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Oferta global em alta pressiona preços do açúcar nas bolsas internacionais
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Expectativa de aumento na oferta global pressiona mercado
Os preços do açúcar registraram queda nas principais bolsas internacionais nesta quarta-feira (6), refletindo a previsão de maior oferta global da commodity. Segundo analistas, as condições climáticas favoráveis para o cultivo de cana-de-açúcar e beterraba em grandes produtores como Brasil, Índia e Tailândia impulsionaram as estimativas de produção.
Além disso, o início antecipado das monções na Ásia contribui para esse cenário, reforçando as projeções de excedente na oferta mundial. Essa perspectiva tem limitado o potencial de valorização do açúcar no mercado internacional.
Desempenho nas bolsas internacionais
Na bolsa ICE Futures, em Nova York, os contratos futuros do açúcar bruto encerraram o dia em baixa. O contrato com vencimento em outubro de 2025 caiu 8 pontos, sendo negociado a 16,01 centavos de dólar por libra-peso. Já o contrato para março de 2026 recuou 9 pontos, cotado a 16,66 centavos de dólar por libra-peso.
Em Londres, na ICE Europe, o açúcar branco também apresentou desvalorização. O contrato de outubro de 2025 recuou US$ 1,50, encerrando a US$ 462,10 por tonelada. O contrato de dezembro do mesmo ano caiu US$ 1,90, negociado a US$ 456,20 por tonelada.
Mercado doméstico: açúcar cristal e etanol hidratado
No Brasil, o açúcar cristal também apresentou leve recuo. Segundo o Indicador Cepea/Esalq (USP), a queda foi de 0,15%, com a saca de 50 quilos cotada a R$ 120,36.
Já o etanol hidratado registrou leve alta. De acordo com o Indicador Diário Paulínia, o produto subiu 0,02%, sendo negociado a R$ 2.726,50 por metro cúbico nas usinas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil
A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.
De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.
Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado
Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.
Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.
Indústria compra apenas para reposição imediata
Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.
Exportações perdem competitividade com queda do dólar
No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.
Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.
Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques
Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.
Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.
Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado
O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.
Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.
Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025
No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.
Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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