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Comissão de cultura fará audiência sobre gestão do centro histórico

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A vereadora Edna Sampaio (PT) anunciou&nbsp nesta quarta-feira (29) que a Comissão de Cultura e Patrimônio Histórico da Câmara realizará uma audiência pública para discutir a criação de um plano de gestão do centro histórico da capital, visando incluir essa política no plano diretor do município.
Mais de 300 edificações estão em desuso ou subutilizadas no centro histórico. Os dados foram apresentados pelas pesquisadoras Luciana Mascaro, do departamento de Arquitetura e Urbanismo, e Carla Cristina Rosa de Almeida, do departamento de Economia da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), durante reunião da Comissão nesta quarta-feira (29).
A comissão é presidida pela parlamentar composta pelos vereadores Pedro Nadaf e Felipe Corrêa, que também estiveram presentes.
O estudo da UFMT traz um diagnóstico das condições do centro, propostas de ação e um plano de recuperação econômica e de negócios da região, onde foram identificados cerca de 50 imóveis em risco de colapso. Também traz as vocações, isto é, as destinações mais adequadas para o espaço, sendo uma delas a habitação, e outra, as&nbsp atividades de economia criativa, que não geram grande impacto sobre as construções.
Segundo Luciana, a proposta é, através de uma operação urbana consorciada, fazer o adensamento, isto é, trazer funções de moradia e atividades de serviços e comércio para essa região e, por meio dos instrumentos do Estatuto das Cidades, gerar recursos para serem aplicados no centro histórico.&nbsp&nbsp
Para isso, segundo ela, é preciso haver uma legislação específica sobre o tema inclusa no plano diretor da capital.
“O município está trabalhando no plano diretor e é preciso que essa operação urbana esteja prevista no plano diretor e regulamentada por legislações municipais, o que garantirá a correta destinação dos recursos. Isso precisa ser muito bem debatido”, afirmou Luciana.
A pesquisadora explica que o projeto já foi apresentado à Secretaria Municipal de Cultura e que há um termo de cooperação entre esses entes desde o final do ano passado para a sua implementação, mas que a medida não avançou.
“Fizemos um diagnóstico muito apurado,&nbsp entre os anos de 2019 e 2020. Muita coisa mudou, mas ele continua sendo um ponto de partida e um projeto com várias diretrizes que podemos esmiuçar e transformar em políticas públicas”, disse.
Edna Sampaio informou que discutiu o tema com&nbsp o Secretário Executivo Adjunto do Ministério da Cultura, Cassius Antonio da Rosa, com quem esteve reunida na segunda-feira (27) e que o ministério se comprometeu a articular recursos para a recuperação e o uso social do centro histórico.
“O Ministério não tem recursos para custear, de forma direta, a reestruturação desse tipo de espaço, mas tem a capacidade e a competência para, junto conosco, ir abrindo os caminhos para dialogar com outras fontes de financiamento”, disse a vereadora.&nbsp&nbsp
Segundo ela, a providência mais urgente é discutir a inclusão deste tema no plano diretor do município. “Também é preciso tratar da&nbsp criação de um fundo para o financiamento do centro histórico, e podemos propor a destinação de parte do fundo da cultura para isso. Outra medida é a criação da lei de gestão do centro histórico, que teremos que detalhar melhor como seria este modelo de gestão, e outra, a criação do plano diretor do centro histórico. A audiência pública pode dar todos esses encaminhamentos”, afirmou a vereadora.&nbsp
Da Assessoria

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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Justiça suspende despejo de famílias em Cuiabá após agravo da Prefeitura

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A Prefeitura de Cuiabá conseguiu uma liminar junto ao Poder Judiciário de Mato Grosso para suspender a desocupação de quase 500 unidades habitacionais no Residencial Villas das Minas e nos condomínios Lavras do Sutil I e II, em Cuiabá. A medida foi concedida pelo desembargador Rodrigo Roberto Curvo após recurso apresentado pela Prefeitura, por meio da Procuradoria-Geral do Município e reunião do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini na tarde desta sexta-feira (17)

O Agravo de Instrumento com pedido de efeito suspensivo foi protocolado na tarde de hoje e acompanhado do procurador-geral, Luiz Antônio Araújo Jr, e do procurador-geral adjunto, Rober Caio Ribeiro. No encontro o gestor municipal defendeu a suspensão imediata da ordem de desocupação para garantir o avanço da regularização fundiária.

Ao analisar o pedido, o magistrado reconheceu o risco social da retirada coletiva e deferiu parcialmente a liminar. “Defiro parcialmente o efeito suspensivo pleiteado, exclusivamente para suspender a eficácia da ordem de imissão na posse coletiva contida na decisão agravada”, destacou na decisão.

Na prática, a medida impede, neste momento, a desocupação de cerca de 496 unidades habitacionais ocupadas há mais de duas décadas, evitando impacto direto sobre famílias em situação de vulnerabilidade.

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O recurso apresentado pela Procuradoria também solicita a retomada do processo de Regularização Fundiária Urbana de Interesse Social (REURB-S), a suspensão de sanções impostas ao Município e o encaminhamento do caso à Comissão de Soluções Fundiárias, com base em diretrizes do Conselho Nacional de Justiça para garantir tratamento humanizado.

Apesar da decisão favorável quanto à suspensão do despejo, o desembargador optou por não analisar, neste momento, o mérito completo da ação, mantendo a paralisação da REURB até manifestação da relatora natural do caso.

Durante a agenda no Tribunal, o prefeito destacou que a prioridade da gestão é assegurar o direito à moradia. “Nós viemos ao Tribunal de Justiça apresentar o nosso recurso e reforçar que o nosso objetivo não é retirar ninguém. O que queremos é garantir a regularização dessas áreas, dar segurança jurídica para essas famílias e assegurar o direito à moradia”, afirmou.

A decisão está alinhada a recomendações da Corregedoria-Geral da Justiça e a entendimentos do Supremo Tribunal Federal sobre conflitos fundiários coletivos, priorizando soluções que evitem despejos em massa sem análise social prévia.

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Com a liminar, o Município ganha fôlego para buscar uma solução definitiva para a área, enquanto o processo segue para análise da desembargadora relatora.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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