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Mercados globais iniciam semana em alta com balanços corporativos e decisões monetárias no radar
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Os mercados dos EUA abriram a semana com viés positivo, puxados pelas expectativas em torno dos balanços de grandes empresas. Investidores acompanham os resultados de companhias de peso, reforçando a confiança no mercado de ações. Segundo dados recentes, o índice S&P 500 avançou cerca de 0,36% em relação ao pregão anterior.
Além disso, o Nasdaq Composite registrou alta próxima de 0,61%, enquanto o Dow Jones Industrial Average subiu aproximadamente 0,09%.
Esse movimento positivo ocorre mesmo diante da escassez de indicadores econômicos — reflexo de paralisação governamental, que já perdura por algumas semanas.
Europa acompanha com ganhos e expectativa de política monetária
As bolsas europeias também operaram em alta nesta segunda-feira, à medida que investidores se posicionam para decisões de política monetária dos bancos centrais da região. Juntamente, empresas de grande porte devem publicar resultados nos próximos dias, influenciando o panorama local.
Pela manhã, destaques incluem:
- STOXX Europe 600 com avanço de cerca de 0,44%
- DAX (Alemanha) com valorização de aproximadamente 1,02%
- FTSE 100 (Reino Unido) com leve alta de 0,13%
- CAC 40 (França) avançando cerca de 0,27%.
As expectativas se intensificam especialmente com resultados vindos de companhias tradicionais da região, o que pode gerar volatilidade ou reforço de tendências.
Ásia fecha com otimismo após acordo comercial
Os mercados asiáticos encerraram o pregão em tom otimista, impulsionados por notícias favoráveis no âmbito do comércio entre grandes potências. Um recente acordo comercial envolvendo China e Estados Unidos sinalizou a redução de tarifas e a suspensão de novas restrições sobre exportações de minerais raros, o que aqueceria expectativas para cadeias globais de suprimento.
Entre os destaques regionais:
- SSE Composite Index (Xangai) subiu aproximadamente 0,55%
- CSI 300 teve alta de cerca de 0,27%
- Hang Seng Index (Hong Kong) valorizou-se em torno de 0,97%
- KOSPI (Coreia do Sul) liderou os ganhos da região com alta de cerca de 2,78%
Outras praças como Taiwan e Cingapura também fecharam no azul. Vale observar que o Nikkei 225 (Japão) não operou nesta sessão.
Panorama geral e expectativas para os investidores
Com os principais mercados globais operando no campo positivo, o momento reflete um ambiente no qual resultados corporativos e decisões de política monetária estão em destaque. A ausência momentânea de alguns indicadores econômicos pode reduzir visibilidade de curto prazo, mas as notícias corporativas e acordos internacionais (como os recentes entre China e EUA) ajudam a sustentar otimismo.
Fonte: Portal do Agronegócio
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Brasil registra alta de 7,1% nas exportações no 1º trimestre e agronegócio lidera resultado histórico
O Brasil iniciou 2026 com forte desempenho no comércio exterior. No primeiro trimestre, as exportações somaram US$ 82,3 bilhões, alta de 7,1% em relação ao mesmo período de 2025. As importações totalizaram US$ 68,2 bilhões, resultando em um superávit de US$ 14,2 bilhões, o terceiro maior da série histórica para o período, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC).
Em março, o ritmo foi ainda mais intenso. As exportações cresceram 10% na comparação anual, alcançando US$ 31,6 bilhões, enquanto as importações avançaram 20,1%, chegando a US$ 25,2 bilhões. A corrente de comércio atingiu US$ 56,8 bilhões, com expansão de 14,3%.
Agronegócio lidera exportações e alcança maior resultado da história
O principal destaque do trimestre foi o agronegócio, que registrou US$ 38,1 bilhões em exportações, o maior valor já apurado para os meses de janeiro a março.
A soja em grãos liderou os embarques, com 23,47 milhões de toneladas, volume 5,9% superior ao registrado no mesmo período de 2025.
A China manteve a liderança como principal destino dos produtos do agro brasileiro, respondendo por quase 30% das exportações do setor, com US$ 11,3 bilhões.
Diversificação de mercados fortalece exportações brasileiras
Além da China, outros mercados ganharam relevância no período. As exportações para a Índia cresceram 47,1%, enquanto Filipinas registraram alta de 68,3% e o México avançou 21,7%.
A ampliação dos destinos comerciais é vista como um fator positivo para a resiliência da pauta exportadora brasileira, especialmente diante das incertezas no cenário global.
Indústria extrativa e de transformação também contribuem para o crescimento
A indústria extrativa, que inclui petróleo e minérios, apresentou crescimento de 22,6% no trimestre, sendo um dos principais motores da expansão das exportações em termos nominais.
Já a indústria de transformação registrou avanço de 2,8%, contribuindo de forma complementar para o resultado geral do comércio exterior.
Exportações para os Estados Unidos caem com impacto de tarifas
Em contraste com o desempenho geral positivo, as exportações brasileiras para os Estados Unidos recuaram 18,7% no primeiro trimestre, totalizando US$ 7,78 bilhões. A corrente de comércio bilateral também caiu 14,8%.
O resultado reflete os impactos de sobretaxas impostas ao longo de 2025. Apesar de uma decisão da Suprema Corte dos EUA, em fevereiro, ter invalidado parte das tarifas mais elevadas, os efeitos sobre o fluxo comercial ainda persistem.
Uma nova ordem executiva publicada em fevereiro de 2026 isentou cerca de 46% das exportações brasileiras dessas sobretaxas. No entanto, aproximadamente 29% ainda permanecem sujeitas às tarifas da Seção 232, que incidem sobre produtos como aço e alumínio.
Projeção indica novo recorde nas exportações brasileiras em 2026
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) projeta que o Brasil encerre 2026 com exportações de US$ 364,2 bilhões, o que representaria um novo recorde e crescimento de 4,6% em relação a 2025.
As importações devem atingir US$ 292,1 bilhões, com alta de 4,2%, resultando em um superávit estimado de US$ 72,1 bilhões no ano.
Cenário global exige estratégia e gestão de riscos no comércio exterior
Apesar dos números positivos, o cenário internacional segue desafiador. Fatores como volatilidade cambial, incertezas nas cadeias globais de suprimento e os impactos ainda presentes das tarifas americanas exigem atenção das empresas.
Segundo especialistas, a gestão eficiente do câmbio e dos riscos associados ao comércio internacional passa a ser um diferencial estratégico.
“Para as empresas que operam no comércio exterior, a questão não é mais se haverá volatilidade, mas como se preparar para ela”, avalia Murilo Freymuller, Head Comercial Corporate do banco Moneycorp.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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