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Endividamento e Crédito Rural: FPA Cobra Soluções Urgentes para Superar Gargalos do Agro

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Crise de Crédito e Endividamento Rural Ganha Força em 2026

A Frente Parlamentar da Agropecuária intensificou o alerta sobre o aumento do endividamento rural e as dificuldades de acesso ao crédito no campo. Segundo a bancada, o cenário de 2026 agrava a situação financeira de produtores e trabalhadores rurais, impactados por cortes orçamentários e pela falta de políticas de apoio mais eficazes.

Nos últimos anos, reduções de recursos destinados ao setor têm comprometido instrumentos essenciais, como o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). Atualmente, o orçamento do programa é de R$ 1,01 bilhão, mas o governo projeta elevação para R$ 4,5 bilhões anuais — podendo chegar a R$ 10 bilhões com a inclusão de coberturas adicionais, segundo estimativas do Palácio do Planalto.

Pedro Lupion Defende Proteção ao Orçamento do Seguro Rural

O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, reforçou que a bancada tem atuado junto ao Congresso para blindar o orçamento do seguro rural e evitar novos cortes. Ele destaca que a FPA é constantemente consultada sobre pautas como endividamento, seguro e o Plano Safra.

“Estamos há bastante tempo lutando por uma situação melhor para os produtores, especialmente no que diz respeito ao auxílio que é de direito. É preciso proteger o orçamento do seguro e garantir estabilidade para quem produz no campo”, afirmou Lupion.

Tereza Cristina Defende Aprovação do Fundo de Catástrofe

A vice-presidente da FPA no Senado, Tereza Cristina, alerta que o apoio ao novo modelo de seguro rural depende da aprovação do Projeto de Lei 2951/2024, que cria o Fundo de Catástrofe. A medida é considerada essencial para atrair resseguradoras internacionais e fortalecer a estrutura de proteção ao produtor rural.

“Não é mais possível que o agricultor sofra tanto com as intempéries climáticas e com a falta de ajuda. Lidamos com dificuldades diárias que travam o desenvolvimento do país”, destacou a senadora.

Produtores Reclamam de Burocracia e Falta de Acesso ao Crédito

Para Maurício Buffon, a burocracia é um dos principais entraves para o produtor rural que busca crédito. Segundo ele, muitos agricultores não conseguem sequer pagar os juros das parcelas devido às restrições e lentidão nos processos de financiamento.

“Existe linha de crédito, mas cheia de exigências que dificultam o acesso. Passou da hora de encontrarmos soluções concretas para quem produz”, ressaltou o dirigente da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Tocantins.

Projeto da Plataforma de Crédito Positiva Avança na Câmara

O deputado Alceu Moreira, coordenador institucional da FPA, acredita que uma das saídas está na plataforma de crédito positiva, projeto que já está pronto para votação na Câmara dos Deputados. A proposta busca facilitar o acesso ao crédito rural por meio da análise de perfil do produtor e de suas condições de financiamento.

“Temos que votar imediatamente. Há muitos produtores honestos e organizados que querem crescer, mas são impedidos pela burocracia do sistema financeiro. A plataforma traz transparência e agilidade para o crédito no campo”, afirmou Moreira.

Projeto Organiza Informações e Reduz Riscos nas Operações Rurais

Relatora do projeto citado, a deputada Marussa Boldrin explicou que o texto centraliza e organiza dados de produtores para subsidiar a análise de risco em operações de financiamento e seguro rural. A iniciativa também contempla operações vinculadas à Cédula de Produto Rural (CPR).

“A proposta busca otimizar o acesso ao crédito, reduzir riscos e fomentar a atividade agropecuária. O acesso às informações será restrito a instituições financeiras, seguradoras e cooperativas de crédito autorizadas, garantindo segurança e eficiência”, explicou a parlamentar.

Perspectivas e Próximos Passos

A FPA reforça que a aprovação de medidas como o Fundo de Catástrofe e a plataforma de crédito positiva é fundamental para fortalecer o setor agropecuário, garantir previsibilidade e incentivar o investimento produtivo.

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Com o endividamento crescente e a dependência de políticas públicas efetivas, o agro brasileiro busca soluções que aliem sustentabilidade financeira, acesso a crédito e estabilidade jurídica para os próximos ciclos de safra.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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