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Feijão tem redução de área cultivada no Rio Grande do Sul, mas lavouras mantêm bom desenvolvimento

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Produção de feijão recua no RS, mas plantio é concluído dentro do prazo

O 5º Levantamento da Safra de Grãos 2025/26, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), aponta que o Rio Grande do Sul registrou redução na área plantada de feijão nesta temporada. Apesar da retração, o plantio da variedade feijão cores ocorreu de forma eficiente e foi finalizado ainda em janeiro, dentro do cronograma previsto.

Cultivo concentra-se no Planalto Superior

De acordo com a Conab, a região do Planalto Superior é a principal área produtora de feijão no estado, favorecida por condições edafoclimáticas adequadas, mesmo em um período de plantio mais tardio. O levantamento destaca que o uso de tecnologias agrícolas modernas tem sido essencial para manter o volume de produção, mesmo diante da redução da área cultivada.

Menor rentabilidade pesa na decisão dos produtores

O levantamento também aponta que a queda na área semeada está diretamente relacionada à baixa rentabilidade do feijão frente a outras opções de cultivo de verão, como soja e milho. Essa diferença de retorno financeiro tem levado produtores gaúchos a diversificar suas lavouras e optar por culturas de maior lucratividade.

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Lavouras apresentam bom desenvolvimento

Apesar das oscilações climáticas ao longo do ciclo, as lavouras de feijão no Rio Grande do Sul apresentam bom desenvolvimento, conforme avaliação da Conab. As condições atuais indicam uma safra bem conduzida, impulsionada pelo manejo técnico e pela adoção de pacotes tecnológicos que garantem maior estabilidade produtiva.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil

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A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.

De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.

Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado

Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.

Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.

Indústria compra apenas para reposição imediata

Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.

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Exportações perdem competitividade com queda do dólar

No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.

Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.

Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques

Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.

Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.

Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado

O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.

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Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.

Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025

No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.

Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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