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Tecnologia com bactérias reduz dependência de ureia e revoluciona a nutrição das plantas no Brasil
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Avanços científicos têm transformado a forma como o campo brasileiro garante o fornecimento de nitrogênio às plantas. O uso de microrganismos capazes de converter o nitrogênio atmosférico — que não pode ser absorvido diretamente pelas raízes — em compostos assimiláveis pelas culturas se tornou uma das principais inovações da agricultura tropical moderna.
Segundo o especialista em desenvolvimento de mercado Alan Bueno, essa prática já é considerada essencial para a sustentabilidade e a eficiência produtiva. Certas bactérias, ao estabelecerem relações simbióticas com as plantas, realizam a chamada fixação biológica de nitrogênio, processo que reduz drasticamente a necessidade de fertilizantes químicos, especialmente a ureia.
Soja é exemplo de eficiência na fixação biológica
Entre as culturas mais beneficiadas pela tecnologia estão as leguminosas, em especial a soja, que desenvolveu uma interação altamente eficiente com bactérias do gênero Bradyrhizobium. Essas cepas selecionadas são multiplicadas em laboratório e aplicadas anualmente no plantio, em conjunto com práticas de manejo que incluem o uso de micronutrientes como o cobalto.
De acordo com consultorias e centros de pesquisa, a relação entre a soja e as bactérias fixadoras é tão eficaz que praticamente elimina a necessidade do uso de fertilizantes nitrogenados. Se esse insumo fosse aplicado de forma convencional, a cultura demandaria cerca de 400 quilos de nitrogênio por hectare, o que equivaleria a uma tonelada de ureia por hectare.
Em termos nacionais, isso representaria 48 milhões de toneladas de ureia e um custo estimado em R$ 120 bilhões por ano. Além da economia, o processo biológico evita a emissão de aproximadamente 230 milhões de toneladas de CO₂ equivalente, reforçando o impacto ambiental positivo da biotecnologia.
Uso de inoculantes avança no campo brasileiro
O sucesso da fixação biológica de nitrogênio também pode ser medido pela ampla adesão dos produtores. Atualmente, mais de 90% da área cultivada com soja no Brasil já utiliza inoculantes à base de Bradyrhizobium. O uso de Azospirillum, bactéria aplicada em outras culturas como milho e trigo, já ultrapassa 30% das áreas plantadas.
Essa prática não apenas reduz custos e emissões, mas também melhora a eficiência do uso de nutrientes e contribui para uma agricultura mais sustentável — um ponto-chave diante da crescente demanda global por alimentos com menor impacto ambiental.
Embrapa lidera pesquisas e patentes sobre fixação biológica
A Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) tem desempenhado papel central no desenvolvimento dessas tecnologias. Desde a década de 1980, a instituição conduz pesquisas pioneiras sobre a interação entre bactérias e plantas, abrindo caminho para a aplicação prática da fixação biológica em culturas como soja, feijão, milho, trigo e braquiárias.
Trabalhos mais recentes resultaram inclusive em patentes voltadas à identificação de novas espécies de Bradyrhizobium, aprofundando o conhecimento sobre os mecanismos de fixação e permitindo intervenções mais precisas para potencializar o desempenho das lavouras.
Esses avanços reforçam o protagonismo do Brasil em biotecnologia agrícola e demonstram como a ciência aplicada ao campo é capaz de reduzir custos, emissões e dependência de insumos importados, garantindo produtividade com sustentabilidade.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil
A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.
De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.
Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado
Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.
Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.
Indústria compra apenas para reposição imediata
Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.
Exportações perdem competitividade com queda do dólar
No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.
Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.
Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques
Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.
Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.
Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado
O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.
Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.
Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025
No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.
Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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