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Açúcar sobe nas bolsas internacionais com apoio da valorização do real

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Os preços do açúcar fecharam em alta nesta segunda-feira (15) nas bolsas internacionais, favorecidos pela valorização do real frente ao dólar. O movimento reduz a competitividade das exportações brasileiras e ajuda a sustentar os preços, segundo dados do Barchart.

Etanol volta a ganhar espaço frente ao açúcar

Após quatro anos, o etanol hidratado voltou a superar a rentabilidade do açúcar em Nova York, em setembro. Esse cenário levou muitas usinas a priorizar a produção do biocombustível. De acordo com a Safras & Mercado, o mix caiu de 54% em julho para 52% em agosto.

A consultoria projeta que o próximo levantamento da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (UNICA) deve apontar nova redução, para algo entre 51% e 52%, acompanhando o ritmo acelerado das exportações brasileiras de açúcar previstas para 2025.

Desempenho do açúcar nas bolsas internacionais

Na ICE Futures, em Nova York, o açúcar bruto encerrou o dia em alta. O contrato de outubro/25 avançou 21 pontos, cotado a 16,00 centavos de dólar por libra-peso, enquanto o de março/26 também subiu 21 pontos, para 16,73 centavos de dólar por libra-peso.

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Já na ICE Europe, em Londres, o açúcar branco seguiu a mesma tendência. O contrato de outubro/25 valorizou US$ 6,20, alcançando US$ 491,40 por tonelada. O de dezembro/25 subiu US$ 3,50, negociado a US$ 465,90 por tonelada.

Açúcar cristal tem leve alta no mercado interno

No Brasil, o açúcar cristal também apresentou valorização. Segundo o Indicador Cepea/Esalq (USP), a saca de 50 quilos subiu 0,46%, sendo negociada a R$ 117,77.

Etanol hidratado acompanha tendência de valorização

O etanol hidratado registrou alta de 0,44% no mercado interno. De acordo com o Indicador Diário Paulínia, o metro cúbico do biocombustível foi comercializado a R$ 2.858,00 nas usinas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Investigação expõe disputa com China e acende alerta no mercado brasileiro

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A abertura de investigação pelo governo brasileiro sobre possível dumping nas importações de proteína de soja chinesa ocorre em paralelo a um cenário mais amplo de tensão comercial envolvendo o principal produto do agronegócio nacional: a soja em grão. Embora o foco formal da apuração seja um derivado específico, o movimento expõe o grau de sensibilidade da relação comercial entre Brasil e China, destino de mais de 70% das exportações brasileiras do complexo soja.

O Brasil embarca anualmente entre 95 milhões e 105 milhões de toneladas de soja em grão, dependendo da safra, consolidando-se como o maior exportador global. Desse total, a China absorve a maior parte, com compras que frequentemente superam 70 milhões de toneladas por ano. Trata-se de uma relação de alta dependência: para o Brasil, a China é o principal comprador; para os chineses, o Brasil é o principal fornecedor.

O problema é que esse fluxo não é livre de mecanismos de controle. A China opera com um sistema indireto de regulação das importações, baseado principalmente em licenças, controle de esmagamento e gestão de estoques estratégicos. Na prática, isso funciona como uma espécie de “cota informal”. O governo chinês pode reduzir ou ampliar o ritmo de compras ao liberar menos ou mais permissões para importadores e indústrias locais.

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Esse mecanismo ficou evidente nos últimos ciclos. Em momentos de margens apertadas na indústria chinesa de esmagamento, quando o farelo e o óleo não compensam o custo da soja importada, o país desacelera as compras. O resultado é imediato: pressão sobre os prêmios nos portos brasileiros e maior volatilidade de preços.

Além disso, há um fator estrutural. A China vem buscando diversificar fornecedores e reduzir riscos geopolíticos. Mesmo com a forte dependência do Brasil, o país mantém canais ativos com os Estados Unidos e outros exportadores, utilizando o volume de compras como ferramenta de negociação comercial.

No caso específico da proteína de soja, produto industrializado voltado principalmente à alimentação humana, o impacto direto sobre o produtor rural tende a ser limitado. Ainda assim, a investigação conduzida pela Secretaria de Comércio Exterior, ligada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, sinaliza um endurecimento na política comercial brasileira em relação à China, ainda que pontual.

O processo analisa indícios de venda a preços abaixo do custo de produção, prática conhecida como dumping, no período entre julho de 2024 e junho de 2025. Caso seja confirmada, o Brasil pode aplicar tarifas adicionais por até cinco anos.

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O ponto de atenção é que, embora tecnicamente restrita, qualquer medida nessa direção exige calibragem. A China é, de longe, o maior cliente da soja brasileira e um dos principais destinos de produtos do agronegócio como carne bovina e de frango. Movimentos comerciais, mesmo que setoriais, são acompanhados de perto pelo mercado.

Para o produtor, o cenário reforça um ponto central: o preço da soja no Brasil não depende apenas de oferta e demanda internas, mas de decisões estratégicas tomadas em Pequim. Ritmo de compras, gestão de estoques e margens da indústria chinesa seguem sendo os principais determinantes de curto prazo.

Na prática, a investigação atual não muda o fluxo da soja em grão, mas escancara a dependência brasileira de um único mercado e o grau de exposição a decisões comerciais externas.

Fonte: Pensar Agro

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