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CNA apoia cronograma do governo para rastreabilidade de bovinos e búfalos e destaca avanço para o setor pecuário

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CNA aprova calendário proposto pelo governo

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) considerou positivo o cronograma de implementação do Programa Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos (PNIB), divulgado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Segundo a entidade, o calendário leva em conta a realidade do campo e respeita o tempo necessário para que produtores e demais agentes do setor se adaptem técnica e operacionalmente.

Publicação oficial

As diretrizes do programa estão descritas na Portaria SDA/Mapa nº 1.331/2025, publicada na quarta-feira (23). A medida é considerada um avanço importante para a consolidação da rastreabilidade individual de bovinos e búfalos em todo o território nacional.

Participação ativa da CNA nas discussões

A CNA participou ativamente das discussões sobre o tema, representando as demandas dos produtores por meio da Comissão Nacional de Bovinocultura de Corte e com a colaboração das federações estaduais de agricultura e pecuária. A entidade avalia que as etapas divulgadas no cronograma estão alinhadas com o que foi defendido durante as reuniões do Grupo Técnico de Discussão de Rastreabilidade.

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Compromisso com modernização e transparência

Segundo a CNA, a portaria reforça o compromisso do setor com a modernização da defesa agropecuária, a transparência nas cadeias produtivas e o fortalecimento da sanidade animal no Brasil.

Etapas de implementação da rastreabilidade animal

A Portaria estabelece um cronograma em quatro fases para a implementação do PNIB:

  • Etapa 1 – Desenvolvimento do sistema federal
    • Teve início em 1º de julho de 2025 e contempla a criação e operacionalização do sistema informatizado federal e da Base Central de Dados, responsáveis pela gestão e consulta das informações em tempo real.
  • Etapa 2 – Adequação dos estados ao sistema nacional
    • Com prazo até 31 de dezembro de 2026, os Órgãos Executores de Sanidade Agropecuária (OESAs) deverão adequar seus sistemas aos parâmetros do PNIB, assegurando a integração com a base nacional.
  • Etapa 3 – Adesão voluntária e fase de transição
    • Prevista para ocorrer de janeiro de 2027 a dezembro de 2029, essa etapa será marcada pela adesão voluntária. Serão identificados individualmente os animais envolvidos em manejos sanitários, como vacinação contra brucelose, além daqueles incluídos em protocolos privados reconhecidos pelo Mapa. Durante o período, ainda será permitida a movimentação de animais não identificados.
  • Etapa 4 – Expansão para todo o rebanho nacional
    • Entre 2030 e 2032, a identificação será gradualmente estendida a todo o rebanho. A partir de 1º de janeiro de 2033, todos os bovinos e búfalos deverão estar identificados e registrados no sistema. A movimentação de animais que não cumprirem o padrão será proibida.
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Antecipação facultativa pelos estados

Segundo a portaria, os estados poderão antecipar as etapas, desde que as fases 1 e 2 já estejam devidamente implementadas.

Atuação da CNA no Conselho Gestor

A CNA integra o Conselho Gestor de Rastreabilidade do PNIB e tem participação ativa nas decisões sobre a implantação do programa. Além disso, a entidade atua diretamente na orientação ao produtor rural.

Rastreabilidade como estratégia de mercado

A Confederação vê a rastreabilidade como uma ferramenta estratégica para ampliar o acesso a mercados internacionais e valorizar a produção pecuária nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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