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Bolsas globais operam mistas após fim da paralisação nos EUA e com foco em dados econômicos

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Wall Street inicia o dia com leve volatilidade após reabertura do governo americano

Os futuros das bolsas de Nova York começaram a quinta-feira (13) próximos da estabilidade, com os investidores analisando os impactos econômicos do fim da paralisação do governo dos Estados Unidos. O foco agora se volta para os dados atrasados que servirão de base para as próximas decisões de política monetária do Federal Reserve (Fed) — embora alguns relatórios, como os de emprego e inflação, possam não ser divulgados.

Às 7h25 (horário de Brasília), os contratos futuros apresentavam variações discretas: o Dow Jones avançava 0,08%, enquanto o S&P 500 caía 0,06% e o Nasdaq recuava 0,08%.

Mercados europeus operam sem direção única

As bolsas da Europa operavam sem tendência definida nesta manhã, refletindo tanto o impacto do fim da paralisação americana quanto a expectativa pelos balanços corporativos de grandes companhias, como Siemens e Deutsche Telekom.

Também está no radar dos investidores a divulgação dos dados de produção industrial da União Europeia, que deve indicar o ritmo de recuperação do bloco.

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Por volta do mesmo horário, o índice STOXX 600 registrava leve alta de 0,12%. Entre os principais mercados, o CAC 40 (França) subia 0,73%, o DAX (Alemanha) recuava 0,36%, e o FTSE 100 (Reino Unido) apresentava queda de 0,34%.

Bolsas asiáticas fecham em alta com impulso do setor de novas energias

Na Ásia, os mercados encerraram o pregão em alta generalizada, impulsionados pelo forte desempenho do setor de novas energias na China e pela expectativa em torno de dados econômicos relevantes que serão divulgados na sexta-feira, como os de vendas no varejo e produção industrial.

O índice de Xangai atingiu o maior nível desde 2015, enquanto Hong Kong registrou sua melhor performance em um mês.

No fechamento, Xangai avançou 0,73%, aos 4.029 pontos, e o CSI300 subiu 1,21%, aos 4.702 pontos. Já Hong Kong teve alta de 0,56%, aos 27.073 pontos, e Tóquio valorizou-se 0,43%, atingindo 51.281 pontos. Entre os demais mercados, Seul ganhou 0,49%, Taiwan caiu 0,16% e Cingapura avançou 0,15%.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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