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Brazilian Beef marca presença recorde na Gulfood 2026 com 31 empresas do setor de carne bovina

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Brasil amplia presença na Gulfood 2026 com mais de 30 empresas

A indústria brasileira de carne bovina chega à Gulfood 2026, em Dubai, com participação recorde. Entre os dias 26 e 30 de janeiro, o projeto Brazilian Beef — liderado pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) — apresentará os diferenciais da proteína nacional em um dos maiores eventos de alimentos e bebidas do mundo.

Realizada no Dubai World Trade Centre, a feira reunirá mais de 5 mil expositores de 120 países e deve atrair 150 mil visitantes qualificados durante os cinco dias de evento.

Estande destaca qualidade, sustentabilidade e rastreabilidade da carne brasileira

Com um espaço de 450 metros quadrados, o estande do Brazilian Beef (S1-E66) apresentará informações sobre o setor e os principais atributos que fazem da carne bovina brasileira uma referência mundial: qualidade, sustentabilidade, rastreabilidade e conformidade com exigências sanitárias e religiosas, incluindo a produção de carne halal.

A edição de 2026 marca um aumento superior a 20% na participação das empresas brasileiras, refletindo o avanço do interesse do setor em ampliar sua presença no Oriente Médio e em mercados estratégicos ligados à feira.

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Empresas participantes reforçam representatividade do setor exportador

Nesta edição, o Brazilian Beef contará com 31 empresas associadas, incluindo Agra, Astra, Barra Mansa, Beauvallet, Best Beef, Better Beef, Boi Brasil, Cooperfrigu, Fambras, Frialto, Frigoestrela, Frigol, Frigon, Frigosul, Frisa, Golden Imex, Iguatemi Beef, JBS, LKJ, MBRF, Masterboi, Mercúrio, Minerva, Naturafrig, Plena, Prima Foods, Ramax, Rio Maria, RXM, Supremo e Zanchetta.

O grupo representa a diversidade e a força da indústria exportadora brasileira, consolidando o país como um dos principais fornecedores de carne bovina do mundo.

Negócios da edição anterior superaram meio bilhão de dólares

Na Gulfood 2025, o projeto Brazilian Beef movimentou US$ 54 milhões em negócios imediatos e gerou expectativas de US$ 574 milhões em contratos ao longo dos 12 meses seguintes. O desempenho reforçou o papel estratégico da feira como plataforma de negócios e de fortalecimento das relações comerciais internacionais.

Evento fortalece presença do Brasil no Oriente Médio e em novos mercados

Segundo o presidente da Abiec, Roberto Perosa, a Gulfood é uma das principais vitrines internacionais para a carne bovina brasileira.

“Há duas décadas participamos desta feira, que já soma mais de 30 anos de história. Nossa presença reafirma o compromisso do Brasil com a oferta de um produto de alta qualidade, sustentável e alinhado aos mais rigorosos padrões internacionais, incluindo os requisitos halal”, afirmou.

Perosa destacou ainda o papel estratégico da parceria com a ApexBrasil, essencial para fortalecer a imagem da proteína bovina brasileira no exterior e para promover o diálogo sobre tendências globais e oportunidades comerciais.

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Mercado halal ganha protagonismo nas exportações brasileiras

Atualmente, o mercado halal — que segue as normas islâmicas de abate e consumo — responde por cerca de 20% das exportações brasileiras de carne bovina. A forte presença do Brasil na Gulfood reforça a importância desse segmento e a capacidade do país em atender demandas culturais e religiosas específicas, mantendo padrões elevados de sustentabilidade e segurança alimentar.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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