AGRONEGOCIOS
Emater-MG lança mestrado profissional para qualificação de técnicos em queijos artesanais
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Programa de mestrado foca em inovação e qualidade de queijos artesanais
A Emater-MG lançou um programa de capacitação que permite aos seus técnicos cursar o mestrado profissional em Ciência e Tecnologia da Produção Animal, com ênfase na Inovação e Qualidade dos Queijos Artesanais de Minas Gerais. A iniciativa é fruto de uma parceria de cooperação técnica com a Universidade Federal de Lavras (Ufla), reforçando o compromisso com o desenvolvimento do setor que é símbolo cultural e econômico do estado.
Serão oferecidas 30 vagas, distribuídas em duas turmas com início em 2026 e 2027, com foco em pesquisas aplicadas que promovam a melhoria da qualidade dos queijos artesanais e beneficiem diretamente a agroindústria local. Minas Gerais possui atualmente 16 regiões produtoras reconhecidas, abrangendo cerca de 160 municípios, com outras áreas em processo de reconhecimento.
Estrutura do curso e público-alvo
De acordo com a coordenadora técnica estadual da Emater-MG, Rayanne Soalheiro de Souza, o programa foi desenvolvido a partir de demandas do campo.
“A grade curricular capacita os extensionistas em todas as etapas da produção de queijos artesanais: desde a produção do leite, nutrição e sanidade animal, gestão e aspectos ambientais, até boas práticas de fabricação e microbiologia do produto”, explica.
Embora o programa seja aberto a todos os profissionais da Emater-MG, há prioridade para aqueles que já atuam com queijos artesanais ou em regiões produtoras.
O mestrado terá formato híbrido, combinando módulos presenciais e remotos, com disciplinas teóricas, atividades práticas e elaboração de dissertação aplicada à extensão rural. Ao final, os profissionais deverão apresentar os resultados à Emater-MG e produzir materiais técnicos, como cartilhas e manuais, baseados em suas pesquisas.
Processo de inscrição e seleção
Os técnicos interessados deverão realizar a inscrição seguindo o edital interno da Emater-MG, além de participar do processo seletivo da Ufla. O programa visa não apenas o desenvolvimento acadêmico dos participantes, mas também a fortalecer a produção de queijos artesanais em Minas Gerais, promovendo inovação e valorização do produto no mercado.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGOCIOS
Mercado do feijão: preços sobem para grãos de maior qualidade, mas demanda limita negócios
O mercado de feijão registrou baixa liquidez no segmento disponível (spot), com predominância de negociações por amostras e perda de eficiência do pregão como formador de preços. Segundo análise da consultoria Safras & Mercado, o ritmo de comercialização segue lento, com dificuldades para repassar preços mais elevados ao longo da cadeia.
Baixa liquidez e desalinhamento entre oferta e demanda
De acordo com o analista Evandro Oliveira, o escoamento foi limitado, especialmente na bolsa, refletindo o desalinhamento entre as pedidas mais altas nas regiões produtoras e a capacidade de absorção do mercado comprador.
Esse cenário tem dificultado o avanço das negociações e reduzido a fluidez das operações no mercado físico.
Estoques curtos sustentam preços no feijão de melhor qualidade
Do lado da oferta, o mercado enfrenta restrição estrutural, com estoques reduzidos em importantes estados produtores, como Minas Gerais, Goiás, Paraná e São Paulo.
A principal pressão de alta vem da escassez de feijão de qualidade superior, especialmente lotes classificados como nota 9 ou acima, que apresentam características como ausência de manchas, escurecimento lento e grãos de maior peneira.
Com isso, a maior parte das negociações ocorre com produtos de padrão intermediário, entre 7,5 e 8,5, o que mantém prêmios elevados para os melhores lotes e direciona a demanda para categorias inferiores.
Preços firmes no FOB, mas com dificuldade de repasse
No mercado FOB, os preços seguem firmes, sustentados pela limitação da oferta. No entanto, a valorização encontra resistência na ponta final da cadeia, devido à dificuldade de repasse ao varejo.
A demanda, segundo o analista, tem atuado de forma defensiva, com empacotadoras focadas apenas na reposição mínima de estoques, o que limita o volume de negociações.
Tendência depende de recuperação da demanda
Apesar do viés de estabilidade a leve alta nos fundamentos, o mercado ainda depende de uma retomada mais consistente da demanda e do avanço da colheita para ganhar tração e consolidar movimentos de valorização.
Feijão preto enfrenta pressão com consumo enfraquecido
No caso do feijão preto, o cenário é mais desafiador. O mercado apresentou liquidez extremamente baixa ao longo da semana, com poucas negociações e ausência de reação mesmo diante de quedas consecutivas nos preços.
A bolsa teve participação reduzida, com operações pontuais ou inexistentes.
Preços próximos do piso nas principais regiões produtoras
Nas regiões de origem, como Paraná, Santa Catarina e São Paulo, as cotações recuaram ou se estabilizaram em níveis baixos, indicando consolidação de um piso regional.
A pressão sobre os preços é resultado da forte concorrência entre vendedores e da necessidade de escoamento de estoques.
Oferta confortável e demanda limitada travam mercado
Ao contrário do feijão de maior qualidade, o feijão preto apresenta oferta mais confortável ao longo da cadeia produtiva.
Por outro lado, a demanda segue enfraquecida, com baixo consumo e reposição limitada por parte do varejo, o que reduz o ritmo de comercialização.
Perspectiva é de mercado lateral a baixista no curto prazo
A tendência para o feijão preto no curto prazo é de estabilidade com viés de baixa. O mercado permanece desancorado e depende diretamente de uma recuperação da demanda para reequilibrar preços e estimular novas negociações.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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