AGRONEGOCIOS
Goiás Registra Recorde na Produção de Cana-de-Açúcar na Safra 2024/25
AGRONEGOCIOS
O estado de Goiás alcançou um marco histórico na produção de cana-de-açúcar na safra 2024/25, conforme divulgado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) em sua 68ª edição do Agro em Dados. Com uma produção estimada em 78,5 milhões de toneladas, o estado consolidou-se como um dos principais polos produtivos do Brasil, mantendo-se como o terceiro maior produtor de cana do país.
Recorde na Produção de Cana-de-Açúcar
A safra 2024/25 de Goiás bateu um novo recorde com a produção de 78,5 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Esse resultado representa um crescimento de 2,6% em relação à safra anterior, consolidando o estado como um dos maiores produtores do Brasil.
Crescimento Impulsionado pela Aumento de Área Colhida e Alta Produtividade
O aumento na produção foi impulsionado principalmente pela ampliação da área colhida, que alcançou 969,7 mil hectares, e pela alta produtividade, estimada em 81,0 toneladas por hectare. Esses números refletem a eficiência do setor e o compromisso dos produtores goianos com a qualidade e inovação no cultivo da cana.
Produção Industrial em Alta
A produção industrial também seguiu a tendência de crescimento, com estimativas de 2,9 milhões de toneladas de açúcar e 4,8 bilhões de litros de etanol para a safra 2024/25. Esses números representam aumentos de 8,8% e 2,8%, respectivamente, em relação ao ciclo anterior, reforçando o papel de Goiás na cadeia produtiva do setor sucroalcooleiro.
O Papel do Agro em Dados no Acompanhamento do Setor
Além dos dados sobre a cana-de-açúcar, a 68ª edição do Agro em Dados trouxe informações atualizadas sobre as principais cadeias produtivas da agropecuária goiana. O boletim técnico, elaborado pela Gerência de Inteligência de Mercado da Seapa, oferece análises de mercado, exportações e indicadores econômicos, sendo uma ferramenta essencial para produtores, gestores públicos, técnicos e investidores interessados no desenvolvimento do agronegócio em Goiás.
“Nosso objetivo com o Agro em Dados é fornecer informações de qualidade, com base em dados das principais instituições oficiais, para apoiar decisões estratégicas e promover o crescimento sustentável do setor agropecuário goiano”, afirmou o secretário da Seapa, Pedro Leonardo Rezende.
O desempenho recorde de Goiás na produção de cana-de-açúcar reflete o potencial do estado no setor sucroalcooleiro e sua importância no agronegócio brasileiro. Com uma área maior colhida, alta produtividade e crescimento nas produções de açúcar e etanol, Goiás se mantém como um líder na cadeia produtiva da cana-de-açúcar, impulsionando a economia do estado e consolidando sua presença no mercado nacional e internacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGOCIOS
Inadimplência avança no agro e recuperações judiciais atingem pico histórico
A inadimplência no crédito rural mais que dobrou em 12 meses e os pedidos de recuperação judicial (RJ) atingiram o maior nível da série histórica, refletindo o aperto financeiro no campo. Dados do Banco Central mostram que, em janeiro último, o índice de atrasos acima de 90 dias entre produtores pessoas físicas chegou a 7,3%, ante 2,7% no mesmo período do ano passado. Já as recuperações judiciais somaram 1.990 pedidos em 2025, alta de 56,4% em relação a 2024, segundo a Serasa Experian.
O avanço ocorre em um cenário de margens mais estreitas, sobretudo em culturas como soja e milho, combinado com juros elevados e maior rigor na cobrança por parte de credores. Bancos, tradings e empresas da cadeia têm reduzido a tolerância com atrasos, o que tem levado mais produtores a buscar a recuperação judicial como forma de reorganizar dívidas.
Ao mesmo tempo, cresce no campo a atuação de escritórios especializados que passaram a oferecer a RJ como solução para o endividamento. Na prática, produtores com dificuldade de caixa são abordados e orientados a ingressar com o pedido, muitas vezes sem uma avaliação completa dos impactos sobre a continuidade da atividade.
Apesar de aliviar a pressão no curto prazo, a recuperação judicial tem trazido efeitos colaterais relevantes. O principal deles é a perda de acesso ao crédito, fator decisivo para o financiamento da safra. Sem capital para plantar, parte dos produtores reduz a área cultivada ou recorre ao arrendamento de terras como forma de manter alguma geração de renda.
O movimento atual está ligado, em grande parte, às decisões tomadas no ciclo de alta das commodities entre 2021 e 2023. Com preços elevados e crédito mais acessível, houve expansão da produção e aumento do endividamento. Com a reversão do cenário, juros mais altos e queda nas cotações, produtores mais alavancados perderam liquidez.
A recuperação judicial, que ganhou força no agro a partir de 2021, passou a ser utilizada tanto por produtores em dificuldade real quanto por aqueles que buscaram o instrumento como estratégia para renegociar dívidas. Esse uso mais amplo começa a gerar distorções e tende a perder força à medida que os efeitos práticos se tornam mais evidentes.
Apesar da alta recente, o número de RJs ainda é pequeno frente ao universo do setor. O Brasil tem cerca de 5 milhões de produtores rurais, sendo que aproximadamente 1,1 milhão acessam crédito. Ainda assim, o aumento da inadimplência já pressiona o sistema financeiro, encarece o crédito e eleva a seletividade para novos financiamentos.
Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA), o cenário atual é resultado de uma combinação de fatores de mercado com falhas de política agrícola. “O produtor está pagando a conta de um ciclo mal calibrado. Tivemos incentivo à expansão em um momento de crédito farto, mas sem instrumentos suficientes de proteção quando o cenário virou. Faltou previsibilidade e gestão de risco na política pública”, afirma.
Segundo ele, a forma como a recuperação judicial vem sendo difundida no campo também preocupa. “Criou-se um ambiente em que a RJ é apresentada como solução fácil. Muitos produtores entram sem ter clareza de que vão perder acesso ao crédito e comprometer a próxima safra. Isso precisa ser tratado com mais responsabilidade”.
Rezende avalia que o problema tende a persistir ao longo de 2026, mas não caracteriza uma crise estrutural do agro. “O setor continua forte, competitivo, mas passa por um ajuste. O risco é esse ajuste ser agravado por decisões equivocadas, tanto no campo quanto fora dele. Sem crédito acessível e com custo elevado, o produtor perde capacidade de reagir”.
Fonte: Pensar Agro
-
AGRONEGOCIOS3 anos atrás
Agrônomo mineiro recebe a Comenda do Mérito Agronômico, a mais alta distinção da categoria
-
MATO GROSSO3 anos atrás
A Palavra Aberta
-
MATO GROSSO3 anos atrás
Mar… ia
-
MATO GROSSO3 anos atrás
A solidão humana
-
Gourmet2 anos atrás
Molho Bolonhesa
-
Gourmet2 anos atrás
Brigadeiro
-
Gourmet2 anos atrás
Picolé detox
-
Gourmet2 anos atrás
Molho rosé

