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COFCO exportará 100 mil toneladas de soja sustentável para a Ásia até 2025 e reforça compromisso com cadeias livres de desmatamento
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A COFCO International, uma das principais multinacionais do agronegócio, anunciou que exportará 100 mil toneladas de soja sustentável certificada para a Ásia até o fim de 2025. Somente neste ano, esse volume já começou a ser movimentado com dois carregamentos enviados no mês de julho.
O primeiro embarque, com 21 mil toneladas, foi destinado às fazendas de laticínios Mengniu, na China, e integra o acordo de 1,5 milhão de toneladas firmado no início de 2024. Já o segundo carregamento, com 11 mil toneladas, seguiu para a Thanakorn Vegetable Oil Products Co., Ltd., empresa líder na produção de óleo vegetal e ração animal na Tailândia.
Origem e certificação da soja brasileira
Toda a soja exportada foi originada no interior do estado de São Paulo e certificada pelo programa COFCO Standard, no Módulo 2. Este módulo garante que os grãos estejam livres de desmatamento e conversão (DCF) desde 31 de dezembro de 2020. A verificação é feita por meio de auditorias nas fazendas, com base em 54 critérios socioambientais, que incluem desde práticas éticas de trabalho até manejo sustentável da água e conservação da biodiversidade.
A certificação utiliza o modelo de cadeia de custódia de balanço de massa, que permite maior eficiência operacional e menor custo. A soja brasileira e argentina já vem sendo fornecida com essa certificação para diversos mercados internacionais.
Reconhecimento internacional e incentivo aos produtores
A certificação COFCO Standard segue as diretrizes da FEFAC (Federação Europeia de Fabricantes de Ração) e tem o endosso da Coalizão de Ação Florestal Positiva, ligada ao Consumer Goods Forum (CGF).
Além disso, o programa foi recentemente incluído no Programa de Boas Práticas Agrícolas do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA). Com isso, os produtores que aderem ao programa podem solicitar incentivos financeiros, como a redução de juros em financiamentos do Plano Safra.
Compromisso ambiental até 2025
A construção de cadeias de suprimento livres de desmatamento e conversão é um dos pilares da política de sustentabilidade da COFCO International. A empresa está comprometida em garantir cadeias de soja e milho livres de desmatamento globalmente e livres de conversão na América do Sul até o final de 2025. Esse compromisso está alinhado às metas climáticas da companhia, validadas pela Science Based Targets initiative (SBTi).
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos
Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.
Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.
No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.
Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.
O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.
No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.
Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.
Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.
Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.
A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.
O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.
Fonte: Pensar Agro
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