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Bahia mantém liderança na produção de tomate no Nordeste com safra de 183 mil toneladas em 2025

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Bahia se consolida como líder na produção de tomate no Nordeste

No Dia do Tomate, celebrado em 1º de fevereiro, a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura da Bahia destacou que o estado mantém a liderança na produção do fruto na região Nordeste e figura entre os principais produtores do país.

Segundo dados do IBGE, a safra de 2025 alcançou 183 mil toneladas, cultivadas em aproximadamente 6,5 mil hectares.

“Em anos de maior produção, a cadeia do tomate chega a movimentar quase R$ 1 bilhão na economia do estado”, informou a secretaria.

Produção concentrada em regiões irrigadas e de altitude

A produção baiana está concentrada em áreas com uso de tecnologia de irrigação e condições favoráveis de altitude, como a Chapada Diamantina e o Piemonte Norte do Itapicuru.

A região de Irecê é apontada como principal polo produtor do estado, reconhecida pelo volume e qualidade da produção.

Chapada Diamantina: referência em qualidade e produtividade

A Chapada Diamantina se destaca por qualidade e produtividade, consolidando municípios importantes no cenário nacional.

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Em 2024, o município de Ibicoara liderou a produção estadual, ocupando a 6ª posição no ranking nacional com 76 mil toneladas. Outros municípios relevantes incluem Mucugê, Morro do Chapéu, Seabra e Iraquara, que figuram entre os maiores produtores baianos.

Piemonte Norte do Itapicuru amplia participação na produção

O Piemonte Norte do Itapicuru também vem crescendo na participação da produção estadual de tomate, com destaque para o município de Campo Formoso, segundo informações da secretaria.

O avanço da região contribui para a diversificação da produção e fortalecimento da economia local, garantindo maior presença da Bahia no mercado nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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