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FPA alerta para ajustes na tabela de frete diante da alta do diesel

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) divulgou nota oficial destacando a necessidade de revisão da tabela de frete, diante da alta do diesel, que pressiona diretamente os custos logísticos do setor agropecuário.

Tabela de frete atual não reflete a realidade do transporte

Segundo a FPA, o modelo adotado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) não considera fatores essenciais, como:

  • Diferenças regionais;
  • Frete de retorno;
  • Diversidade de cargas;
  • Perfil da frota nacional.

Essas lacunas geram distorsões relevantes e custos logísticos artificiais, impactando especialmente setores de grande volume e margens estreitas.

Transparência e fiscalização são essenciais

A FPA defende maior clareza nos critérios da tabela de frete, especialmente nos sistemas eletrônicos atualmente utilizados, e reforça a necessidade de fiscalização constante, garantindo que os parâmetros estejam alinhados às condições reais de mercado.

Diesel e cenário internacional aumentam pressão sobre transporte

O custo do diesel, que representa uma das maiores parcelas do frete, sofre oscilações influenciadas pelo cenário internacional, especialmente no Oriente Médio. A FPA destaca a importância de uma política de transição energética mais previsível, capaz de reduzir a volatilidade e trazer estabilidade à cadeia logística.

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Revisão do percentual obrigatório de biodiesel é medida urgente

Como forma de equilibrar o custo logístico, a FPA defende medidas imediatas para revisão do percentual obrigatório de biodiesel (B17), garantindo maior previsibilidade e equilíbrio no custo do transporte rodoviário brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil

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A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.

De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.

Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado

Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.

Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.

Indústria compra apenas para reposição imediata

Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.

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Exportações perdem competitividade com queda do dólar

No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.

Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.

Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques

Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.

Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.

Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado

O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.

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Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.

Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025

No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.

Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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