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Exportações de Café Não Torrado Alcançam Faturamento Superior a US$ 1 Bilhão em Abril de 2025

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Crescimento nas Exportações de Café Não Torrado

As exportações brasileiras de café não torrado apresentaram resultados expressivos no mês de abril de 2025. De acordo com dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o faturamento acumulado nos 17 primeiros dias úteis do mês alcançou US$ 1,080 bilhão. Este valor representa um aumento em relação aos US$ 917,575 milhões registrados no mesmo período de 2024, que teve 22 dias úteis. O faturamento diário também registrou um avanço significativo de 52,4%, passando de US$ 41,708 milhões para US$ 63,548 milhões.

Volume Exportado e Queda na Quantidade Embarcada

Apesar do aumento no faturamento, o volume exportado do café não torrado apresentou uma queda em comparação ao ano anterior. Nos 17 primeiros dias úteis de abril de 2025, foram embarcadas 149,899 mil toneladas, o que representa uma redução de 23,7% em relação à média diária de 11,550 toneladas registrada em abril de 2024, totalizando 254,108 mil toneladas ao longo do mês passado.

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Valor Médio de Exportação do Grão

O valor médio de negociação do café não torrado também foi expressivamente superior em 2025. Nos 17 primeiros dias úteis de abril, o preço médio do grão alcançou US$ 7.207,00 por tonelada, marcando um aumento de 99,6% em comparação com a média de US$ 3.611,00 registrada no mês inteiro de abril de 2024.

Desempenho do Café Torrado, Extratos, Essências e Concentrados

Em relação ao café torrado, extratos, essências e concentrados, o volume exportado nos 17 primeiros dias úteis de abril de 2025 foi de 6,991 toneladas, uma queda em relação às 8,995 toneladas exportadas durante os 22 dias de abril de 2024. No entanto, a média diária de exportação ficou em 411 toneladas, uma leve alta de 0,6% em relação ao valor de 408 toneladas diárias registrado no ano anterior.

Faturamento e Preço Médio do Café Torrado

O faturamento das exportações de café torrado e seus derivados também mostrou evolução. Nos 17 primeiros dias úteis de abril de 2025, o faturamento totalizou US$ 92,054 milhões, representando um crescimento em relação aos US$ 80,594 milhões registrados no mês de abril de 2024. A média diária de faturamento foi de US$ 5,415 milhões, o que representa um avanço de 47,8% em relação ao ano anterior, quando a média foi de US$ 3,663 milhões.

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Em termos de preços, o café torrado teve uma valorização considerável. O preço médio da tonelada exportada nos primeiros dias de abril de 2025 foi de US$ 13.165,90, representando um aumento de 46,9% em comparação com o preço médio de US$ 8.959,90 registrado ao longo de abril de 2024.

Esse desempenho nas exportações de café, embora com variações no volume embarcado, reflete o impacto positivo das condições de mercado e a valorização do produto, evidenciando um cenário favorável para a commodity brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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