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Congresso Internacional de Girolando destacará ganhos de produtores com uso de touros da raça
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Os pecuaristas brasileiros têm investido cada vez mais na genética Girolando para aprimorar a produção de leite. Segundo levantamento das vendas de sêmen no primeiro semestre de 2025, o uso de doses da raça cresceu 12% em relação ao mesmo período de 2024, superando o desempenho de todo o ano anterior, que havia registrado alta de 9%.
Evento reunirá produtores e especialistas em Uberlândia
Os resultados e avanços no uso de reprodutores Girolando serão tema central do 3º Congresso Internacional de Girolando, que acontecerá entre os dias 12 e 14 de novembro, no Center Convention, em Uberlândia (MG). O encontro deve reunir participantes de diferentes países da América Latina.
O coordenador técnico do Programa de Melhoramento Genético de Girolando (PMGG), Edivaldo Ferreira Júnior, será um dos palestrantes. Ele apresentará os avanços genéticos da raça, as tecnologias utilizadas para identificar touros de alto valor e os investimentos realizados pelo Fundo de Investimento do PMGG para ampliar o uso de reprodutores. Sua palestra está marcada para 13 de novembro, às 11h.
Produtores apresentarão experiências em três estados
Além de palestras técnicas, o congresso contará com relatos práticos de produtores que têm obtido ganhos expressivos com a genética Girolando.
- São Paulo – No dia 13, às 14h30, o criador Carlos Alberto Luiz de Almeida, da Fazenda Bacuri, em Orindiúva (SP), mostrará os resultados alcançados em sua propriedade.
- Minas Gerais – No dia 14, às 9h15, o produtor Leonardo de Lima Avelar, da Fazenda Campo Alegre, em Patos de Minas, apresentará os avanços genéticos de seu rebanho.
- Goiás – Ainda no dia 14, às 14h45, o criador José Renato Chiari, da Fazenda São Caetano, em Morrinhos (GO), falará sobre como o investimento em touros de genética superior tem garantido maior rentabilidade ao seu negócio.
Programação inclui temas de inovação e sustentabilidade
A programação do congresso está organizada em dois grandes painéis: “Inovações tecnológicas para a moderna pecuária leiteira” e “Avanços em genômica e melhoramento animal”.
Entre os assuntos em destaque estão:
- edição gênica;
- seleção genômica para eficiência alimentar e sustentabilidade;
- avaliação multirracial;
- bem-estar animal;
- inteligência artificial aplicada ao setor;
- gestão financeira;
- desafios da produção leiteira para o mercado global;
- sucessão familiar;
- estratégias rumo à neutralidade de carbono.
Inscrições abertas
Os interessados já podem se inscrever pelo site oficial do evento (congresso.girolando.com.br), onde também está disponível a programação completa.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos
Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.
Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.
No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.
Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.
O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.
No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.
Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.
Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.
Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.
A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.
O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.
Fonte: Pensar Agro
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