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Algodão ganha força com demanda externa e câmbio favorável; preços avançam no Brasil e em Nova York
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Demanda externa sustenta preços do algodão
O mercado de algodão segue firme, impulsionado principalmente pelo aquecimento da demanda internacional e pela valorização das cotações na bolsa de Nova York. O cenário tem garantido sustentação aos preços da pluma, tanto no mercado externo quanto no Brasil.
De acordo com análise do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, a combinação entre demanda global aquecida e fatores cambiais tem sido determinante para o atual movimento de valorização.
Alta do dólar impulsiona paridades de exportação em Mato Grosso
A valorização do dólar frente ao real tem elevado a competitividade do algodão brasileiro no mercado internacional, refletindo diretamente nas paridades de exportação em Mato Grosso.
Segundo o Imea, esse movimento também está associado ao cenário macroeconômico global, incluindo tensões geopolíticas e ajustes nas taxas de juros no Brasil, fatores que contribuem para a valorização da moeda norte-americana.
Preços do algodão avançam nos contratos futuros
Na última quinzena, entre os dias 10 e 27 de março, os contratos futuros de algodão apresentaram valorização relevante em comparação ao período anterior.
- O contrato para julho de 2026 foi negociado na média de R$ 119,88 por arroba, com alta de 4,18%
- Já o contrato para dezembro de 2026 registrou valorização ainda maior, de 4,82%, com média de R$ 128,94 por arroba
O avanço das cotações reflete o fortalecimento das paridades de exportação, sustentadas pelo cenário externo favorável.
Bolsa de Nova York registra nova alta nas cotações
Na ICE Futures U.S., em Nova York, os preços do algodão voltaram a subir, consolidando o movimento positivo observado nas últimas sessões.
Os contratos superaram novamente o patamar de 70 centavos de dólar por libra-peso, após terem atingido, no pregão anterior, os níveis mais altos dos últimos dez meses.
- Maio/2026: 70,76 centavos de dólar por libra-peso, alta de 1,1%
- Julho/2026: 72,94 centavos por libra-peso, avanço também de 1,1%
A desvalorização do dólar frente a outras moedas no cenário internacional foi um dos principais fatores de suporte para as cotações na sessão.
Influência de petróleo e grãos no mercado
Durante o pregão, o algodão chegou a registrar perdas, acompanhando a queda nos preços do petróleo e dos grãos negociados na Bolsa de Chicago.
No entanto, o mercado encontrou suporte técnico e voltou a subir, mantendo-se acima da linha de 70 centavos de dólar por libra-peso, patamar considerado relevante pelos agentes do setor.
Perspectivas: plantio nos EUA entra no radar do mercado
Para as próximas semanas, o mercado deve direcionar atenção ao início da semeadura do algodão nos Estados Unidos, fator que pode trazer नई dinâmicas para a formação de preços.
A evolução da safra norte-americana, aliada ao comportamento do câmbio e à demanda global, seguirá sendo determinante para o rumo das cotações no curto e médio prazo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil
A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.
De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.
Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado
Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.
Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.
Indústria compra apenas para reposição imediata
Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.
Exportações perdem competitividade com queda do dólar
No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.
Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.
Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques
Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.
Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.
Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado
O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.
Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.
Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025
No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.
Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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