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Demanda alta destrava preços e dá novo fôlego ao mercado de suínos
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Levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) mostram que o mercado de suínos voltou a ganhar ritmo depois de quase seis semanas andando de lado. O tradicional aumento de consumo no começo do mês ajudou a impulsionar as negociações tanto para o animal vivo quanto para a carne no atacado.
No Paraná, o indicador Cepea/Esalq registrou o suíno vivo próximo de R$ 8,41 o quilo, movimento que marca uma mudança de cenário após um período de estabilidade. Em Santa Catarina, principal polo produtor do País, a referência ficou em torno de R$ 8,26. No atacado da Grande São Paulo, a carcaça especial subiu e se aproximou de R$ 12,66 o quilo, refletindo maior procura do varejo na virada do mês.
O cenário interno ganhou força também porque a oferta não está tão folgada. Durante outubro, muitos produtores ajustaram o ritmo de abates, já que as margens estavam apertadas e a saída da carne não era das melhores. Com a retomada do consumo agora em novembro, essa oferta mais enxuta ajudou a sustentar os preços.
No comércio exterior, o desempenho continua sendo um dos pontos mais fortes do ano. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que, em outubro, o Brasil embarcou 142,7 mil toneladas de carne suína — a segunda maior quantidade da série histórica, ficando atrás apenas do recorde registrado em setembro. As vendas para México e Japão continuaram firmes e foram essenciais para manter o ritmo.
De janeiro a outubro, o País já exportou mais de 1,25 milhão de toneladas, um crescimento de cerca de 13% frente ao mesmo período do ano passado e o melhor resultado já registrado para os dez primeiros meses de um ano. Esse fluxo constante tem ajudado a aliviar a pressão sobre o mercado interno, garantindo escoamento mesmo quando o consumo doméstico perde força.
Para o produtor, o avanço recente não resolve todos os desafios, mas melhora o humor do setor. O conjunto formado por demanda mais forte, oferta ajustada e exportações em patamar histórico cria um ambiente um pouco mais favorável. Agora, o mercado volta suas atenções para o comportamento do consumo nas próximas semanas e para a tradicional disputa de preços que marca o fim de ano.
Fonte: Pensar Agro
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Brasil debate futuro dos subsídios à pesca após acordo da OMC
O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) realizou, nesta sexta-feira (18), o segundo dia do Workshop Nacional “Projeto de Diagnóstico de Conformidade do Brasil com o Acordo sobre Subsídios à Pesca da Organização Mundial do Comércio (OMC)”, em Brasília. A programação avançou na discussão sobre os próximos passos para a implementação do acordo no Brasil, com a participação de representantes da comunidade científica, organizações não governamentais, sociedade civil e do setor pesqueiro.
Durante a manhã, a plenária “Perspectivas futuras e oportunidades sob o foco da pesquisa” reuniu diferentes visões sobre os desafios e as oportunidades que se apresentam ao país após a entrada em vigor e a implementação do Acordo sobre Subsídios à Pesca. A sessão buscou identificar lacunas de conhecimento, oportunidades de cooperação e elementos essenciais para a estruturação de projetos e iniciativas futuras.
Participaram das exposições Martin Dias, da Oceana; Luana Sega, da Global Fishing Watch; Eduardo Tavares, da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA); e Natali Piccolo, da Conservação Internacional Brasil. Os especialistas apresentaram perspectivas sobre a produção e o uso de informações científicas, o acompanhamento da atividade pesqueira e a importância da integração entre instituições para apoiar a implementação das novas regras internacionais.
Após as apresentações, o workshop abriu espaço para a escuta do setor pesqueiro e para o diálogo sobre as principais lacunas e oportunidades identificadas. O momento permitiu aproximar as diferentes perspectivas envolvidas no processo e reunir contribuições para orientar as próximas etapas do projeto.
O encontro é promovido pelo MPA em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas (INPO) e integra o trabalho de diagnóstico da conformidade do Brasil com o Acordo sobre Subsídios à Pesca da OMC. A iniciativa busca contribuir para a compreensão das políticas de apoio ao setor e para o fortalecimento das bases técnicas e científicas necessárias à implementação do acordo no país.
No primeiro dia do workshop, foram apresentados o Acordo de Subsídios da OMC e o projeto Fish Fund, além de resultados preliminares da matriz de subsídios e de avaliações de estoques pesqueiros. Também foi apresentada a proposta de criação do Programa Permanente de Avaliação de Estoques Pesqueiros (PROESTOQUES), voltada ao fortalecimento da produção e sistematização de informações científicas para subsidiar a gestão pesqueira.
Élen Gorski
Ministério da Pesca e Aquicultura
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