AGRONEGOCIOS
Feicorte 2025 fortalece união e inovação na cadeia produtiva da carne bovina
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A segunda edição da Feicorte – Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne, realizada em Presidente Prudente (SP) de 17 a 21 de junho, reuniu 16,5 mil pessoas e reafirmou seu papel como espaço estratégico para aproximar os diferentes elos da pecuária brasileira. O evento destacou a excelência e diversidade da produção nacional, consolidando-se como referência no setor.
Ação inédita une 14 raças bovinas em churrasco especial
Um dos momentos mais emblemáticos foi a “Beef Hour das Raças”, uma iniciativa inédita realizada em parceria com a Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) e criadores de 14 raças bovinas nacionais. Foram servidos cortes especiais das raças Nelore, Tabapuã, Brahman, Sindi, Gir, Guzerá, Brangus, Senepol, Angus, Bonsmara, Montana, Santa Gertrudis, Wagyu e Caracu, evidenciando a qualidade e a variedade da carne brasileira. Para o presidente da ABCZ, Gabriel Garcia Cid, a união das associações fortalece a cadeia produtiva e beneficia todos os envolvidos.
Presença de autoridades reforça prestígio do evento
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, o secretário estadual da Agricultura, Guilherme Piai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, deputados e prefeitos marcaram presença na abertura oficial, reforçando a importância da feira no calendário do agronegócio. Piai destacou o crescimento do evento e sua consolidação como “a Agrishow da pecuária”.
Planejamento para 2026 já está em andamento
A próxima edição da Feicorte está confirmada para a segunda quinzena de junho de 2026. A organizadora Carla Tuccilio anunciou novidades, incluindo a ampliação da Beef Hour das Raças e a criação de um espaço exclusivo para startups focadas em inovação no setor.
Estrutura ampliada e programação diversificada
Com uma área coberta de 6.500 m², 12% maior que no ano anterior, o evento ocupou um total de 84 mil m² e reuniu mais de 100 expositores. O Fórum Feicorte e o Espaço Beef Hour trouxeram mais de 40 palestrantes nacionais e internacionais, abordando temas técnicos e mercadológicos. Na área externa, empresas apresentaram tecnologias, equipamentos e veículos que facilitam a rotina do produtor rural.
Experiências para todos os públicos
Durante a feira, o público acompanhou desfiles, julgamentos, leilões e a exposição de cerca de 500 animais de nove raças. O Pavilhão Espaço Origens destacou produtores artesanais paulistas, e a área de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) apresentou práticas sustentáveis. A Beef Hour também aproximou visitantes dos sabores da carne brasileira, com cerca de cinco toneladas de cortes servidos por chefs e assadores renomados.
Evento aproxima setor e consumidores
Visitantes locais como Jair e Marcela Tavares, que participaram com suas filhas, ressaltaram a qualidade da comida e o ambiente familiar da feira, demonstrando o papel da Feicorte em conectar o público à cadeia produtiva.
Ambiente de negócios e inovação
A feira promoveu encontros estratégicos e oportunidades comerciais, reunindo marcas, produtores e especialistas. Para a CEO da Verum, Carla Tuccilio, as inovações apresentadas contribuem para tornar a pecuária mais eficiente e sustentável. Leonardo Matsuda, diretor do Grupo Matsuda, destacou o sucesso da edição e o entusiasmo dos expositores, projetando um futuro ainda melhor para o evento.
Palestras ressaltam qualidade e sustentabilidade da pecuária brasileira
O Fórum Feicorte teve como tema central “O Boi Brasileiro: produtivo por natureza”, com debates sobre eficiência, sustentabilidade e o protagonismo nacional no mercado global. O curador técnico Diéde Loureiro reforçou a importância da produção de alta qualidade e saudável, ilustrando casos práticos de sucesso na cadeia produtiva.
Participação internacional enriquece o debate
O norte-americano Tommy Perkins elogiou o Brasil pela adoção da tecnologia na pecuária, destacando o uso da ultrassonografia para aprimorar a genética do rebanho. Dennis Serhienko, do Canadá, reforçou a necessidade de acelerar a incorporação de tecnologias que aumentem a produtividade e a sustentabilidade do setor.
Espaço Beef Hour traz conteúdo e experiências sensoriais
Com curadoria de Roberto Grecellé, as palestras destacaram a evolução do Brasil, que deixa de ser apenas um “vendedor de carne” para ser reconhecido pela qualidade da proteína animal, especialmente após o país ser declarado livre de febre aftosa sem vacinação. Atualmente, a carne bovina brasileira é exportada para mais de 150 países.
Leilões valorizam genética e mobilizam o mercado
Durante a feira, vários leilões movimentaram pecuaristas e investidores. O Leilão Origens do Mocho ofereceu 50 touros Nelore Mocho PO e novilhas superprecoces. O Leilão da Confraria da Carcaça Nelore comercializou todos os lotes ofertados. O Leilão Pecuária Solidária reuniu mais de 100 lotes para apoio social, com gado, cavalos, sêmen, além de itens especiais como violão autografado e obras de arte.
Destaques dos leilões e presença de criatórios tradicionais
O Leilão Grandes Marcas – Grupo Mazieiro destacou linhagens tradicionais com oferta de embriões e prenhez, atraindo criatórios renomados do país. O leilão final contou com 35 lotes de cavalos das raças Quarto de Milha e Paint Horse, selecionados para atender desde criadores experientes até novos investidores.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos
Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.
Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.
No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.
Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.
O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.
No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.
Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.
Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.
Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.
A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.
O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.
Fonte: Pensar Agro
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