SAÚDE
Ministério da Saúde expande apoio a estados e municípios para qualificar atendimento especializado no SUS
SAÚDE
Com o objetivo de reduzir o tempo de espera por atendimento especializado no Sistema Único de Saúde (SUS), o Ministério da Saúde tem intensificado a implementação de ações estratégicas em todo o país.
As iniciativas já apresentam resultados concretos, como o recorde histórico de cirurgias eletivas realizadas em 2025, que alcançou a marca de 14,7 milhões de procedimentos, e a atuação das unidades móveis de saúde, as chamadas carretas da saúde, que têm levado atendimento especializado a regiões com maior dificuldade de acesso.
Este avanço é atribuído diretamente à criação do Programa Agora Tem Especialistas, que vem ampliando a oferta de serviços e fortalecendo a capacidade de resposta da rede pública de saúde.
E para fortalecer e qualificar as ações do programa, o Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Atenção Especializada à Saúde (SAES), realizou, nesta terça-feira (14) e quarta-feira (15), o Seminário Nacional do Programa Agora Tem Especialistas: Encontro da Rede de Apoiadores Institucionais do Programa. O encontro marcou uma nova etapa de expansão e qualificação da política nos territórios.
Mais de 70 apoiadores estaduais e locorregionais participam da agenda, além da equipe central responsável pela coordenação das ações no Ministério da Saúde. O objetivo é alinhar diretrizes, fortalecer a atuação integrada e apoiar a implementação do programa nos estados e municípios, com foco em resultados concretos.
“Estamos estruturando um conjunto de ações para reduzir o tempo de espera no SUS, e isso exige gente qualificada, capaz de compreender o território e transformar essa estratégia em resultado concreto para a população”, afirma o secretário de Atenção Especializada à Saúde, Mozart Sales.
A programação reuniu áreas estratégicas do Ministério da Saúde, como Atenção Primária, Saúde Indígena, Saúde Digital e Gestão do Trabalho, além de parceiros como o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems). A articulação reforça o caráter federativo da iniciativa e amplia a capacidade de resposta do SUS nos territórios.
“Os apoiadores têm um papel central: destravar processos, qualificar a leitura local e garantir que estados, municípios e prestadores atuem de forma integrada, com protagonismo e autonomia”, destaca o secretário.
A coordenadora-geral de Apoio à Expansão e Qualificação da Atenção Especializada, Amana Santana, destaca que o encontro representa um avanço na estruturação da política. “O evento é um marco para o próprio departamento. Em dez meses de coordenação, estruturamos uma nova etapa de ampliação da rede de apoiadores institucionais do programa. A partir deste encontro, fortalecemos a presença nos territórios e ampliamos a capacidade de apoiar estados e municípios na implementação das ações”, afirma.
Segundo ela, o seminário também cumpre um papel estratégico de integração e preparação da atuação local. “Este é um momento de alinhamento temático e de definição de diretrizes para a atuação nos territórios. A proposta é fortalecer a articulação interfederativa e ampliar a capilaridade do programa em todo o país”, completa.
A ampliação da rede fortalece a construção coletiva nos territórios e apoia mudanças na organização da atenção especializada. A rede atua na articulação técnica e política da implementação, com suporte metodológico para qualificar processos e resultados.
O diretor do Departamento de Estratégias para a Expansão e Qualificação da Atenção Especializada, Rodrigo Oliveira ressalta o impacto direto da atuação dos apoiadores na organização do cuidado. “A atuação conjunta no território permite fortalecer processos de formação e, principalmente, ampliar a capacidade de resposta do SUS. Esse trabalho, realizado com estados e municípios, contribui para produzir uma nova realidade na atenção especializada no Brasil”, afirma.
Para ele, os resultados já começam a aparecer na ponta. “Essa organização, construída com apoio dos apoiadores, garante mais acesso, mais qualidade no atendimento e menos tempo de espera para a população”, completa.
A experiência de quem atua nos territórios também reforça a importância do encontro. Para a apoiadora do programa em Rondônia, Marcela Castro, o seminário amplia a troca de experiências e fortalece a atuação local.
“O encontro é uma oportunidade importante para interagir, compartilhar experiências e dialogar sobre as realidades dos territórios. A troca permite construir estratégias, compreender desafios comuns e específicos e fortalecer a atuação nos estados”, afirma. É destacado o valor do contato presencial na construção coletiva. “Sair do ambiente virtual e estar presencialmente, dialogando e construindo juntos, fortalece o entendimento do programa e qualifica o retorno que levamos para os territórios”, completa.
Com essa agenda, o Ministério da Saúde reafirma o Programa Agora Tem Especialistas como estratégia para reduzir o tempo de espera por atendimentos especializados no SUS, com mais organização do acesso, redução do tempo de espera e cuidado para a população.
Kathlen Amado
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
SAÚDE
Da ciência ao cuidado: Ministério da Saúde debate estratégias para acelerar o acesso à inovação nos serviços do SUS
Inovação em saúde, pesquisas clínicas, inteligência artificial, terapias avançadas e tecnologias de ponta ocuparam o centro do debate público durante a realização da Feira SUS Inova Brasil. O evento foi promovido pelo Ministério da Saúde, em parceria com a Prefeitura do Rio de Janeiro, na capital carioca nesta sexta-feira (17/04). A programação contou com espaços de conexões e painéis temáticos que reuniu representantes da sociedade civil e especialistas do setor público e privado.
A secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação do Ministério da Saúde, Fernanda De Negri, ressaltou que o evento soma-se aos esforços do Governo do Brasil para acelerar o caminho entre o que é produzido no país e a disponibilização no sistema público. O debate, destacou a secretária, precisa ser feito com a participação direta de gestores municipais e estaduais para construir estratégias cada vez mais integradas e colaborativas.
Entre as medidas já adotadas, está o apoio às pesquisas clínicas. “É a partir delas que a gente vai conseguir testar essas novas tecnologias que estão sendo feitas. E, quanto mais a gente for eficiente nesse processo, mais a gente consegue aproximar e trazer essas tecnologias para o uso efetivo no sistema de saúde lá na ponta”, enfatizou.
Outra ação destacada por Fernanda De Negri foi a implementação do Programa Nacional de Inovação Radical. Realizado em conjunto com o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), a inciativa tem o objetivo de impulsionar o conhecimento científico em soluções concretas, por meio de medicamentos, tratamentos e dispositivos que atendam às necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS). “As ações são justamente para acelerar e reduzir esse gap entre a pesquisa e a inovação, e o uso dessa inovação no sistema público de saúde”, concluiu.
Caminhos da inovação aplicada
Quatro outros painéis também integraram o evento. O primeiro foi dedicado à saúde digital. Nele, especialistas discutiram como o uso eficiente de dados, da inteligência artificial e da medicina de precisão podem apoiar a modernização do SUS e, consequentemente, contribuir para a diminuição de custos. O debate mostrou que a análise qualificada dessas informações já orienta a criação de políticas públicas e apoia gestores locais a tomar decisões mais rápidas, seguras e eficientes, impulsionando novas formas de inovar na saúde pública.
O segundo painel destacou a importância de transformar resultados de pesquisas em soluções reais para o SUS, por meio da pesquisa clínica, da avaliação de novas tecnologias e da inovação em saúde. Os debatedores apontaram oportunidade para avançar em questões regulatórias, de organização dos serviços e de parcerias estratégicas para que essas inovações sejam adotadas em larga escala.
Tecnologia que transforma
A discussão sobre inovação em saúde avançou com o debate sobre o Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS) e seu papel na redução das desigualdades regionais no país. Especialistas destacaram que políticas públicas orientadas às características de cada território podem impulsionar o desenvolvimento produtivo local, fortalecer cadeias estratégicas do SUS e gerar impacto social direto nas comunidades. A aposta em soluções que dialogam com as realidades das regiões brasileiras foi apontada como caminho para ampliar a equidade, promover autonomia tecnológica e consolidar um modelo de inovação capaz de responder às necessidades concretas da população.
O último painel foi em torno de como o cuidado com pacientes com câncer está mudando com a novas tecnologias, que vão desde exames mais precisos, como os que usam biomarcadores e biossensores, até tratamentos avançados, como a terapia CAR-T, que usa as próprias células de defesa do paciente para atacar o tumor. O diálogo reforçou que unir diagnósticos mais confiáveis a terapias inovadoras é fundamental para que o SUS consiga adotar essas novidades de forma sustentável e para um número cada vez maior de pessoas.
Conexões
A programação contou ainda com espaços de conexão. Foi nesse ambiente que a mestranda em Gestão de Competitividade e Saúde, Ariane Volin, de 44 anos, natural do Pará e atualmente morando em São Paulo, encontrou oportunidade de compreender melhor os estágios da inovação no Brasil, especialmente no que diz respeito à pesquisa e à aplicação de práticas de governança.
Para ela, a feira é uma vitrine e um momento oportuno para aprofundar seu olhar sobre gestão. “O conteúdo apresentado contribui diretamente para minha pesquisa sobre governança pública em projetos. Estou acompanhando temas como privacidade, segurança da informação e a aplicação prática do conhecimento”, ressaltou Ariane.
Assista aos debates da Feira SUS Inova Brasil
Janine Russczyk
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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