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Dólar abre em alta com atenção à MP do IOF e sinais do Fed

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Dólar e Ibovespa: abertura com volatilidade

Por volta das 9h05, a moeda americana avançava 0,07%, cotada a R$ 5,3542. Na véspera, o dólar fechou em alta de 0,75%, a R$ 5,3506.

O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, acompanha as incertezas políticas e econômicas, abrindo o pregão em ritmo de cautela.

  • Acumulados do dólar:
    • Semana: +0,28%
    • Mês: +0,53%
    • Ano: -13,42%
  • Acumulados do Ibovespa:
    • Semana: -1,95%
    • Mês: -3,31%
    • Ano: +17,55%
MP 1.303 e o futuro do IOF

O mercado acompanha de perto a votação da Medida Provisória 1.303/2025, que surgiu como alternativa ao aumento do IOF. O texto aprovado prevê alterações em tributação de fundos de investimento, ativos digitais e títulos de renda fixa, mantendo isenções específicas para LCI e LCA.

Analistas alertam que mudanças podem indicar afastamento do governo da meta fiscal, aumentando a percepção de risco e impactando a confiança de investidores em renda fixa e no mercado financeiro.

Cenário político e aprovação presidencial

O clima político também influencia o mercado. A pesquisa Genial/Quaest revelou crescimento na aprovação do presidente Lula, que alcançou 48%, contra 49% de desaprovação — o melhor resultado desde janeiro.

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Esse movimento reforça a atenção do mercado sobre a política fiscal e decisões estratégicas do governo.

Sinais do Fed: ata e discursos

Nos Estados Unidos, o foco está na ata da última reunião do Federal Reserve, após novo corte de juros. A paralisação do governo americano reduziu a divulgação de dados econômicos, aumentando a importância da ata para o mercado.

Os discursos de Neel Kashkari (16h15) e Michael Barr (18h45) podem trazer novas pistas sobre o ritmo de cortes de juros e políticas monetárias futuras, impactando câmbio, commodities e investimentos globais.

Bolsas internacionais: alta na Ásia e queda na Europa
  • Wall Street: o Dow Jones recuou 0,20%, o S&P 500 caiu 0,41% e o Nasdaq teve baixa de 0,67%, em dia de ajuste após recordes recentes.
  • Europa: o índice STOXX 600 caiu 0,2%, com Lisboa registrando a maior queda (-0,75%), enquanto Paris e Londres tiveram leve valorização.
  • Ásia: destaque para o Japão, onde o Nikkei fechou em nova máxima histórica, puxado por ações de tecnologia e chips. Taiwan e Cingapura também tiveram altas, enquanto Sydney caiu 0,27%. Mercados de Xangai, Shenzhen e Seul permaneceram fechados.
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Perspectivas do dia

Investidores e produtores devem acompanhar:

  • Resultados da votação da MP 1.303 e possíveis alterações de última hora;
  • Ata e discursos do Fed;
  • Indicadores econômicos que possam impactar câmbio e commodities;
  • Reação do Ibovespa e do dólar frente às movimentações políticas e internacionais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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