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Agricultores familiares recebem bônus do Pronaf em agosto para arroz, manga e batata

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Os agricultores familiares de 18 estados brasileiros vão receber, neste mês de agosto, bônus nas parcelas do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). O benefício é válido até 9 de setembro e é concedido quando os preços de mercado estão abaixo dos valores de garantia do Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar (PGPAF), conforme levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Portaria define novos percentuais e produtos contemplados no bônus do Pronaf

A Portaria SAF/MDA nº 343, publicada no Diário Oficial da União em 8 de agosto de 2025, estabelece os percentuais de desconto e lista os produtos beneficiados. Os novos valores começaram a valer em 10 de agosto e permanecerão até 9 de setembro.

Feijão caupi e castanha-de-caju lideram bonificações em agosto

O feijão caupi cultivado em Mato Grosso terá o maior desconto, com 57% de bonificação sobre o valor financiado. A castanha-de-caju no Piauí recebe 42,32%, e o mel de abelha no Rio Grande do Sul, 39,74%.

Outros produtos com bonificações expressivas no Pronaf em agosto

Além dos destaques acima, outros produtos também receberam percentuais significativos, como:

  • Batata, em estados como Paraná, Distrito Federal, Goiás e Rio Grande do Sul
  • Manga, na Bahia
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Ampliação do bônus para mais culturas em diferentes estados

O benefício foi estendido para outras culturas e regiões, incluindo:

  • Arroz (Ceará e Tocantins)
  • Banana (Tocantins)
  • Borracha (Espírito Santo)
  • Cana-de-açúcar (Maranhão)
  • Cebola (Paraná e São Paulo)
  • Feijão (Mato Grosso do Sul)
  • Maracujá (Bahia e Sergipe)
  • Raiz de mandioca (Paraná)
  • Trigo (Minas Gerais)
Produtos que deixaram de receber o bônus do Pronaf em agosto

Ficaram de fora do benefício neste mês as seguintes culturas:

  • Borracha (Minas Gerais)
  • Cebola (Santa Catarina)
  • Raiz de mandioca (Rio de Janeiro)
  • Sisal (Bahia)
Como são calculados os percentuais do bônus do Pronaf

De acordo com a Conab, os descontos são calculados com base nos preços médios de mercado dos produtos. As informações são validadas em conjunto pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil

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A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.

De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.

Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado

Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.

Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.

Indústria compra apenas para reposição imediata

Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.

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Exportações perdem competitividade com queda do dólar

No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.

Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.

Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques

Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.

Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.

Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado

O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.

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Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.

Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025

No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.

Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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