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Beneficiamento de soja impulsiona safra de sementes e reforça controle de qualidade nas indústrias

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Enquanto o ritmo da colheita de soja em Mato Grosso depende das condições climáticas, as indústrias sementeiras vivem o auge de suas operações. Fevereiro é o mês de maior movimentação nas unidades de beneficiamento, período em que o trabalho técnico e contínuo é essencial para assegurar a qualidade, uniformidade e o vigor das sementes que só serão plantadas na próxima temporada, a partir de setembro.

Colheita afetada pelas chuvas e foco total nas indústrias de beneficiamento

Nas últimas semanas, as chuvas intensas no estado têm atrasado a colheita de grãos, mas o setor de sementes mantém ritmo acelerado. Segundo a Agro-Sol Sementes, sediada em Campo Verde, esta é uma das fases mais estratégicas do ano, marcada por controle rigoroso, tecnologia aplicada e equipes operando em turnos ininterruptos para garantir a qualidade final do produto.

O superintendente de operações da empresa, Marcos Tomazeli, explica que o diferencial da Agro-Sol está na integração entre campo, laboratório e unidade de beneficiamento.

“Antes mesmo da colheita, coletamos amostras dos campos de produção para análise. Quando as cargas chegam, já temos informações sobre o histórico da lavoura e as condições climáticas enfrentadas. Isso nos permite calibrar os equipamentos com precisão e melhorar o controle da produção”, afirma Tomazeli.

Processo técnico garante vigor e padronização das sementes

Após o recebimento das cargas, o processo começa com a pré-limpeza, que elimina impurezas e grãos fora de padrão. Em seguida, as sementes são armazenadas em silos com sistemas de aeração, onde passam por secagem controlada até atingir níveis ideais de umidade — entre 12% e 12,5%.

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Na etapa seguinte, ocorre o beneficiamento, composto por peneiras de padronização e um espiral rotativo que separa sementes deformadas. O processo é finalizado na mesa densimétrica, equipamento que seleciona as sementes mais densas e vigorosas. Em média, 75% do volume recebido é aproveitado como semente certificada.

“As sementes que não atendem aos critérios são direcionadas para uso como grão. Nosso foco é garantir que apenas o material com alto desempenho siga para armazenamento e comercialização”, destaca o superintendente.

Armazenamento controlado assegura estabilidade e desempenho

Antes do ensacamento, as sementes passam por resfriamento, reduzindo a temperatura para cerca de 18 °C. No armazenamento final, os big bags ficam em ambiente climatizado, com temperatura de 14 °C e umidade de 55%, condições ideais para preservar a qualidade até o plantio.

A unidade de beneficiamento da Agro-Sol opera 24 horas por dia, sete dias por semana, de janeiro a março. São 85 colaboradores fixos, reforçados por equipes temporárias durante o pico de atividade.

Planejamento e expansão da safra 2026/27

Na safra atual, a Agro-Sol trabalha com 27 cultivares de soja, o que exige planejamento logístico e técnico diário para recebimento e segregação das cargas. Em Mato Grosso, a empresa atua com 17 produtores cooperados, cobrindo cerca de 30 mil hectares de campos de produção.

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Além do estado, a Agro-Sol mantém parcerias em Goiás e na Bahia, e a expectativa é armazenar sementes suficientes para o plantio de mais de 1 milhão de hectares na safra 2026/27.

Segundo Tomazeli, apenas campos com mínimo de 90% de vigor e germinação são aceitos.

“Capricho, dedicação e cuidado definem essa etapa. Nosso compromisso é entregar uma semente de alta qualidade, que garanta o desempenho das lavouras da próxima safra”, conclui.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil

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A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.

De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.

Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado

Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.

Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.

Indústria compra apenas para reposição imediata

Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.

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Exportações perdem competitividade com queda do dólar

No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.

Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.

Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques

Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.

Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.

Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado

O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.

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Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.

Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025

No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.

Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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