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Dor e inflamação em equinos impactam desempenho e exigem manejo estratégico no campo e no esporte
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A performance de equinos, سواء em atividades esportivas ou de trabalho, está diretamente ligada ao equilíbrio entre condicionamento físico, integridade musculoesquelética e eficiência na recuperação pós-esforço. Em cenários de alta exigência, a dor e a inflamação deixam de ser eventos isolados e passam a fazer parte da rotina fisiológica desses animais.
Nesse contexto, compreender os mecanismos inflamatórios e adotar estratégias adequadas de manejo se torna essencial para preservar o desempenho e a saúde dos cavalos ao longo do tempo.
Processos inflamatórios fazem parte da adaptação, mas exigem controle
Durante exercícios intensos, é comum que ocorram microlesões nas fibras musculares, sobrecarga de tendões e impacto repetitivo nas articulações. Esses estímulos ativam mediadores inflamatórios, como prostaglandinas e citocinas, que desencadeiam respostas como vasodilatação, aumento da permeabilidade vascular e maior sensibilidade nervosa.
Esses processos estão diretamente associados à dor, ao edema e à redução da amplitude de movimento.
Embora a inflamação seja fundamental para a reparação tecidual e adaptação ao esforço, sua persistência ou intensidade elevada pode comprometer o conforto do animal, alterar sua biomecânica e reduzir o rendimento.
Dor compromete desempenho de equinos atletas
Em equinos atletas, como os utilizados em provas de corrida, salto, laço e vaquejada, a exigência física é intensa e concentrada em grupos musculares específicos.
Movimentos bruscos, mudanças rápidas de direção e absorção de impacto aumentam a sobrecarga sobre músculos, tendões e articulações. Quando a dor não é devidamente controlada, o animal pode apresentar sinais como encurtamento de passada, resistência ao trabalho, perda de impulsão e alterações de postura.
Essas compensações elevam o risco de novas lesões, criando um ciclo contínuo de inflamação.
Segundo a médica-veterinária e coordenadora técnica de equinos da Ceva Saúde Animal, Camila Senna, a dor é resultado direto de processos inflamatórios desencadeados pelo esforço repetitivo.
“A dor não surge de forma isolada. Ela é consequência de um processo inflamatório que começa no nível celular. Sem manejo adequado, pode limitar o desempenho e prolongar o tempo de recuperação”, explica.
A especialista destaca ainda que a recuperação eficiente é um dos pilares da medicina esportiva equina moderna, sendo parte estratégica do treinamento e não apenas uma ação corretiva.
Equinos de lida também sofrem com inflamações cumulativas
Nos cavalos de trabalho, o cenário apresenta características diferentes. Ao invés de esforços concentrados, há uma carga física distribuída ao longo do dia, muitas vezes em terrenos irregulares e sob condições ambientais variadas.
Esse contexto favorece processos inflamatórios de caráter cumulativo, principalmente em músculos e articulações. Entre os sinais mais comuns estão edemas localizados, sensibilidade ao toque e rigidez no início das atividades.
Nesses casos, o manejo da dor é fundamental não apenas para manter a produtividade, mas também para garantir o bem-estar e a longevidade funcional do animal.
De acordo com Camila Senna, a identificação precoce de sinais é decisiva. Alterações comportamentais, resistência a movimentos habituais e rigidez após períodos de descanso podem indicar quadros inflamatórios em estágio inicial.
Controle da dor é essencial na recuperação
O controle da inflamação e da dor muscular é uma etapa central nos protocolos de recuperação de equinos. Entre as abordagens farmacológicas, destacam-se os anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs), que atuam inibindo enzimas responsáveis pela produção de prostaglandinas, substâncias diretamente ligadas ao processo inflamatório e à dor.
O diclofenaco, amplamente utilizado na medicina veterinária, reduz a resposta inflamatória ao bloquear essas enzimas, promovendo diminuição do edema, da dor e da inflamação local.
Quando utilizado em formulações tópicas, o princípio ativo atua diretamente na região aplicada, proporcionando efeito localizado e rápida absorção.
Soluções tópicas ganham espaço no manejo
As formulações em gel têm se destacado por facilitar a aplicação e promover distribuição uniforme, além de oferecer efeito refrescante imediato, contribuindo para o conforto do animal após o exercício.
Nesse cenário, o NGF-5+, da Ceva Saúde Animal, surge como uma alternativa desenvolvida para atuar diretamente no local da aplicação. Com alta concentração de diclofenaco dietilamônio, o produto busca proporcionar alívio rápido de dores musculares, inflamações e inchaços decorrentes do esforço físico.
No entanto, especialistas reforçam que o uso desses recursos deve estar inserido em uma estratégia mais ampla de manejo.
Manejo integrado garante desempenho e longevidade
A recuperação eficiente vai além do uso de medicamentos. Ela envolve planejamento de treinos, períodos adequados de descanso, acompanhamento veterinário regular e monitoramento constante da condição musculoesquelética dos animais.
“A performance sustentável depende da soma de diversos fatores. O manejo da dor e da inflamação é parte do cuidado contínuo que garante conforto, longevidade esportiva e bem-estar ao cavalo”, reforça a especialista.
Recuperação eficiente se torna diferencial competitivo
Em um cenário de alta exigência física, a recuperação deixa de ser apenas uma etapa complementar e passa a ser um fator determinante para o sucesso.
Para equinos atletas e de lida, o cuidado adequado transforma esforço em evolução, preservando ao longo do tempo aspectos fundamentais como saúde, desempenho e longevidade.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos
Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.
Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.
No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.
Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.
O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.
No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.
Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.
Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.
Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.
A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.
O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.
Fonte: Pensar Agro
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