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Biogénesis Bagó lança tecnologia inédita para combater miíases e reduzir perdas na pecuária
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Miíases continuam sendo desafio crítico na pecuária brasileira
As miíases, popularmente conhecidas como bicheiras, representam um dos principais problemas sanitários enfrentados pelos pecuaristas, especialmente durante o nascimento de bezerros. As moscas Cochliomya hominivorax depositam larvas em feridas expostas, como o umbigo recém-nascido, causando prejuízos econômicos significativos.
Estima-se que os prejuízos anuais no Brasil cheguem a 340 milhões de dólares, comprometendo o desempenho dos animais e gerando perdas diretas aos produtores (Laerte Grisi, 2014).
Galmetrin Solução chega ao mercado com formulação inovadora
A Biogénesis Bagó apresenta a nova versão do Galmetrin Solução, com concentração até quatro vezes maior do que os produtos concorrentes e molécula inédita para o controle de miíases.
Segundo Pedro Hespanha, gerente de Produto & Trade, o produto oferece cura e prevenção sem deixar vestígios, combinando cipermetrina (2g) e imidacloprid (2g), tornando-se único na categoria.
“A alta concentração garante efeito imediato de desalojamento das larvas, repelência contra insetos voadores e ação prolongada, protegendo feridas e prevenindo novas infestações”, explica Hespanha.
Diferenciais tecnológicos e praticidade no campo
O Galmetrin Solução apresenta inovações pensadas para facilitar o dia a dia do pecuarista:
- Embalagem de 250 ml com tampa que evita vazamentos;
- Sistema de aplicação com mangueira pescante, permitindo uso inclinado;
- Marcador visual incolor, que não mancha mãos ou animais, identificando discretamente os pontos tratados;
- Produto livre de organofosforados e com período de carência de 14 dias para abate.
“É uma solução prática, segura e altamente eficaz, garantindo que o vaqueiro trabalhe com mais conforto e eficiência”, afirma Hespanha.
Benefícios para a pecuária e sustentabilidade
O lançamento reforça o compromisso da Biogénesis Bagó em apoiar a pecuária brasileira com tecnologias modernas e seguras, oferecendo:
- Ação curativa e preventiva contra miíases;
- Redução de perdas econômicas e melhoria no desempenho do rebanho;
- Praticidade no manejo, preservando segurança e saúde animal;
- Maior rentabilidade e eficiência para produtores e fazendas.
“Com Galmetrin Solução, o pecuarista ganha tranquilidade no manejo, eficiência na prevenção e controle das bicheiras e maior proteção para o rebanho desde o nascimento”, conclui Hespanha.
Fonte: Portal do Agronegócio
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Greening, safra menor e queda no consumo pressionam o setor brasileiro
A citricultura brasileira chega à safra 2026/27 pressionada por três problemas simultâneos: quase metade das laranjeiras do principal cinturão produtivo está contaminada pelo greening, a produção deve cair cerca de 10% e o consumo mundial de suco perdeu força depois de anos de preços elevados. Embora continue líder global, o Brasil precisa controlar a doença e ampliar mercados para evitar uma pressão maior sobre produtores e indústrias.
A primeira reestimativa do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) aponta uma produção de 263,15 milhões de caixas de 40,8 quilos em São Paulo e no Triângulo e Sudoeste de Minas Gerais. O volume equivale a aproximadamente 10,7 milhões de toneladas de laranja.
A projeção ficou 3,1% acima da estimativa inicial, divulgada em maio, mas ainda representa uma queda de cerca de 10% diante das 292,94 milhões de caixas colhidas na temporada 2025/26. A recuperação sobre a primeira previsão ocorreu principalmente porque os frutos ganharam peso com as chuvas.
Entre maio e agosto, o cinturão citrícola recebeu 210 milímetros de chuva, volume 51% superior à média histórica do período. O peso médio estimado passou de 160 para 166 gramas por fruto, reduzindo de 255 para 246 o número de laranjas necessário para completar uma caixa.
O efeito positivo da chuva, porém, não elimina os riscos. A colheita está mais lenta e os frutos permanecem por mais tempo nas árvores, expostos a pragas, doenças e queda prematura. Até meados de agosto, apenas 27% da produção prevista havia sido retirada dos pomares.
A taxa média de queda dos frutos foi elevada de 23,7% para 24,1%. Nas variedades tardias, que ainda têm grande parte da produção no campo, a perda projetada chega a 27,3% para Valência e Folha Murcha e a 30,9% para a variedade Natal.
O greening permanece como o maior problema da atividade. O levantamento mais recente sobre a doença mostrou que 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola estavam contaminadas em 2025. A severidade média também aumentou, passando de 18,7% para 22,7% da copa das plantas.
Transmitido pelo psilídeo, um pequeno inseto, o greening não tem cura. A doença reduz a produtividade, provoca queda precoce e produz frutos menores, deformados e amargos. O controle exige monitoramento frequente, combate ao inseto transmissor e eliminação das plantas doentes, especialmente em regiões onde a incidência ainda é baixa.
Na safra 2025/26, o greening foi responsável pela perda estimada de 49,59 milhões de caixas. A doença respondeu sozinha por 13 pontos percentuais da taxa total de queda de 23,2% registrada naquele ciclo.
A pressão não está restrita aos pomares. Depois de quatro anos de resultados elevados, o mercado internacional entrou em uma fase de ajuste. As exportações brasileiras de suco de laranja somaram 746,9 mil toneladas na safra 2025/26, praticamente o mesmo volume da temporada anterior, mas a receita caiu aproximadamente 30%.
Os preços elevados das safras anteriores levaram parte dos consumidores a substituir o suco de laranja por bebidas mais baratas. Problemas de qualidade provocados pelo clima e pelo greening também afetaram o mercado. Na Europa, principal destino histórico do produto brasileiro, o volume adquirido caiu 10,9%. No Japão, a retração chegou a 28,6%.
O aumento das chuvas nesta temporada favoreceu o tamanho das laranjas, mas poderá reduzir a concentração de sólidos solúveis, medida pelo índice brix. Para a indústria, isso significa que pode ser necessário processar mais caixas para obter a mesma quantidade de suco concentrado, reduzindo parte do ganho trazido pelo maior peso dos frutos.
A busca por novos compradores tornou-se, portanto, uma necessidade para equilibrar a cadeia. O produto brasileiro não enfrenta grandes restrições sanitárias, mas encontra tarifas elevadas em mercados com potencial de consumo, como Japão, Coreia do Sul e Índia. A redução dessas barreiras poderia ampliar os destinos e diminuir a dependência de poucos compradores.
Maior produtora mundial de laranja e líder na exportação de suco, a citricultura brasileira mantém escala, tecnologia e capacidade industrial. O desafio agora é impedir que o avanço do greening, a queda da produtividade e o enfraquecimento do consumo reduzam a rentabilidade de uma cadeia que depende de investimentos contínuos para renovar pomares e manter a produção.
Fonte: Pensar Agro



