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Alta nos preços do boi gordo é impulsionada por menor oferta de animais jovens e forte ritmo de exportações
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O mercado físico do boi gordo apresentou alta nos preços ao longo da semana, com indicativos de que essa tendência deve se manter no curto prazo. A avaliação é do analista da Safras & Mercado, Fernando Iglesias, que destaca o impacto das escalas de abate mais ajustadas nas negociações.
Oferta restrita de animais jovens sustenta movimento de alta
Segundo Iglesias, o cenário atual é de menor disponibilidade de animais jovens, especialmente daqueles que atendem às exigências do mercado exportador chinês. Em contrapartida, a oferta de fêmeas segue elevada no Centro-Norte do país, o que acentua a diferença de preços entre machos e fêmeas.
Exportações impulsionam a demanda no mercado
As exportações de carne bovina continuam sendo o principal fator de demanda no setor. O analista aponta que o Brasil caminha para alcançar um recorde histórico nos embarques neste ano, o que tem contribuído para sustentar os preços internos.
Cotações por estado – Preços da arroba no dia 5 de junho:
- São Paulo (Capital): R$ 320,00 – alta de 3,23% (R$ 310,00 na semana anterior)
- Goiás (Goiânia): R$ 295,00 – avanço de 1,72% (R$ 290,00 na semana passada)
- Minas Gerais (Uberaba): R$ 295,00 – aumento de 2,95% (R$ 285,00 na semana anterior)
- Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 315,00 – valorização de 3,28% (R$ 305,00 na última semana)
- Mato Grosso (Cuiabá): R$ 310,00 – alta de 3,33% (R$ 300,00 na semana anterior)
- Rondônia (Vilhena): R$ 270,00 – aumento de 1,89% (R$ 265,00 na semana passada)
Atacado registra preços mais estáveis, mas com leve recuo em cortes bovinos
No mercado atacadista, os preços voltaram a se acomodar, mas ainda há potencial de alta no curto prazo, especialmente com a entrada dos salários no início do mês, aponta Iglesias. No entanto, o consumo doméstico segue pressionado, com preferência por proteínas mais acessíveis, como carne de frango, ovos e embutidos.
- Quarto traseiro: R$ 23,00/kg – queda de 3,77% frente aos R$ 23,90/kg da semana anterior
- Quarto dianteiro: R$ 18,50/kg – recuo de 2,63% frente aos R$ 19,00/kg registrados na semana passada
Exportações crescem em volume, valor e preço médio
As exportações brasileiras de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada movimentaram US$ 899,1 milhões em maio (21 dias úteis), com média diária de US$ 54,0 milhões. Foram exportadas 218,07 mil toneladas, o que corresponde a média diária de 10,38 mil toneladas, com preço médio de US$ 5.200,90 por tonelada.
Em relação a maio do ano passado:
- Valor médio diário exportado: alta de 18,8%
- Volume médio diário exportado: aumento de 2,9%
- Preço médio por tonelada: crescimento de 15,5%
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil
A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.
De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.
Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado
Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.
Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.
Indústria compra apenas para reposição imediata
Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.
Exportações perdem competitividade com queda do dólar
No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.
Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.
Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques
Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.
Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.
Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado
O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.
Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.
Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025
No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.
Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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