AGRONEGOCIOS
Câmara aprova urgência para projeto de anistia ligado a ex-presidente Bolsonaro
AGRONEGOCIOS
A Câmara dos Deputados aprovou, na noite de quarta-feira (17), um requerimento que confere regime de urgência ao chamado projeto da anistia, iniciativa defendida pela oposição que pode beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado por crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado. O requerimento foi aprovado por 311 votos a 163, segundo a Agência Câmara de Notícias.
Urgência aprovada após pressão da oposição e do Centrão
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou a votação do requerimento de urgência ainda na quarta-feira, após reunião com líderes de bancada. A medida permite que o projeto tramite de forma mais rápida, agilizando a análise em plenário.
“Vamos hoje pautar a urgência de um projeto de lei do deputado Marcelo Crivella para discutir o tema”, disse Motta em postagem no X. Ele destacou ainda que há visões e interesses divergentes na Casa sobre os acontecimentos de 8 de janeiro de 2023, mas que cabe ao plenário decidir de forma soberana.
Conteúdo do projeto da anistia
O projeto original prevê a concessão de anistia aos participantes de manifestações de motivação política ocorridas entre 30 de outubro de 2022 e a data de entrada em vigor da lei, além de outras disposições.
O texto ainda pode ser alterado durante a tramitação, seja por iniciativa do relator — que ainda será escolhido — ou por meio de emendas apresentadas durante as votações.
Contexto judicial: condenação de Bolsonaro
Na semana passada, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou Jair Bolsonaro por cinco crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado após a eleição de 2022, determinando uma pena de 27 anos e 3 meses de prisão, inicialmente em regime fechado.
O ex-presidente já cumpre prisão domiciliar por descumprimento de medidas cautelares. As decisões judiciais investigam ainda a atuação de Bolsonaro e de seu filho Eduardo Bolsonaro (PL-SP), deputado federal, junto a autoridades dos Estados Unidos, na tentativa de interferir em processos do STF, inclusive por meio da imposição de tarifas comerciais sobre produtos brasileiros.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGOCIOS
Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil
A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.
De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.
Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado
Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.
Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.
Indústria compra apenas para reposição imediata
Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.
Exportações perdem competitividade com queda do dólar
No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.
Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.
Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques
Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.
Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.
Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado
O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.
Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.
Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025
No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.
Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
-
AGRONEGOCIOS3 anos atrás
Agrônomo mineiro recebe a Comenda do Mérito Agronômico, a mais alta distinção da categoria
-
MATO GROSSO3 anos atrás
A Palavra Aberta
-
MATO GROSSO3 anos atrás
Mar… ia
-
MATO GROSSO3 anos atrás
A solidão humana
-
Gourmet2 anos atrás
Molho Bolonhesa
-
Gourmet2 anos atrás
Brigadeiro
-
Gourmet2 anos atrás
Picolé detox
-
Gourmet2 anos atrás
Molho rosé

