AGRONEGOCIOS
Café arábica recua com força em Nova York, pressionado por tarifas dos EUA e aumento nas exportações globais
AGRONEGOCIOS
Queda acentuada nas cotações do café em Nova York
A Bolsa de Nova York (ICE Futures US) registrou forte baixa nos preços do café arábica nesta sexta-feira (1), encerrando o pregão com os valores mais baixos das últimas três semanas. A sessão foi marcada por alta volatilidade e seguiu a tendência negativa observada em Londres para o café robusta e no mercado de petróleo.
Incertezas sobre tarifa dos EUA pressionam mercado
As atenções do setor seguem voltadas para a tarifa de 50% anunciada pelo governo dos Estados Unidos sobre as importações de café brasileiro, com vigência prevista para 6 de agosto. No entanto, ainda há expectativas quanto à possibilidade de o produto entrar na lista de exceções antes da aplicação da medida.
Essa incerteza impactou o mercado negativamente, com os traders antecipando a manutenção do fluxo normal de embarques do Brasil para os EUA — cenário que ajudou a pressionar ainda mais as cotações nesta sessão.
Exportações globais crescem e ampliam pressão de baixa
Outro fator que reforçou o movimento de baixa foi o crescimento das exportações globais de café, segundo dados divulgados pela Organização Internacional do Café (OIC). Em junho, foram exportadas 11,69 milhões de sacas de 60 kg, um aumento de 7,3% em comparação com as 10,89 milhões registradas no mesmo mês de 2024.
Apesar da alta mensal, os números acumulados da safra 2024/25 (de outubro a junho) mostraram uma queda de 0,2%, somando 104,14 milhões de sacas, contra 104,33 milhões no mesmo período da temporada anterior (2023/24).
Destaques por tipo de café exportado
Nos últimos 12 meses (julho de 2024 a junho de 2025), as exportações de café arábica totalizaram 85,66 milhões de sacas, alta de 4,5% frente aos 82 milhões exportados no período anterior. Já os embarques de robusta atingiram 53 milhões de sacas, contra 52,1 milhões, o que representa um crescimento de 1,7%.
Fechamento dos contratos futuros em Nova York
- Os principais contratos futuros do arábica na ICE fecharam em forte queda:
- Setembro/2025: 284,20 centavos de dólar por libra-peso (queda de 11,60 centavos ou -3,9%)
- Dezembro/2025: 277,55 centavos de dólar por libra-peso (baixa de 11,15 centavos ou -3,9%)
No acumulado da semana, o contrato com vencimento em setembro registrou queda de 4,5%, refletindo a combinação de fatores técnicos e fundamentos globais que continuam impactando negativamente o mercado do café.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGOCIOS
Brasil registra alta de 7,1% nas exportações no 1º trimestre e agronegócio lidera resultado histórico
O Brasil iniciou 2026 com forte desempenho no comércio exterior. No primeiro trimestre, as exportações somaram US$ 82,3 bilhões, alta de 7,1% em relação ao mesmo período de 2025. As importações totalizaram US$ 68,2 bilhões, resultando em um superávit de US$ 14,2 bilhões, o terceiro maior da série histórica para o período, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC).
Em março, o ritmo foi ainda mais intenso. As exportações cresceram 10% na comparação anual, alcançando US$ 31,6 bilhões, enquanto as importações avançaram 20,1%, chegando a US$ 25,2 bilhões. A corrente de comércio atingiu US$ 56,8 bilhões, com expansão de 14,3%.
Agronegócio lidera exportações e alcança maior resultado da história
O principal destaque do trimestre foi o agronegócio, que registrou US$ 38,1 bilhões em exportações, o maior valor já apurado para os meses de janeiro a março.
A soja em grãos liderou os embarques, com 23,47 milhões de toneladas, volume 5,9% superior ao registrado no mesmo período de 2025.
A China manteve a liderança como principal destino dos produtos do agro brasileiro, respondendo por quase 30% das exportações do setor, com US$ 11,3 bilhões.
Diversificação de mercados fortalece exportações brasileiras
Além da China, outros mercados ganharam relevância no período. As exportações para a Índia cresceram 47,1%, enquanto Filipinas registraram alta de 68,3% e o México avançou 21,7%.
A ampliação dos destinos comerciais é vista como um fator positivo para a resiliência da pauta exportadora brasileira, especialmente diante das incertezas no cenário global.
Indústria extrativa e de transformação também contribuem para o crescimento
A indústria extrativa, que inclui petróleo e minérios, apresentou crescimento de 22,6% no trimestre, sendo um dos principais motores da expansão das exportações em termos nominais.
Já a indústria de transformação registrou avanço de 2,8%, contribuindo de forma complementar para o resultado geral do comércio exterior.
Exportações para os Estados Unidos caem com impacto de tarifas
Em contraste com o desempenho geral positivo, as exportações brasileiras para os Estados Unidos recuaram 18,7% no primeiro trimestre, totalizando US$ 7,78 bilhões. A corrente de comércio bilateral também caiu 14,8%.
O resultado reflete os impactos de sobretaxas impostas ao longo de 2025. Apesar de uma decisão da Suprema Corte dos EUA, em fevereiro, ter invalidado parte das tarifas mais elevadas, os efeitos sobre o fluxo comercial ainda persistem.
Uma nova ordem executiva publicada em fevereiro de 2026 isentou cerca de 46% das exportações brasileiras dessas sobretaxas. No entanto, aproximadamente 29% ainda permanecem sujeitas às tarifas da Seção 232, que incidem sobre produtos como aço e alumínio.
Projeção indica novo recorde nas exportações brasileiras em 2026
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) projeta que o Brasil encerre 2026 com exportações de US$ 364,2 bilhões, o que representaria um novo recorde e crescimento de 4,6% em relação a 2025.
As importações devem atingir US$ 292,1 bilhões, com alta de 4,2%, resultando em um superávit estimado de US$ 72,1 bilhões no ano.
Cenário global exige estratégia e gestão de riscos no comércio exterior
Apesar dos números positivos, o cenário internacional segue desafiador. Fatores como volatilidade cambial, incertezas nas cadeias globais de suprimento e os impactos ainda presentes das tarifas americanas exigem atenção das empresas.
Segundo especialistas, a gestão eficiente do câmbio e dos riscos associados ao comércio internacional passa a ser um diferencial estratégico.
“Para as empresas que operam no comércio exterior, a questão não é mais se haverá volatilidade, mas como se preparar para ela”, avalia Murilo Freymuller, Head Comercial Corporate do banco Moneycorp.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
-
AGRONEGOCIOS3 anos atrás
Agrônomo mineiro recebe a Comenda do Mérito Agronômico, a mais alta distinção da categoria
-
MATO GROSSO3 anos atrás
A Palavra Aberta
-
MATO GROSSO3 anos atrás
Mar… ia
-
MATO GROSSO3 anos atrás
A solidão humana
-
Gourmet2 anos atrás
Molho Bolonhesa
-
Gourmet2 anos atrás
Brigadeiro
-
Gourmet2 anos atrás
Picolé detox
-
Gourmet2 anos atrás
Molho rosé

