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Vereadores derrubam parecer da CCJR em projeto que permite PIX nos ônibus

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22/04/2024
Vereadores derrubam parecer da CCJR em projeto que permite PIX nos ônibus
Em plenário, por 13 votos a 5 os vereadores derrubaram o parecer contrário da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) que barrava o projeto de lei 25/2024 de autoria do vereador Kássio Coelho (Podemos). A proposta dispõe que os usuários do transporte coletivo possam pagar a tarifa de ônibus por Pix, QR Code, cartão de débito e crédito.&nbsp
O projeto de lei agora segue para a avaliação da Comissão de Transportes, Urbanismo, Meio Ambiente e Defesa dos Direitos dos Animais.&nbsp
“A gente propôs essa lei para facilitar a vida do cidadão e evitar a humilhação da pessoa ter que descer do ônibus por falta de cartão de transporte. Se eu não tiver o cartão, não tenho o direito de entrar no ônibus? Sou filho de motorista de ônibus e busquei dar facilidade para as pessoas porque ninguém quer deixar de pagar passagem e descer pela porta da frente”, disse o vereador durante a sessão ordinária de quinta-feira (18.04).&nbsp
Ele ressaltou ainda que quase todas as pessoas possuem celular com possibilidade de fazer esse pagamento instantâneo. Caso se tornasse lei, o projeto iria dar mais agilidade, acabaria com as filas para recarga e facilitaria o acesso ao transporte coletivo.&nbsp
“Quem tem cartão manteria, mas também daria opções para quem não tem em buscar outras formas para o pagamento da passagem”, reiterou Kássio.
O projeto prevê que o Poder Executivo permita e atualize o sistema de transporte coletivo do município para receber o pagamento da tarifa de ônibus por Pix, junto ao mesmo sistema já utilizado nos ônibus. A iniciativa abrange toda a frota e todas as linhas em circulação e operação do transporte público municipal.
Secom – Câmara Municipal de Cuiabá

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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Justiça suspende despejo de famílias em Cuiabá após agravo da Prefeitura

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A Prefeitura de Cuiabá conseguiu uma liminar junto ao Poder Judiciário de Mato Grosso para suspender a desocupação de quase 500 unidades habitacionais no Residencial Villas das Minas e nos condomínios Lavras do Sutil I e II, em Cuiabá. A medida foi concedida pelo desembargador Rodrigo Roberto Curvo após recurso apresentado pela Prefeitura, por meio da Procuradoria-Geral do Município e reunião do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini na tarde desta sexta-feira (17)

O Agravo de Instrumento com pedido de efeito suspensivo foi protocolado na tarde de hoje e acompanhado do procurador-geral, Luiz Antônio Araújo Jr, e do procurador-geral adjunto, Rober Caio Ribeiro. No encontro o gestor municipal defendeu a suspensão imediata da ordem de desocupação para garantir o avanço da regularização fundiária.

Ao analisar o pedido, o magistrado reconheceu o risco social da retirada coletiva e deferiu parcialmente a liminar. “Defiro parcialmente o efeito suspensivo pleiteado, exclusivamente para suspender a eficácia da ordem de imissão na posse coletiva contida na decisão agravada”, destacou na decisão.

Na prática, a medida impede, neste momento, a desocupação de cerca de 496 unidades habitacionais ocupadas há mais de duas décadas, evitando impacto direto sobre famílias em situação de vulnerabilidade.

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O recurso apresentado pela Procuradoria também solicita a retomada do processo de Regularização Fundiária Urbana de Interesse Social (REURB-S), a suspensão de sanções impostas ao Município e o encaminhamento do caso à Comissão de Soluções Fundiárias, com base em diretrizes do Conselho Nacional de Justiça para garantir tratamento humanizado.

Apesar da decisão favorável quanto à suspensão do despejo, o desembargador optou por não analisar, neste momento, o mérito completo da ação, mantendo a paralisação da REURB até manifestação da relatora natural do caso.

Durante a agenda no Tribunal, o prefeito destacou que a prioridade da gestão é assegurar o direito à moradia. “Nós viemos ao Tribunal de Justiça apresentar o nosso recurso e reforçar que o nosso objetivo não é retirar ninguém. O que queremos é garantir a regularização dessas áreas, dar segurança jurídica para essas famílias e assegurar o direito à moradia”, afirmou.

A decisão está alinhada a recomendações da Corregedoria-Geral da Justiça e a entendimentos do Supremo Tribunal Federal sobre conflitos fundiários coletivos, priorizando soluções que evitem despejos em massa sem análise social prévia.

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Com a liminar, o Município ganha fôlego para buscar uma solução definitiva para a área, enquanto o processo segue para análise da desembargadora relatora.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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