CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

AGRONEGOCIOS

Dólar recua a R$ 5,45 com foco em indicadores econômicos e tensões entre Congresso e governo

Publicados

AGRONEGOCIOS

Dólar recua nesta sexta-feira com atenção voltada para dados econômicos

O dólar opera em queda nesta sexta-feira (27), refletindo a atenção do mercado a uma série de indicadores econômicos no Brasil e nos Estados Unidos. Por volta das 9h50, a moeda norte-americana era cotada a R$ 5,4628, com recuo de 0,65%. Na mínima do dia, chegou a R$ 5,4598. Na véspera, a divisa já havia caído 0,99%, encerrando o dia a R$ 5,4985.

Enquanto isso, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, ainda não havia iniciado os pregões, com abertura prevista para às 10h. Na quinta-feira, o índice subiu 0,99%, alcançando 137.114 pontos.

Indicadores no radar: IGP-M, desemprego e inflação nos EUA

O mercado opera em compasso de espera diante de divulgações relevantes. No Brasil, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) publicou os novos dados da Pnad Contínua, que mede a taxa de desemprego no país, além do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M). Já nos EUA, os olhos estão voltados para o núcleo do índice de preços de gastos com consumo (PCE), principal termômetro de inflação utilizado pelo Federal Reserve (Fed).

Leia Também:  Pedidos de Recuperação Judicial no agro crescem quase 32% no segundo trimestre de 2025, aponta Serasa Experian
Impactos da derrubada do IOF no Congresso

Outro fator que movimenta os mercados é a decisão do Congresso Nacional de derrubar o decreto que aumentava a alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). A medida, proposta pelo governo, enfrentou forte resistência no Legislativo e acabou sendo rejeitada com ampla maioria nas duas casas.

A Câmara aprovou a derrubada por 383 votos a 98, e o Senado confirmou a decisão poucas horas depois. Segundo a equipe econômica, a medida deve resultar em uma perda de arrecadação de cerca de R$ 10 bilhões ainda em 2025. O mercado agora espera a resposta do governo, que pode incluir novos bloqueios e contingenciamentos no Orçamento.

De acordo com o blog de Gerson Camarotti, analistas políticos avaliam que a articulação entre o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), foi decisiva para a derrota do Planalto. A parceria dos dois líderes legislativos deve ganhar força em futuras negociações com o Executivo e o Supremo Tribunal Federal.

Guerra comercial e tensão no Federal Reserve

No cenário internacional, o fim do prazo de suspensão do “tarifaço” promovido por Donald Trump volta a preocupar o mercado. Com poucos acordos comerciais firmados até o momento, cresce o temor de uma escalada na guerra comercial, o que pode impactar diretamente a inflação e o consumo global.

Leia Também:  Agro brasileiro bate recorde de exportações em julho e registra superávit de US$ 14 bilhões

O presidente do Fed, Jerome Powell, sinalizou cautela em relação aos efeitos da retomada das tarifas. Em depoimento ao Congresso norte-americano, Powell afirmou que os aumentos tarifários “provavelmente elevarão os preços e pesarão sobre a atividade econômica”. Ele reiterou essa posição também durante audiência no Senado.

As declarações de Powell têm sido alvo de críticas por parte de Donald Trump, que chegou a chamá-lo de “burro” e “teimoso” nas redes sociais. Segundo o The Wall Street Journal, o ex-presidente dos EUA estuda até mesmo substituir o comando do banco central antes do fim do mandato de Powell, o que levanta preocupações sobre a autonomia da instituição.

Balanço da semana e do ano

Veja o desempenho acumulado do dólar e da Bolsa de Valores:

  • Dólar:
    • Semana: -0,48%
    • Mês: -3,84%
    • Ano: -11,02%
  • Ibovespa:
    • Semana: 0,00%
    • Mês: +0,06%
    • Ano: +13,99%

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGOCIOS

Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil

Publicados

em

A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.

De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.

Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado

Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.

Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.

Indústria compra apenas para reposição imediata

Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.

Leia Também:  Mato Grosso registra exportação de 145 mil toneladas de carne bovina no primeiro trimestre de 2025
Exportações perdem competitividade com queda do dólar

No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.

Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.

Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques

Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.

Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.

Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado

O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.

Leia Também:  CAFÉ/CEPEA: Preço do arábica abre o mês em forte queda

Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.

Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025

No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.

Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA