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Evento em Hulha Negra promove debate sobre conservação do solo e sustentabilidade na produção leiteira familiar

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Evento reforça importância da conservação do solo na agricultura familiar

Na última terça-feira (15), o município de Hulha Negra (RS) sediou o Dia de Campo “Conservação do Solo e Produção de Leite: O Caminho para a Sustentabilidade da Agricultura Familiar”, reunindo produtores da região e de municípios vizinhos. O evento foi realizado no Assentamento Conquista da Fronteira, em alusão ao Dia Nacional da Conservação do Solo, e teve como foco principal o fortalecimento da produção leiteira sustentável em pequenas propriedades.

A ação foi promovida pela Embrapa Pecuária Sul, Coptil (Cooperativa de Produção Agropecuária dos Assentados da Região de Candiota) e Instituto Cultural Padre Josino, com apoio do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), da Secretaria de Agropecuária de Hulha Negra e da Secretaria de Agropecuária e Agricultura Familiar de Candiota.

Solo como recurso estratégico para o futuro da produção

Na abertura do evento, Marcos Borba, chefe-adjunto da Embrapa Pecuária Sul, destacou que o solo é o principal recurso para a produção de alimentos, e, por isso, defendeu a urgência em desenvolver sistemas agroalimentares sustentáveis e baseados na conservação dos recursos naturais.

O presidente da Coptil, Emerson Capelesso, reforçou a relevância da parceria com a Embrapa para a disseminação de inovações que aumentem a rentabilidade e sustentabilidade das propriedades. Segundo ele, a cooperativa atualmente reúne 390 produtores de leite cooperados. “Acreditamos que a região tem grande potencial para a atividade leiteira, especialmente em propriedades sustentáveis”, afirmou.

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Palestras técnicas abordam manejo do solo e produção de forragem

Durante a manhã, os participantes acompanharam duas palestras técnicas. Na primeira, o pesquisador da Embrapa Pecuária Sul, Leandro Volk, apresentou o tema “Uso e Manejo do Solo: quem está fazendo o quê, onde e como?”, enfatizando a importância de manter o solo ativo e funcional, capaz de sustentar vegetações, infiltrar e armazenar água, captar carbono e abrigar uma fauna diversificada — características essenciais para garantir os serviços ecossistêmicos.

Na sequência, Eitel Maíca, técnico do Instituto Cultural Padre Josino, compartilhou experiências bem-sucedidas na produção de forragem tanto para o pastejo direto quanto para a conservação na forma de feno ou silagem.

Visita técnica apresenta boas práticas de alimentação animal

Durante o período da tarde, os participantes realizaram uma visita técnica à propriedade dos produtores Marilaine Maestri e Gilberto Bica de Oliveira, com pouco mais de 20 hectares. O objetivo foi apresentar as estratégias utilizadas para garantir alimentação de qualidade às vacas leiteiras ao longo do ano.

Segundo Oliveira, além das pastagens nativas, a propriedade utiliza pastagens conservadas na forma de silagem e feno, com o cultivo de espécies como sorgo forrageiro, milheto e milho, além da perenização de trevos. “Nossa região sofre com escassez de chuvas. Por isso, adotar essas práticas é essencial para garantir alimento durante todo o ano e manter a sustentabilidade da propriedade, ao mesmo tempo em que se conserva o solo”, afirmou.

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Projeto fortalece práticas sustentáveis em propriedades familiares

A Embrapa Pecuária Sul e a Coptil iniciaram, em 2024, um projeto voltado à recuperação e conservação do solo em propriedades leiteiras familiares nos municípios de Hulha Negra e Aceguá. A iniciativa atende a famílias assentadas da reforma agrária e conta com recursos do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional.

O projeto se baseia em uma metodologia de construção coletiva do conhecimento, envolvendo produtores, técnicos e pesquisadores na busca por soluções que integrem produtividade e preservação ambiental.

De acordo com o pesquisador da Embrapa Pecuária Sul José Pedro Trindade, uma das estratégias é a instalação das Unidades de Aprendizado Coletivo (UACs) — espaços destinados à experimentação, validação de práticas e construção de alternativas sustentáveis. “Queremos valorizar também os saberes dos próprios produtores, que muitas vezes desenvolvem práticas valiosas e replicáveis”, concluiu Trindade.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil

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A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.

De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.

Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado

Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.

Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.

Indústria compra apenas para reposição imediata

Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.

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Exportações perdem competitividade com queda do dólar

No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.

Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.

Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques

Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.

Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.

Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado

O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.

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Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.

Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025

No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.

Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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