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Balança comercial brasileira acumula superávit de US$ 33,7 bilhões até a 3ª semana de julho

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Superávit de US$ 1,53 bilhão na terceira semana de julho

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 1,53 bilhão na terceira semana de julho de 2025. No período, as exportações somaram US$ 7,48 bilhões, enquanto as importações totalizaram US$ 5,95 bilhões, resultando em uma corrente de comércio de US$ 13,43 bilhões.

Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (21) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Acumulado do ano ultrapassa US$ 337 bilhões

Entre janeiro e a terceira semana de julho de 2025, a corrente de comércio — soma de exportações e importações — chegou a US$ 337,26 bilhões.

  • Exportações acumuladas: US$ 185,48 bilhões
  • Importações acumuladas: US$ 151,78 bilhões
  • Saldo positivo: US$ 33,7 bilhões
Comparativo mensal aponta crescimento nas trocas comerciais

Na comparação entre as médias diárias até a terceira semana de julho de 2025 e o mesmo mês em 2024, houve crescimento tanto nas exportações quanto nas importações:

  • Exportações: avanço de 4,5%, passando de US$ 1,34 bilhão para US$ 1,4 bilhão
  • Importações: aumento de 12,9%, subindo de US$ 1,01 bilhão para US$ 1,14 bilhão
  • Corrente de comércio média diária: US$ 2,54 bilhões, alta de 8,1%
  • Saldo médio diário: US$ 257,71 milhões
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Exportações crescem nos setores industrial e extrativo

Até a terceira semana de julho, o desempenho médio diário das exportações por setor apresentou os seguintes resultados:

  • Indústria de Transformação: crescimento de US$ 51,39 milhões (alta de 7,2%)
  • Indústria Extrativa: aumento de US$ 15,43 milhões (alta de 5%)
  • Agropecuária: queda de US$ 5,79 milhões (recuo de 1,9%)
Importações impulsionadas pela Indústria de Transformação

No mesmo período, as médias diárias das importações por setor mostraram:

  • Indústria de Transformação: aumento de US$ 137,49 milhões (alta de 14,9%)
  • Agropecuária: crescimento de US$ 1 milhão (alta de 4,8%)
  • Indústria Extrativa: queda de US$ 7,44 milhões (recuo de 11,9%)

Com esses resultados, a balança comercial segue com desempenho positivo, impulsionada principalmente pelo setor industrial, tanto nas exportações quanto nas importações.

Balança Comercial | 3ª Semana de julho/2025

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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