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Desafios logísticos no agronegócio: como a distribuição de insumos agrícolas enfrenta obstáculos no Brasil

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Com uma extensão territorial de 850 milhões de hectares — sendo cerca de 70 milhões voltados ao cultivo de grandes commodities como soja, milho, café, arroz e cana-de-açúcar — o Brasil se consolida como potência no setor agrícola. No entanto, essa vastidão territorial impõe grandes desafios à logística de insumos agrícolas, especialmente para garantir que fertilizantes, defensivos e sementes cheguem aos produtores em tempo hábil e nas condições adequadas, principalmente em regiões remotas.

Distâncias continentais e infraestrutura precária dificultam o transporte

De acordo com Jonathan Delpino, gerente comercial e especialista em logística para o agro da Bravo Serviços Logísticos, a principal dificuldade está na distância entre os centros de produção, os portos de desembarque (especialmente para fertilizantes importados) e as propriedades rurais — muitas vezes com acesso difícil e infraestrutura limitada. Estradas sem pavimentação e o clima adverso em algumas regiões elevam os custos e aumentam os riscos operacionais.

“A extensão territorial do Brasil é determinante. É essencial contar com estruturas posicionadas estrategicamente para garantir agilidade, qualidade e soluções personalizadas que respeitem as particularidades regionais”, destaca Delpino.

Estratégias personalizadas para atender o campo

A Bravo aposta em uma estratégia que vai além da presença física: o foco é estar próximo do cliente e compreender suas necessidades reais. Isso inclui:

  • Operações fast delivery: entregas em até 72 horas após o pedido;
  • Lockers em pontos estratégicos: retirada em até 3 horas após a compra;
  • Armazenagem sob demanda: insumos entregues no momento da aplicação para evitar perdas e furtos.
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Rigor regulatório na cadeia logística

A logística de insumos agrícolas no Brasil também é fortemente regulada por órgãos estaduais e federais. A legislação abrange desde o armazenamento até o transporte dos produtos, com o objetivo de assegurar a segurança alimentar e a proteção ambiental. Entre as exigências estão:

  • Certificações como o SASSMAQ;
  • Licenças do Exército, Polícia Militar e MAPA;
  • Autorização da ANTT e adequação às normas da ABNT;
  • Registro no RENASEM para transporte e armazenagem de sementes.

“Cumprir rigorosamente as exigências regulatórias é um pilar da Bravo, garantindo uma operação legal e segura para nossos clientes”, afirma Delpino.

Alta demanda e sazonalidade aumentam a pressão

A logística também sofre com a concentração dos pedidos em determinados períodos do ano, o que gera gargalos no transporte — majoritariamente rodoviário. As consequências são filas, atrasos e impacto direto no planejamento do produtor. Para mitigar os efeitos dessa sazonalidade, a Bravo investe em tecnologia e estrutura regionalizada, com foco em eficiência e agilidade nas entregas.

Tecnologia como aliada do agronegócio

A velocidade nas entregas é um diferencial competitivo crucial no campo. Para isso, são necessários:

  • Frotas diversificadas, com veículos menores para entregas ágeis;
  • Pontos de redistribuição estrategicamente localizados;
  • Sistemas de rastreamento e otimização de rotas.
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A Bravo, em parceria com a EVOLOG, utiliza um ecossistema digital que permite o monitoramento em tempo real de todas as etapas do processo, dando visibilidade total a embarcadores e destinatários.

Sustentabilidade: uma prioridade na logística agrícola

O compromisso com práticas sustentáveis também ganha força. A Bravo estruturou sua estratégia de descarbonização baseada em três pilares:

  • Otimização da malha logística, com uso de caminhões menores para rotas curtas;
  • Ampliação da multimodalidade, priorizando o transporte ferroviário;
  • Transição energética, com investimentos em veículos movidos a energia limpa, como biocombustíveis, gás e eletricidade.

A empresa lançou sua “Frota Verde” e, em 2024, inaugurou um centro logístico sustentável em Sorriso (MT), construído de acordo com os padrões da certificação internacional LEED.

Parceria estratégica para o produtor rural

Em meio aos desafios logísticos do agronegócio, a Bravo se posiciona como um elo estratégico na cadeia de valor. A empresa alia tecnologia, conhecimento regional, eficiência operacional e compromisso ambiental para oferecer soluções sob medida e contribuir com o crescimento sustentável da produção agrícola no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil

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A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.

De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.

Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado

Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.

Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.

Indústria compra apenas para reposição imediata

Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.

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Exportações perdem competitividade com queda do dólar

No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.

Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.

Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques

Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.

Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.

Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado

O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.

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Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.

Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025

No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.

Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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