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Acelen Renováveis e Esalq/USP alcançam avanço inédito no mapeamento genético da macaúba para produção de biocombustíveis

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Parceria pioneira e ecossistema de inovação

A Acelen Renováveis, empresa do Mubadala Capital focada em energia renovável, estruturou uma rede integrada de parceiros para fomentar conhecimento e inovação na cultura da macaúba, acompanhando o processo desde a germinação até a produção em escala industrial.

Em parceria com a Escola Superior de Agricultura ‘Luiz de Queiroz’ (Esalq/USP), a empresa anunciou a obtenção de um genoma de referência da macaúba com altíssima qualidade, alcançando 98,3% de completude gênica — um marco inédito e fundamental para o setor.

Importância do genoma para o melhoramento genético

Mapear com precisão o genoma da macaúba permite acelerar o melhoramento genético da planta, ampliando seu potencial produtivo e contribuindo para práticas agrícolas mais sustentáveis.

Victor Barra, diretor de Agronegócios da Acelen, explica:

“Identificar genes superiores possibilitará plantas mais produtivas, reduzindo a necessidade de expandir áreas cultivadas. Também poderemos desenvolver variedades mais resistentes, que demandam menos defensivos, preservando solo e água.”

Resistência e adaptação às condições locais

Com o detalhamento genético, será possível reconhecer genes ligados à tolerância ao estresse hídrico, resistência a doenças e adaptação às condições edafoclimáticas regionais.

Barra destaca que isso viabiliza o desenvolvimento de variedades resilientes, com maior rendimento de frutos, qualidade superior de sementes e melhor adequação às diferentes regiões produtoras.

Pesquisa conduzida pela Esalq/USP

A pesquisa é liderada pela professora-doutora Maria Zucchi, no Laboratório de Genética da Esalq/USP, em Piracicaba (SP), com o suporte da equipe de Pesquisa e Inovação da Acelen Renováveis.

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Segundo Zucchi, o apoio da empresa foi essencial para gerar dados genômicos de alta qualidade em curto prazo.

“O sequenciamento do primeiro genoma de referência da macaúba, com 1,94 Gbp distribuídos em 15 cromossomos, é um marco para o nosso grupo. O artigo científico derivado do estudo foi submetido para publicação na Scientific Data da Nature”, afirma.

Base sólida para bioeconomia tropical

Zucchi reforça que o mapeamento detalhado cria uma base robusta para programas de melhoramento e acelera a domesticação da macaúba na bioeconomia tropical.

“Com este mapa genético, podemos identificar genes relacionados a características desejadas para aprimorar a espécie.”

Pesquisa e desenvolvimento tecnológico

O projeto teve início na tese de doutorado do pesquisador Matheus Scaketti, integrante da equipe de Zucchi, que estuda a genética da macaúba há mais de 10 anos, abrangendo populações da América Central e Brasil.

Para o sequenciamento do genoma, técnicas avançadas como Oxford Nanopore, PacBio HiFi e Hi-C foram utilizadas para garantir alta qualidade molecular e estrutural dos dados, viabilizados pela parceria com a Acelen.

Reconhecimento internacional

O estudo foi destaque na Plant and Animal Genome Conference, em San Diego (EUA), uma das principais conferências genômicas do mundo, posicionando a Acelen Renováveis na vanguarda da biotecnologia aplicada à transição energética.

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Victor Barra ressalta:

“Esse trabalho contribui para mitigar riscos tecnológicos, antecipar ganhos de produtividade e acelerar a escala comercial da macaúba como matéria-prima para biocombustíveis de nova geração.”

O projeto de macaúba da Acelen Renováveis

A macaúba é uma planta nativa brasileira, com poder energético de 7 a 10 vezes maior por hectare que a soja. A Acelen pretende transformar 180 mil hectares de pastagens degradadas em plantações de macaúba na Bahia e Minas Gerais, visando produzir 1 bilhão de litros de combustíveis por ano em sua primeira planta na Bahia.

O biocombustível produzido será totalmente drop-in, com potencial para reduzir até 80% das emissões de CO₂ em relação aos combustíveis fósseis, sem considerar o sequestro de carbono.

Impacto econômico e social

Do total das plantações, 20% serão cultivadas em parceria com agricultura familiar e pequenos produtores. O projeto prevê a geração de 85 mil empregos na nova cadeia produtiva, com previsão de injeção de US$ 40 bilhões na economia brasileira, conforme estudo da FGV.

Desenvolvimento sustentável e inovação

A iniciativa da Acelen Renováveis vai além da produção de combustível: cria oportunidades econômicas e sociais desde a semente até a distribuição, consolidando-se como um vetor de desenvolvimento sustentável para o país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil

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A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.

De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.

Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado

Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.

Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.

Indústria compra apenas para reposição imediata

Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.

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Exportações perdem competitividade com queda do dólar

No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.

Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.

Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques

Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.

Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.

Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado

O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.

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Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.

Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025

No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.

Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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