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Cotonicultura em Mato Grosso projeta queda de área e produção para a safra 2025/26

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Área plantada de algodão em Mato Grosso deve encolher

A cotonicultura mato-grossense deve registrar redução na área cultivada na safra 2025/26, segundo a última projeção do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). O levantamento indica que o algodão ocupará 1,42 milhão de hectares, retração de 0,83% em relação à estimativa anterior e queda de 8,06% em comparação com a safra passada.

A diminuição do plantio reflete a maior cautela dos produtores diante de custos elevados de insumos e margens de rentabilidade mais apertadas.

Custos pressionam decisões de plantio

Desde os primeiros estudos para a temporada, o Imea já alertava que os altos custos de produção seriam um dos principais fatores para a retração na área plantada. Muitos cotonicultores têm reavaliado os investimentos na cultura, buscando estratégias mais conservadoras e minimizando riscos financeiros em um cenário de mercado desafiador.

Além disso, a competição por área com outras culturas mais rentáveis, como soja e milho, reforça a tendência de redução no plantio de algodão.

Produção total deve recuar significativamente

A projeção para a produção de algodão em caroço é de 6,21 milhões de toneladas, volume 0,79% menor que a estimativa anterior e 15,13% inferior ao consolidado na safra 2024/25. Para o algodão em pluma, a expectativa é de 2,56 milhões de toneladas, retração de 15,16% em relação ao ciclo passado.

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Esses números indicam que a menor área plantada, combinada a fatores climáticos, pode impactar de forma relevante o desempenho da cotonicultura no estado.

Produtividade dependerá de clima e ritmo da semeadura

A produtividade média esperada é de 290,88 arrobas por hectare, mantendo-se como referência técnica importante. No entanto, o resultado final da safra estará diretamente ligado ao desempenho climático ao longo do ciclo e ao andamento da semeadura nas próximas semanas.

Especialistas alertam que atrasos na semeadura ou chuvas irregulares podem comprometer a produtividade, reforçando a necessidade de monitoramento constante.

Safra 2025/26 exige cautela e gestão eficiente

Com a semeadura já em andamento e o clima em observação, a safra 2025/26 se apresenta como um período de prudência para os produtores. A redução nas projeções evidencia a importância de uma gestão de risco eficiente, adaptação às condições de mercado e atenção aos custos, mantendo o equilíbrio entre produtividade e rentabilidade.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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El Niño: dados do Observatório da Torre Alta da Amazônia para planejamento no setor da pesca e aquicultura

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O boletim de monitoramento do Observatório de Torre Alta da Amazônia (ATTO, sigla em inglês) também é uma das formas de preparação dos gestores de municípios em relação aos impactos do El Niño no setor pesqueiro e aquícola. O responsável pelo monitoramento é o pesquisador Cléo Quaresma, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reforça que gestores e trabalhadores do setor também observem as análises. 

Segundo dados divulgados pelo MCTI, a precipitação reduziu 73% em julho, quando choveu somente 21 mm, comparado com a média de 92 mm. Em agosto, a chuva se manteve em 21 mm, uma redução de 36,6% em relação à média histórica de 58 mm. Em setembro, até o momento, foram apenas 2 mm de chuva, uma redução de quase 66%.

O que é precipitação? 

Considera-se precipitação todas as formas de água, líquida ou sólida, que caem das nuvens alcançando o solo: garoa, garoa gelada, chuva fria, granizo, cristais de gelo, bolas de gelo, chuva, neve, bolas de neve e partículas de neve. Seu volume é expresso geralmente em polegadas, referindo-se ao estado da água – se líquida ou sólida – que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo.

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Indicadores 

 

Entre os indicadores para acompanhamento estão: precipitação, temperatura e umidade do ar, e temperatura e teor de água no solo. Estes dados são fundamentais para entender os efeitos do El Niño na região.

 

A torre possui 325 metros de altura e está situada a cerca de 150 km de Manaus (AM), na área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã. A influência do efeito climático na Amazônia, onde está instalado o Observatório, foi monitorada em outros momentos, como 2015-2016 e 2023-2024.

 

Acesse aqui as orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), visando à preparação dos municípios em relação aos impactos do El Niño no setor.

Ana Célia Costa

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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