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Estado e municípios avançam na discussão sobre o IBS em Mato Grosso

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A Secretaria de Fazenda de Mato Grosso (Sefaz-MT) participou, nesta quarta-feira (26.03), do II Encontro Mato-grossense de Municípios, realizado pela Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá. Na ocasião, foram realizadas reuniões dos grupos que integram o Comitê Gestor Regional do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), responsável por preparar o estado de Mato Grosso para a implementação da reforma tributária.

O encontro reuniu representantes do Estado e dos 142 municípios mato-grossenses, com o objetivo de alinhar estratégias, compartilhar informações e preparar a atuação conjunta para a implementação do novo modelo de tributação do consumo.

“Iniciamos a reunião do comitê gestor regional com a missão de alinhar e compartilhar com os municípios tudo o que está sendo desenvolvido no comitê gestor nacional. Trata-se de uma construção conjunta, que busca garantir que todos estejam preparados para o período de transição e para a implementação do novo modelo, com eficiência e melhor ambiente para a população, poder público e iniciativa privada”, destacou o secretário adjunto de Projetos Estratégicos da Sefaz, Vinícius Simioni.

Durante a programação, a segunda reunião do Grupo de Coordenação Estratégica e a reunião de instalação do GT de integração, voltado às atividades de fiscalização, e do GT de estudo, com foco em capacitações e estudos sobre a Reforma. Após essa primeira reunião, os grupos de trabalho darão continuidade às discussões técnicas e ao planejamento das ações necessárias para a adaptação ao novo sistema.

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Também foram apresentados os principais desafios da reforma tributária, com destaque para a necessidade de que os municípios invistam em capacitação e em soluções tecnológicas, a fim de garantir uma transição segura e eficiente. Com a reforma, os atuais impostos sobre o consumo, ICMS (estadual) e ISS (municipal), serão unificados no IBS, exigindo a reestruturação das administrações tributárias e dos processos de arrecadação.

A secretária de Finanças de Sinop e membro titular do Conselho Superior do Comitê Gestor do IBS, Ivete Mallmann Franke, ressaltou a importância da integração entre os municípios neste momento de transição.

“Estamos em um período decisivo para a arrecadação e para a adaptação ao novo modelo tributário. É fundamental que os municípios estejam conectados, compartilhem experiências e soluções e atuem de forma conjunta. A troca de informações fortalece a gestão e evita que cada município precise enfrentar sozinho desafios que já foram superados por outros”, afirmou.

Também participaram da reunião a secretária adjunta do Tesouro Estadual, Luciana Rosa, a secretária adjunta da Contadoria Geral, Anesia Cristina, o secretário adjunto de Transformação Digital e Inovação Fazendária, Kleber Geraldino e representantes da Secretaria Adjunta da Receita Pública. Também estiveram presentes a coordenadora técnica da AMM, Waldna Fraga, além de equipes técnicas da Sefaz, da AMM e dos municípios.

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Comitê Gestor Regional

O Comitê Gestor Regional do IBS foi criado por meio de um Termo de Cooperação Técnica entre a Sefaz e a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com o objetivo de fortalecer a colaboração institucional entre Estado e municípios. A iniciativa busca promover a integração e o alinhamento em relação à reforma tributária sobre o consumo, especialmente quanto aos impactos para Mato Grosso, por meio do compartilhamento de informações, da capacitação de agentes públicos e da definição de estratégias conjuntas para a transição ao novo modelo tributário.

Fonte: Governo MT – MT

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Palestra traz realidade de famílias atípicas e desafios para garantir direitos

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A advogada e presidente da Associação de Pais e Amigos dos Autistas de Poxoréu (APAAP), Jennyfer Bathemarque, proferiu palestra com o tema “A Pessoa com Deficiência no Sistema de Justiça: Direitos, desafios e o papel do Judiciário na efetivação da inclusão”, no primeiro dia do evento “TJMT Inclusivo: Autismo e Direito das Pessoas com Deficiência”, na manhã desta quarta-feira (15), no Fórum de Cuiabá. O evento conta com transmissão ao vivo e pode ser conferido no canal TJMT Eventos No YouTube.
Ela iniciou sua fala destacando que a judicialização é apenas mais um passo na vida das famílias atípicas, que enfrentam diversos percalços até chegar ao ponto de recorrer ao Judiciário para garantir direitos básicos, como acesso à saúde e educação por crianças com algum tipo de deficiência.
Compartilhando a realidade do município onde vive – Poxoréu (251 km a leste de Cuiabá), com pouco mais de 23 mil habitantes, Jennyfer Bathemarque exemplificou a situação de diversas famílias que carecem até mesmo de informação para lidar com o fato de ter um membro com algum tipo de deficiência intelectual ou mental, pois muitas delas reagem com vergonha e reclusão dos ambientes sociais.
“São grupos historicamente vulnerabilizados. Antigamente, esses grupos eram levados aos manicômios, eram tratados como pessoas à margem da sociedade. E ainda hoje existem famílias que têm esse estigma, que têm dificuldade em lidar”, disse, defendendo que a família não pode ter medo de exigir direitos porque eles são garantidos por lei. “Exigir um direito não é excesso, é exercício de cidadania”.
Dirigindo-se aos operadores do Direito, público contemplado no primeiro dia de programação do TJMT Inclusivo, a palestrante, que é mãe atípica e já precisou recorrer ao Judiciário para garantir tratamentos ao filho pequeno, ressaltou a importância da atuação profissional humanizada.
“Quando falamos de leis, estamos falando de pessoas. Então, quando falamos de direitos, falamos de direitos de pessoas. Quando falamos de processo judicial, falamos de pessoas. Embora, quando olhamos para o processo, nós vejamos números, documentos, por trás daquele processo há pessoas que precisam de resposta, que necessitam de algo. Então, todas as vezes que falarmos sobre inclusão, LBI, Lei Maria Berenice Piana, devemos pensar em pessoas. Quando pensamos em pessoas, tudo fica mais fácil porque você começa a se colocar no lugar”, afirmou Jennyfer.
A advogada pontuou como um dos motivos para a falta de concretização de diretos básicos das pessoas deficientes a falta de dados estatísticos oficiais mais detalhados sobre essa população. “A ideia é fazer a distinção para melhor destinar os recursos públicos”, afirmou. Ao final, ela apontou a judicialização como consequência. “O Judiciário vira porta de entrada para direitos básicos. Aquilo que o Estado deveria dar conta, o Judiciário está tendo que dar conta”, resumiu.
Acesse mais fotos no Flickr do TJMT
TJMT Inclusivo – O primeiro dia de programação da capacitação contou com uma programação especialmente voltada aos operadores do Direito, como magistrados (as), promotores (as) de justiça, defensores públicos (as), advogados (as) e servidores (as), com palestras que buscam promover a reflexão sobre como a Justiça pode melhorar a vida das pessoas com deficiência, de que forma as decisões judiciais estão atendendo às demandas dessa população, gerando impactos práticos na efetivação de direitos básicos, como saúde e educação.
O evento é coordenado pela Comissão de Acessibilidade e Inclusão do TJMT, em parceria com a Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), Escola dos Servidores, Prefeitura de Cuiabá e Igreja Lagoinha.
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Autor: Celly Silva

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Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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