação entre o primeiro trimestre de 2021 e o mesmo período de 2022, movimento que esteve atrelado às desvalorizações registradas para o milho (-2,8%), soja (-4,5%) e, sobretudo, do arroz (-40,4%). Quanto ao IPPA-Pecuária/Cepea, as quedas reais nos preços da arroba bovina (-3%), do frango (-1,7%), do suíno (-35%), do leite (-7,7%) e dos ovos (-5%) influenciaram a baixa de 9,4% do Índice no primeiro trimestre de 2022. O IPPA-Hortifrutícolas/Cepea recuou 2,5% entre o primeiro trimestre deste ano e o mesmo período de 2021, influenciado pelas desvalorizações observadas para a batata (-53,6%), a banana (-5,8%) e a laranja (-0,9%). Já o IPPA-Cana e Café/Cepea, por sua vez, avançou expressivos 44,4%, impulsionado sobretudo pela intensa valorização do café (76,7%) e pela alta da cana (de 33,7%).

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Pesquisadores do Cepea ressaltam que essa manutenção do IPPA/Cepea no primeiro trimestre de 2022 se trata de uma estabilidade em termos reais – os preços agropecuários apresentaram elevações nominais importantes, mas isso também foi verificado para o IPA-OG-DI produtos industriais, que avançou 17,62% na comparação entre os primeiros trimestres de 2021 e 2022. Logo, os preços dos produtos agropecuários se mantêm em patamares elevados, e isso é reflexo das sucessivas altas verificadas especialmente a partir de meados de 2020. De modo geral, esse comportamento está atrelado à desvalorização cambial e ao ajustamento entre demanda e oferta globais de produtos agroalimentares, com a oferta limitada pelo clima desfavorável. No período mais recente, o panorama geral foi agravado ainda pelos desdobramentos da guerra entre Rússia e a Ucrânia.

Para os próximos meses, pesquisadores do Cepea indicam que ainda há grande indefinição, mas as condições de oferta e demanda e o cenário macroeconômico, em geral, apontam para a manutenção de patamares elevados dos preços. O comportamento da taxa de câmbio, a velocidade de reação da demanda doméstica e os efeitos da guerra entre Ucrânia e Rússia serão determinantes para os ajustes positivos ou negativos nos preços dos diferentes mercados.

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ASSESSORIA DE IMPRENSA: Outras informações sobre o IPPA/Cepea aqui e por meio da Comunicação Cepea, com o prof. Geraldo Barros e a pesquisadora Nicole Rennó: [email protected]

Fonte: CEPEA

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Livro do IDR aponta saída para dependência da soja no biodiesel

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A cadeia do biodiesel no Brasil entrou em uma fase de maturidade produtiva, com volumes próximos de 10 bilhões de litros por ano, mas ainda carrega um ponto de fragilidade: a forte dependência da soja como matéria-prima. Hoje, mais de 70% do biodiesel nacional tem origem no óleo da oleaginosa, o que torna o setor sensível a oscilações de safra, preços internacionais e custos de produção, um efeito que chega diretamente ao diesel consumido no campo.

Essa concentração limita a previsibilidade da cadeia e amplia o impacto de choques de mercado sobre o produtor rural. Em um cenário de margens pressionadas, a diversificação das fontes de óleo deixa de ser apenas uma alternativa agronômica e passa a ser uma necessidade econômica.

É nesse contexto que o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná – Iapar-Emater (IDR-Paraná) lançou, na última quinta-feira (16.04), uma publicação técnica voltada à ampliação do leque de oleaginosas no Estado. O trabalho intitulado Plantas oleaginosas para biodiesel no Paraná”, consolida anos de pesquisa aplicada e reúne orientações práticas para produção, manejo e aproveitamento de diferentes culturas, com foco direto na viabilidade no campo.

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O estudo que reúne contribuições de 38 pesquisadores, analisa dez espécies com potencial produtivo no Paraná, entre elas canola, girassol, gergelim e crambe, considerando fatores como adaptação climática, manejo, rendimento de óleo e inserção na cadeia produtiva. A proposta é clara: reduzir a dependência da soja e ampliar as alternativas ao produtor, respeitando as condições regionais.

No Estado, que produz cerca de 2,3 bilhões de litros de biodiesel por ano, o movimento de diversificação ainda é incipiente, mas começa a ganhar espaço. Culturas de inverno, como canola e girassol, aparecem como opções estratégicas, tanto pela geração de matéria-prima quanto pelos ganhos agronômicos, como rotação de culturas e melhoria da qualidade do solo.

A canola, por exemplo, já ocupa cerca de 8 mil hectares no Paraná, concentrados nas regiões Oeste e Sudoeste. Embora ainda distante da escala da soja, o avanço indica uma mudança gradual no sistema produtivo, com potencial de crescimento conforme evoluem os estímulos de mercado e assistência técnica.

Outro ponto destacado na publicação é o papel dos coprodutos na viabilidade econômica. A extração de óleo gera farelos e tortas que podem ser utilizados na alimentação animal, criando uma fonte adicional de receita e melhorando a eficiência do sistema produtivo.

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No cenário global, a produção de óleos vegetais, base para o biodiesel, supera o equivalente a 200 bilhões de litros por ano, com destaque para soja e palma. O Brasil, pela disponibilidade de área e tecnologia, tem espaço para avançar, mas a sustentabilidade do crescimento passa, necessariamente, pela diversificação da matriz.

A avaliação técnica converge para um ponto: ampliar o portfólio de oleaginosas é um passo essencial para reduzir riscos, estabilizar custos e dar mais previsibilidade à cadeia. Para o produtor, isso se traduz em melhor uso da terra ao longo do ano e menor exposição às oscilações de um único mercado.

O livro tá disponível  no site do IDR-Paraná e custa R$300. Para comprar, clique aqui.

Fonte: Pensar Agro

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