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Como Escolher Carne Bovina de Qualidade no Supermercado e Economizar

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Inspeção e segurança alimentar: o primeiro passo

A carne bovina é uma das principais fontes de proteína na alimentação dos brasileiros, mas sua qualidade depende de cuidados rigorosos ao longo de toda a cadeia produtiva. Segundo Paula Lobato, analista de assistência técnica e gerencial do Sistema Faemg Senar, “para chegar à mesa com qualidade e segurança, a carne precisa passar por inspeção oficial realizada pelos serviços de agricultura do governo federal, estadual ou municipal, como o SIF, SIE e SIM.”

Aparência, aroma e textura: como identificar carne fresca

Ao escolher carne no supermercado ou açougue, a aparência é um indicativo importante de frescor. Especialistas recomendam observar:

  • Cor: vermelha e viva; tons escuros, acinzentados ou esverdeados podem indicar má conservação.
  • Odor: suave e característico, nunca forte ou desagradável.
  • Textura: firme ao toque e levemente úmida, evitando produtos pegajosos.

Para carnes embaladas, é importante conferir também o selo de inspeção, validade e informações de rastreabilidade para garantir qualidade e segurança à saúde.

Compras de carne embalada: atenção aos rótulos

Ao adquirir produtos embalados, observe:

  • Data de validade: garante consumo seguro.
  • Origem e rastreabilidade: identifica frigorífico, lote e região de procedência.
  • Condições de conservação: indica a forma correta de armazenar até o preparo.
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Carne embalada a vácuo: o que muda na aparência

É comum notar uma coloração mais escura ou roxa. Paula Lobato explica: “isso ocorre porque a carne, em ambiente sem oxigênio, altera a proteína responsável pela cor. Após abrir a embalagem, em até 30 minutos, a cor vermelho-vivo deve retornar.” O odor pode parecer mais intenso inicialmente, mas tende a voltar ao normal.

Cortes mais caros não significam melhor qualidade

Segundo Júlio César Magalhães, instrutor do Senar Minas, é possível economizar sem perder qualidade:

  • Dicas de economia: pesquisar preços, variar o cardápio com peixes, frango e suínos, ou optar por cortes menos nobres, como chambaril e costela.
  • Cortes de bom custo-benefício: patinho, costela, miolo de acém, maçã de peito e fraldinha.
  • Substituições inteligentes: para contrafilé, alcatra ou picanha, utilize fraldinha, acém, paleta ou maminha.
Congelamento correto ajuda a economizar

O congelamento é eficiente quando feito de maneira adequada: use embalagens próprias, etiquete com a data e consuma em até 90 dias. É importante congelar quantidades que serão utilizadas de uma vez e descongelar sempre na geladeira.

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Congresso Nacional da Carne: debates sobre qualidade e tendências

O Conacarne, maior evento do setor de carne bovina do país, será realizado nos dias 18 e 19 de setembro no Expominas, em Belo Horizonte. Organizado pelo Sistema CNA/Senar e Faemg, com apoio da ABCZ, o congresso reunirá produtores, técnicos e especialistas para discutir:

  • Qualidade e padrões de carne para produtores
  • Tecnologias de produção e carne do futuro
  • Tendências de consumo no Brasil e no exterior
  • Expectativas sobre o mercado do boi
  • Casos de sucesso na pecuária
  • Apresentação de cortes especiais

O evento busca alinhar a cadeia produtiva com as demandas do mercado interno e internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Inadimplência avança no agro e recuperações judiciais atingem pico histórico

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A inadimplência no crédito rural mais que dobrou em 12 meses e os pedidos de recuperação judicial (RJ) atingiram o maior nível da série histórica, refletindo o aperto financeiro no campo. Dados do Banco Central mostram que, em janeiro último, o índice de atrasos acima de 90 dias entre produtores pessoas físicas chegou a 7,3%, ante 2,7% no mesmo período do ano passado. Já as recuperações judiciais somaram 1.990 pedidos em 2025, alta de 56,4% em relação a 2024, segundo a Serasa Experian.

O avanço ocorre em um cenário de margens mais estreitas, sobretudo em culturas como soja e milho, combinado com juros elevados e maior rigor na cobrança por parte de credores. Bancos, tradings e empresas da cadeia têm reduzido a tolerância com atrasos, o que tem levado mais produtores a buscar a recuperação judicial como forma de reorganizar dívidas.

Ao mesmo tempo, cresce no campo a atuação de escritórios especializados que passaram a oferecer a RJ como solução para o endividamento. Na prática, produtores com dificuldade de caixa são abordados e orientados a ingressar com o pedido, muitas vezes sem uma avaliação completa dos impactos sobre a continuidade da atividade.

Apesar de aliviar a pressão no curto prazo, a recuperação judicial tem trazido efeitos colaterais relevantes. O principal deles é a perda de acesso ao crédito, fator decisivo para o financiamento da safra. Sem capital para plantar, parte dos produtores reduz a área cultivada ou recorre ao arrendamento de terras como forma de manter alguma geração de renda.

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O movimento atual está ligado, em grande parte, às decisões tomadas no ciclo de alta das commodities entre 2021 e 2023. Com preços elevados e crédito mais acessível, houve expansão da produção e aumento do endividamento. Com a reversão do cenário, juros mais altos e queda nas cotações, produtores mais alavancados perderam liquidez.

A recuperação judicial, que ganhou força no agro a partir de 2021, passou a ser utilizada tanto por produtores em dificuldade real quanto por aqueles que buscaram o instrumento como estratégia para renegociar dívidas. Esse uso mais amplo começa a gerar distorções e tende a perder força à medida que os efeitos práticos se tornam mais evidentes.

Apesar da alta recente, o número de RJs ainda é pequeno frente ao universo do setor. O Brasil tem cerca de 5 milhões de produtores rurais, sendo que aproximadamente 1,1 milhão acessam crédito. Ainda assim, o aumento da inadimplência já pressiona o sistema financeiro, encarece o crédito e eleva a seletividade para novos financiamentos.

Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA), o cenário atual é resultado de uma combinação de fatores de mercado com falhas de política agrícola. “O produtor está pagando a conta de um ciclo mal calibrado. Tivemos incentivo à expansão em um momento de crédito farto, mas sem instrumentos suficientes de proteção quando o cenário virou. Faltou previsibilidade e gestão de risco na política pública”, afirma.

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Segundo ele, a forma como a recuperação judicial vem sendo difundida no campo também preocupa. “Criou-se um ambiente em que a RJ é apresentada como solução fácil. Muitos produtores entram sem ter clareza de que vão perder acesso ao crédito e comprometer a próxima safra. Isso precisa ser tratado com mais responsabilidade”.

Rezende avalia que o problema tende a persistir ao longo de 2026, mas não caracteriza uma crise estrutural do agro. “O setor continua forte, competitivo, mas passa por um ajuste. O risco é esse ajuste ser agravado por decisões equivocadas, tanto no campo quanto fora dele. Sem crédito acessível e com custo elevado, o produtor perde capacidade de reagir”.

Fonte: Pensar Agro

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