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Acordo de reparação aos atingidos pelo rompimento da Barragem do Fundão
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Nesta sexta-feira (11), o ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula, esteve em Linhares (ES) para a cerimônia de apresentação dos avanços do Novo Acordo do Rio Doce com o presidente Lula e outras autoridades do Governo Federal.
O Acordo é direcionado à população de 11 municípios do Espírito Santo e 38 de Minas Gerais, que foram atingidos pelo rompimento da Barragem do Fundão em 2015. Ao total, 22.437 mil pescadores(as) estão sendo contemplados com a reparação, que destina R$ 1,5 bilhão para o fortalecimento da atividade pesqueira, 7,8 bilhões para povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais e R$ 3,75 bilhões para o Programa de Transferência de Renda (PTR), que teve seu primeiro pagamento nesta quinta-feira (10).
O PTR pagará 1,5 salário mínimo mensal por atingido, por até 36 meses, e 1 salário mínimo mensal por mais 12 meses. Têm direito ao PTR pescadores(as) artesanais que possuíam inscrição no Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP) ou eram portadores de protocolo de requerimento de registro inicial solicitados no sistema até 30 de setembro de 2024 e que residam em um dos 48 municípios afetados. O pagamento está sendo feito pela Caixa Econômica Federal.
Ao total, são R$ 1,5 bilhão destinados ao Plano de Reestruturação da Pesca e Aquicultura (PROPESCA). No âmbito do Plano, a previsão é de um total de R$ 2,44 bilhões ao longo de 20 anos, sendo R$ 1,5 bilhão da União, R$ 489,47 milhões do governo de Minas Gerais e R$ 450 milhões do governo do Espírito Santo.
Durante a cerimônia, o ministro André de Paula pôde comentar sobre o empenho e trabalho do MPA para essa reparação. “O Governo Federal está empoderando e dando voz aos pescadores e pescadoras do Brasil, fico muito feliz em anunciar esses avanços do Acordo. O Ministério da Pesca e Aquicultura está cumprindo seu papel ao lado dessas pessoas que têm sua vida dedicada à atividade pesqueira. O Acordo também conta com R$ 493 mil para o débito que os pescadores têm com a Previdência: todos os pescadores atingidos terão a sua previdência especial assegurada. Isso mostra a determinação do presidente e de sua equipe. Nós ministros temos a missão de garantir o avanço e a consolidação das políticas públicas para a população brasileira.”
O ministro André e o presidente Lula entregaram o cartão do PTR a pescadoras. O presidente reforçou o compromisso do governo com as necessidades dessa população. “Os companheiros que lutaram por essa reparação, estavam esperando há 10 anos desde o rompimento da barragem. Em apenas 2 anos, o Governo Federal conseguiu fazer com que a empresa envolvida pagasse a reparação. Estamos anunciando esses avanços e o pagamento do PTR. Esse é só começo da reparação”, disse.
Municípios contemplados — O auxílio se aplica a atingidos(as) que residam em um dos municípios listados no Acordo de Reparação da Bacia do Rio Doce. São eles:
Espírito Santo: Anchieta, Aracruz, Baixo Guandu, Colatina, Conceição da Barra, Fundão, Linhares, Marilândia, São Mateus, Serra, Sooretama.
Minas Gerais: Aimorés, Alpercata, Barra Longa, Belo Oriente, Bom Jesus do Galho, Bugre, Caratinga, Conselheiro Pena, Coronel Fabriciano, Córrego Novo, Dionísio, Fernandes Tourinho, Galiléia, Governador Valadares, Iapu, Ipaba, Ipatinga, Itueta, Mariana, Marliéria, Naque, Ouro Preto, Periquito, Pingo D’Água, Ponte Nova, Raul Soares, Resplendor, Rio Casca, Rio Doce, Santa Cruz do Escalvado, Santana do Paraíso, São Domingo do Prata, São José do Goiabal, São Pedro dos Ferros, Sem Peixe, Sobrália, Timóteo, Tumiritinga.
Assista a transmissão completa do evento:
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Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil
A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.
De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.
Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado
Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.
Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.
Indústria compra apenas para reposição imediata
Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.
Exportações perdem competitividade com queda do dólar
No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.
Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.
Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques
Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.
Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.
Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado
O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.
Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.
Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025
No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.
Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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