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Sugadores ameaçam produtividade da soja no Brasil e exigem manejo integrado neste período do ano

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Insetos sugadores: a ameaça constante às lavouras

Embora o Halloween traga fantasias e sustos temporários, os verdadeiros “vampiros do campo” representam uma ameaça real e contínua para a agricultura brasileira. Esses insetos sugadores, como percevejo-marrom, percevejo barriga-verde, mosca-branca, pulgões e trips, alimentam-se da seiva das plantas, provocando perda de vigor, transmissão de viroses e queda significativa na produtividade.

Devido à alta capacidade reprodutiva e à posição protegida nas folhas, o controle químico desses insetos se torna mais difícil, aumentando os riscos de comprometimento das lavouras.

Período crítico favorece multiplicação dos sugadores

Segundo Bruno Temporim, gerente de Produtos e Portfólio do Grupo Conceito, o período de outubro a dezembro coincide com condições climáticas ideais para o crescimento populacional dos sugadores, incluindo temperaturas elevadas e aumento da umidade em várias regiões produtoras.

“Os monstros do Halloween assustam por uma noite, mas os sugadores podem aterrorizar o campo por toda a safra”, alerta Temporim.

Regiões como Goiás, Centro-Oeste e Sudeste, que enfrentam calor intenso e chuvas irregulares, são especialmente vulneráveis, com destaque para a infestação do percevejo-marrom. De acordo com a Embrapa, as perdas podem chegar a 30% da produtividade da soja.

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Manejo Integrado de Pragas é essencial

Para evitar que as lavouras se tornem um “pesadelo”, é fundamental adotar o Manejo Integrado de Pragas (MIP) desde as fases iniciais das culturas. Entre as principais ações recomendadas estão:

  • Monitoramento constante das lavouras;
  • Controles químico e biológico dos insetos;
  • Eliminação de plantas tigueras e restos culturais;
  • Uso de sementes tratadas para reduzir a incidência de pragas.

“No combate aos sugadores não existe magia, existe conhecimento, planejamento e controle efetivo”, reforça Temporim.

Suporte técnico e soluções integradas para o produtor

Além das orientações técnicas, a Conceito Agrícola auxilia os produtores no monitoramento em campo e na escolha das melhores estratégias de controle, oferecendo soluções integradas com produtos e serviços especializados.

“Estamos lado a lado com o produtor para garantir que nenhum vampiro ultrapasse os limites da lavoura. Com as ferramentas certas, o terror se transforma em produtividade”, conclui Temporim.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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