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Dólar sobe com tensão entre Israel e Irã; petróleo dispara e bolsas caem no mundo
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Dólar abre em alta após ataques de Israel ao Irã
Na quinta-feira (12), o dólar fechou em alta de 0,07%, cotado a R$ 5,5421, enquanto a bolsa brasileira encerrou com ganho de 0,49%, aos 137.800 pontos. Nesta sexta-feira (13), às 9h01, a moeda americana opera em alta de 0,48%, valendo R$ 5,5688. O Ibovespa ainda não começou a operar e deve iniciar os negócios após as 10h.
Conflito Israel x Irã impacta os mercados globais
Os recentes ataques em larga escala realizados por Israel contra o Irã geraram um forte sentimento de aversão ao risco no mercado internacional. Investidores buscaram ativos considerados seguros, como o dólar e o ouro, refletindo o aumento da incerteza.
A madrugada de sexta-feira (13) no Brasil foi marcada pelo bombardeio israelense a infraestruturas nucleares iranianas. O ataque resultou na morte de líderes militares iranianos, como Hossein Salami, chefe da Guarda Revolucionária, e Mohammad Bagheri, chefe das Forças Armadas, além de dois cientistas nucleares. Teerã prometeu responder ao ataque.
Reações e escalada do conflito
Israel afirmou que o Irã lançou mais de 100 drones contra seu território. A população israelense foi orientada a permanecer próxima a abrigos e evitar locais abertos. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pressionou o Irã para um acordo nuclear imediato, alertando para possíveis consequências graves.
Bolsas mundiais sofrem perdas e ouro sobe
Os mercados de ações globais caíram significativamente após os ataques. Na Europa, o índice Euro Stoxx 50, que reúne as principais empresas da zona do euro, recuou 1,30% pela manhã, atingindo o menor nível em três semanas e se encaminhando para a quinta sessão consecutiva de queda — a maior sequência desde setembro de 2024.
Frank Oland, estrategista-chefe do Danske Bank, comentou que “não está claro se o conflito se tornará uma guerra regional maior, mas, caso não, o foco dos mercados europeus logo deve se deslocar para outros assuntos”.
O ouro, tradicional ativo de proteção em tempos de crise, subiu 1%, cotado a US$ 1.416 a onça, aproximando-se do recorde histórico de US$ 1.500,05 registrado em abril.
Preços do petróleo disparam com receios no Estreito de Ormuz
Os preços do petróleo subiram mais de 8% na manhã desta sexta-feira, alcançando máximas não vistas há vários meses. A alta reflete o temor de que os ataques iranianos possam afetar o Estreito de Ormuz — passagem crucial por onde circula cerca de um quinto do consumo mundial de petróleo.
Apesar da tensão, até o momento o estreito e o fluxo de petróleo na região não sofreram interrupções. Contudo, analistas do JPMorgan alertam que, no pior cenário, o fechamento do estreito ou retaliações dos principais produtores da região poderiam elevar os preços do barril para a faixa de US$ 120 a US$ 130, quase o dobro das projeções atuais.
Indicadores do mercado brasileiro
- Dólar
- Semana: -0,49%
- Mês: -3,08%
- Ano: -10,32%
- Ibovespa
- Semana: +1,25%
- Mês: +0,56%
- Ano: +14,56%
Este cenário destaca a volatilidade dos mercados diante da escalada das tensões no Oriente Médio e reforça a importância do monitoramento constante dos impactos no cenário econômico global.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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MPA participa da 3ª Cúpula da Pesca de Pequena Escala em Roma
O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) participou, neste domingo (6), da 3ª Cúpula da Pesca Artesanal (SSF Summit 2026), realizada na sede da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em Roma, Itália. O encontro reuniu governos, organizações de pescadores e pescadoras, sociedade civil e organismos internacionais para discutir a implementação das Diretrizes Voluntárias para a Sustentabilidade da Pesca em Pequena Escala.
O ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, participou da mesa de alto nível ao lado do diretor-geral da FAO, Qu Dongyu, e de ministros de outros países. Em sua intervenção, destacou que a sustentabilidade da pesca deve caminhar junto com a conservação dos recursos pesqueiros e a garantia de condições dignas de vida para as comunidades que vivem da atividade.
Edipo apresentou iniciativas brasileiras voltadas à pesca artesanal, incluindo o reconhecimento dos territórios pesqueiros tradicionais, políticas para mulheres e jovens, a integração entre conhecimentos científico e tradicional, a extensão pesqueira e a ampliação do acesso ao crédito. Também ressaltou a importância do pescado para a segurança alimentar e nutricional e o combate à fome.
“Não existe futuro para a pesca sem a conservação dos recursos pesqueiros, assim como não existe pesca sustentável sem garantir condições de vida dignas para as mulheres e os homens que vivem das águas. Incentivar o consumo de pescado é também uma estratégia de segurança alimentar e de combate à fome”, afirmou.
Plano Nacional da Pesca Artesanal
O diretor do Departamento de Territórios Pesqueiros e Ordenamento do MPA, Cristiano Quaresma, apresentou o Plano Nacional da Pesca Artesanal (PNPA) como principal instrumento brasileiro para transformar as Diretrizes-SSF em políticas públicas. Construído com a participação de pescadores e pescadoras de diferentes regiões do país, o Plano estabelece uma estratégia para os próximos dez anos e contempla temas como territórios tradicionais, gestão sustentável dos recursos pesqueiros, trabalho digno, igualdade de gênero, juventudes e mudanças climáticas.
“A nossa experiência demonstra que as Diretrizes tornam-se mais fortes quando transformamos participação em decisão, direitos em políticas públicas e pescadores e pescadoras em protagonistas de seu próprio futuro”, destacou Quaresma.
Reuniões bilaterais
Paralelamente à Cúpula da Pesca de Pequena Escala, a delegação realizou reuniões bilaterais com a Representação Permanente do Brasil e com a Direção de Pesca e Aquicultura da FAO. Entre os temas abordados, destacaram-se a reconstrução da estatística pesqueira marinha brasileira, projetos de cooperação internacional, mecanismos de financiamento e implementação do Acordo sobre Medidas do Estado do Porto (PSMA), voltado ao combate à pesca ilegal, não declarada e não regulamentada.
A participação brasileira reforça a estratégia do MPA de ampliar a cooperação internacional e fortalecer a presença do Brasil nos debates globais sobre pesca, aquicultura, segurança alimentar e sustentabilidade.
ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura
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