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Exportações de frutas brasileiras somam US$ 280 milhões no 1º trimestre de 2025
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Exportações crescem no primeiro trimestre
O Brasil exportou aproximadamente US$ 280 milhões em frutas nos três primeiros meses de 2025. Os dados, divulgados pela Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas (Abrafrutas), têm como base informações da plataforma AgroStat, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O valor representa um aumento de 1,47% na receita e de 24,78% no volume embarcado em comparação ao mesmo período do ano anterior.
Melão, melancia e limão lideram os embarques
Entre as frutas mais exportadas no trimestre estão o melão, com US$ 70,9 milhões em receita; a melancia, que somou US$ 32,1 milhões; o limão e a lima, com US$ 40,2 milhões; e a banana, com US$ 5,8 milhões. De acordo com a Abrafrutas, o setor vem colhendo os frutos de investimentos contínuos em qualidade, tecnologia, logística e também da abertura de novos mercados, além de uma safra favorecida pelas condições climáticas.
Maçã retoma crescimento após perdas climáticas
A maçã apresentou desempenho expressivo neste início de ano, após perdas significativas na safra anterior provocadas por eventos climáticos no Sul do país. Com a retomada da regularidade na produção, as exportações da fruta registraram alta de 93,64% em valor e de 85,63% em volume.
Queda nas exportações de manga e uva
Apesar do cenário positivo no geral, algumas frutas tiveram retração nas vendas externas. A manga apresentou queda de 48,94% em valor e de 13,01% em volume. A uva também registrou recuo, com redução de 23,13% em valor e de 9,37% em volume. Segundo a Abrafrutas, o principal motivo para essa desaceleração foi o mercado interno aquecido, que ofereceu preços mais atrativos aos produtores, reduzindo o volume disponível para exportação.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil
A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.
De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.
Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado
Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.
Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.
Indústria compra apenas para reposição imediata
Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.
Exportações perdem competitividade com queda do dólar
No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.
Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.
Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques
Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.
Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.
Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado
O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.
Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.
Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025
No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.
Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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