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Emater Goiás e ABCZ promovem Caravana do Melhoramento Genético para fortalecer agricultura familiar

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Ação vai percorrer oito municípios de Goiás

De 4 a 8 de agosto, a Emater Goiás, em parceria com a Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), realiza a Caravana do Melhoramento Genético. O projeto tem como objetivo aproximar os pequenos produtores rurais das tecnologias de ponta para aprimorar o rebanho bovino, com ênfase no uso de animais com genética de qualidade.

O circuito passará por oito municípios: São Luís dos Montes Belos, Córrego do Ouro, Buriti de Goiás, Anicuns, Adelândia, Americano do Brasil, Mossâmedes e Sanclerlândia. A expectativa é atender cerca de 240 agricultores familiares, com uma média de 30 participantes em cada cidade.

Capacitação para desmistificar o melhoramento genético

A gestora dos programas de pecuária da Emater Goiás, a zootecnista Elieny Abreu, especialista em produção de ruminantes, destaca que a caravana é uma oportunidade para esclarecer dúvidas e capacitar os produtores no uso de práticas que aumentam a produtividade e a renda.

“Vamos mostrar de forma prática as vantagens do uso de animais puros de origem (PO), principalmente touros PO, em comparação ao método tradicional. Também orientaremos sobre o processo de aquisição de reprodutores, preços praticados e procedência dos animais”, explica Elieny.

Conexão entre rebanhos de elite e produtores comerciais

Além das palestras e orientações técnicas, a Caravana do Melhoramento Genético busca estabelecer uma ponte entre os rebanhos de elite e os rebanhos comerciais, para disseminar a genética de qualidade em toda a base produtiva do estado.

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Programa Pró-Genética amplia acesso à genética melhoradora

Segundo Elieny Abreu, o programa Pró-Genética visa facilitar o acesso a animais melhoradores para pequenos e médios produtores, promovendo a melhoria dos indicadores de produção e qualidade.

“A proposta é oferecer ao pequeno produtor condições reais para aumentar sua renda, por meio do uso de touros registrados e melhoradores que incentivam a produção sustentável”, afirma a zootecnista.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Livro do IDR aponta saída para dependência da soja no biodiesel

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A cadeia do biodiesel no Brasil entrou em uma fase de maturidade produtiva, com volumes próximos de 10 bilhões de litros por ano, mas ainda carrega um ponto de fragilidade: a forte dependência da soja como matéria-prima. Hoje, mais de 70% do biodiesel nacional tem origem no óleo da oleaginosa, o que torna o setor sensível a oscilações de safra, preços internacionais e custos de produção, um efeito que chega diretamente ao diesel consumido no campo.

Essa concentração limita a previsibilidade da cadeia e amplia o impacto de choques de mercado sobre o produtor rural. Em um cenário de margens pressionadas, a diversificação das fontes de óleo deixa de ser apenas uma alternativa agronômica e passa a ser uma necessidade econômica.

É nesse contexto que o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná – Iapar-Emater (IDR-Paraná) lançou, na última quinta-feira (16.04), uma publicação técnica voltada à ampliação do leque de oleaginosas no Estado. O trabalho intitulado Plantas oleaginosas para biodiesel no Paraná”, consolida anos de pesquisa aplicada e reúne orientações práticas para produção, manejo e aproveitamento de diferentes culturas, com foco direto na viabilidade no campo.

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O estudo que reúne contribuições de 38 pesquisadores, analisa dez espécies com potencial produtivo no Paraná, entre elas canola, girassol, gergelim e crambe, considerando fatores como adaptação climática, manejo, rendimento de óleo e inserção na cadeia produtiva. A proposta é clara: reduzir a dependência da soja e ampliar as alternativas ao produtor, respeitando as condições regionais.

No Estado, que produz cerca de 2,3 bilhões de litros de biodiesel por ano, o movimento de diversificação ainda é incipiente, mas começa a ganhar espaço. Culturas de inverno, como canola e girassol, aparecem como opções estratégicas, tanto pela geração de matéria-prima quanto pelos ganhos agronômicos, como rotação de culturas e melhoria da qualidade do solo.

A canola, por exemplo, já ocupa cerca de 8 mil hectares no Paraná, concentrados nas regiões Oeste e Sudoeste. Embora ainda distante da escala da soja, o avanço indica uma mudança gradual no sistema produtivo, com potencial de crescimento conforme evoluem os estímulos de mercado e assistência técnica.

Outro ponto destacado na publicação é o papel dos coprodutos na viabilidade econômica. A extração de óleo gera farelos e tortas que podem ser utilizados na alimentação animal, criando uma fonte adicional de receita e melhorando a eficiência do sistema produtivo.

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No cenário global, a produção de óleos vegetais, base para o biodiesel, supera o equivalente a 200 bilhões de litros por ano, com destaque para soja e palma. O Brasil, pela disponibilidade de área e tecnologia, tem espaço para avançar, mas a sustentabilidade do crescimento passa, necessariamente, pela diversificação da matriz.

A avaliação técnica converge para um ponto: ampliar o portfólio de oleaginosas é um passo essencial para reduzir riscos, estabilizar custos e dar mais previsibilidade à cadeia. Para o produtor, isso se traduz em melhor uso da terra ao longo do ano e menor exposição às oscilações de um único mercado.

O livro tá disponível  no site do IDR-Paraná e custa R$300. Para comprar, clique aqui.

Fonte: Pensar Agro

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