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Café da Serra de Apucarana conquista Indicação Geográfica e fortalece cafeicultura paranaense

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O Café da Serra de Apucarana recebeu nesta terça-feira (27) sua Indicação Geográfica (IG), a 24ª do Paraná e a segunda concedida pelo INPI em 2026. A certificação abrange os municípios de Apucarana, Arapongas e Cambira.

Trata-se da terceira do Estado na modalidade Denominação de Origem (DO), que reconhece produtos cujas características resultam diretamente do meio geográfico, incluindo fatores naturais, como solo e clima, e humanos, como técnicas de cultivo e processamento.

As outras duas DO paranaenses são o mel de Ortigueira e o café de Mandaguari.

Impacto econômico e regional da certificação

O reconhecimento da IG traz valorização da cultura local e aumento da competitividade. O selo beneficiará 250 produtores de Apucarana, 50 de Cambira e 1 de Arapongas, gerando maior rentabilidade e consolidando a imagem do Paraná como referência em cafés especiais.

Para o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Marcio Nunes, a certificação é resultado do esforço conjunto entre produtores e técnicos, unindo saberes tradicionais e práticas modernas. “É essa combinação que gera um café especial, sustentável e com identidade própria, capaz de conquistar mercados nacionais e internacionais”, destacou.

O prefeito de Apucarana, Rodolfo Mota, reforçou que a certificação representa maior renda para os produtores e crescimento econômico para o município, lembrando que a cidade é a quinta maior produtora de café do Paraná, com 1.200 hectares cultivados e produção anual de 2,3 mil toneladas, movimentando R$ 215 milhões por ano.

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Apoio institucional viabilizou a conquista

A concessão da IG foi realizada pelo INPI, com subsídio do programa Sebraetec (Sebrae/PR), recursos da Prefeitura de Apucarana e apoio do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-PR).

O presidente da Associação dos Cafeicultores de Apucarana (Acap), Carlos César Bovo, destacou que o selo reconhece a singularidade do café da região, produzido em condições geográficas e climáticas únicas.

O consultor do Sebrae/PR, Tiago Correia da Cunha, reforçou que a IG dá vantagem competitiva no mercado nacional e internacional, valorizando a origem e fortalecendo o desenvolvimento econômico local.

Características do Café da Serra de Apucarana

O café é cultivado no Norte do Paraná e se destaca pela qualidade dos grãos da variedade arábica, com métodos de colheita seletiva e secagem controlada.

Entre os fatores que conferem sabor e aroma únicos, estão:

  • Clima ameno e regime de chuvas equilibrado;
  • Topografia elevada (mais de 700 m acima do nível do mar), que promove maturação lenta;
  • Solo com presença de ácido fosfórico, favorecendo complexidade de sabor;
  • Práticas de manejo e colheita criteriosas, combinando tradição e tecnologia.
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O café apresenta acidez equilibrada, notas frutadas (frutas amarelas e vermelhas) e predominância de melaço, garantindo perfil sensorial diferenciado e alto valor agregado.

Paraná consolida liderança em produtos com Indicação Geográfica

Com o selo do Café da Serra de Apucarana, o Paraná possui agora 24 produtos com IG, sendo 21 na modalidade Indicação de Procedência (IP) e três na Denominação de Origem (DO).

Em 2026, o Estado já teve reconhecidas as Tortas de Carambeí e o próprio Café da Serra de Apucarana. No ano passado, receberam IG produtos como: ostras do Cabaraquara, café de Mandaguari, ponkan de Cerro Azul, queijos coloniais de Witmarsum, vinhos de Bituruna, mel de Ortigueira e morango do Norte Pioneiro, entre outros.

O Paraná também aguarda análise de oito novos pedidos, incluindo: acerola de Pérola, mel de Prudentópolis, caprinos e ovinos da Cantuquiriguaçu, ginseng de Querência do Norte, pão no bafo de Palmeira, cervejas artesanais de Guarapuava, mel de Capanema e couro de peixe de Pontal do Paraná.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil

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A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.

De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.

Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado

Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.

Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.

Indústria compra apenas para reposição imediata

Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.

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Exportações perdem competitividade com queda do dólar

No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.

Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.

Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques

Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.

Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.

Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado

O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.

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Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.

Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025

No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.

Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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