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Governador de Santa Catarina pede retomada das exportações de frango à China após suspensão temporária

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Pedido de retomada das exportações de frango à China

O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, solicitou nesta terça-feira (24) a retomada das exportações de carne de frango do estado para a China. O pedido foi feito durante reunião com Zhao Zenglian, vice-ministro da Administração Geral das Alfândegas da China (GACC).

Impacto da suspensão das exportações

Santa Catarina é atualmente o segundo maior exportador brasileiro de carne de frango para o mercado chinês. No entanto, após a confirmação de um foco isolado de gripe aviária no Rio Grande do Sul, a China suspendeu temporariamente todas as importações de frango provenientes do Brasil como medida preventiva.

Defesa da sanidade animal de Santa Catarina

O governador destacou o rigoroso sistema de defesa agropecuária do estado. “Somos o estado que mais cuida da sanidade animal. O Japão, um dos compradores mais exigentes do mundo e maior importador da carne de frango catarinense, manteve suas importações após análise técnica, pois o foco da doença está restrito a uma única cidade no Rio Grande do Sul”, afirmou.

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Santa Catarina nunca registrou casos de gripe aviária em granjas comerciais, resultado do controle sanitário rigoroso adotado.

Reconhecimento internacional e segurança sanitária

Carlos Chiodini, secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, reforçou que o sistema de defesa sanitária animal do estado é referência internacional. “Nosso compromisso é garantir, com base em evidências técnicas e diálogo institucional, a segurança necessária para a retomada das exportações.”

Medidas de biossegurança e isolamento preventivo

A presidente da Cidasc, Celles Regina de Matos, apresentou detalhes sobre as ações de biossegurança e o isolamento preventivo entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul, que visam proteger o rebanho catarinense. “A defesa sanitária é um trabalho constante em todas as cadeias produtivas da agropecuária,” afirmou.

Convite para visita oficial das autoridades chinesas

Para fortalecer as negociações, o governador Jorginho Mello convidou a comitiva chinesa para uma visita oficial a Santa Catarina, com o objetivo de mostrar presencialmente o alto nível do controle sanitário no estado. O convite foi bem recebido pelas autoridades chinesas, abrindo caminho para avanços no diálogo.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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